COTAÇÃO DE 19/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5600

VENDA: R$5,5600

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5770

VENDA: R$5,7130

EURO

COMPRA: R$6,2610

VENDA: R$6,2639

OURO NY

U$1.814,31

OURO BM&F (g)

R$322,84 (g)

BOVESPA

+0,28

POUPANÇA

0,6310%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Abertura de empresas em 2021 cresce 32,38% em Minas Gerais

COMPARTILHE

" "
Setor de serviços do Brasil cresce 3,7% em fevereiro, diz IBGE | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters
O setor de serviços foi responsável pela constituição de 50.750 empreendimentos em Minas Gerais no ano passado | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

O número de empresas registradas em Minas Gerais em 2021 cresceu 32,38% quando comparado ao de 2020. Foram abertas 74.185 empresas no Estado, um aumento expressivo diante dos 56.040 negócios formalizados em 2020. Belo Horizonte é a cidade que mais abriu empresas no Estado e o setor de serviços é responsável pela maior parte das formalizações, de acordo com a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). 

O setor de serviços, que apresentou a maior taxa de crescimento, ganhou 50.750 novos negócios formalizados, 35,9% a mais no comparativo a 2020, que registrou 37.336 empreendimentos no segmento. O comércio e a indústria também cresceram: no ano passado, foram abertas 19.929 lojas e 4.611 indústrias. Em 2020, foram 15.290 negócios comerciais e 3.526 industriais.

PUBLICIDADE




Na comparação com os dados de 2019, o setor de serviços cresceu 47,5% em 2021.  Em 2020, 41.436 empresas foram extintas; já em 2021, 43.442 deixaram de existir.

Belo Horizonte liderou o número de empreendimentos abertos no Estado. No ano passado, foram 18.595 constituições, 33,5% maior em relação a 2020, com 13.926 formalizações, e 46,4% a mais na análise com 2019. No comparativo referente aos últimos dois anos, Montes Claros se destaca com 41,7%, seguida de Divinópolis, 39,4%, Uberaba, com 35,3%, Juiz de Fora, 34,5%, e Uberlândia, 21,5%.

Por tipo jurídico, a empresa que mais abriu ao longo do ano passado foi a Sociedade Limitada (Ltda), com 55.196 constituições. Em seguida, vem o Empresário Individual, com 13.955 novos empreendimentos, e a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), com 4.214 aberturas. Em 2021, ocorreu a formalização de 309 Sociedades Anônimas e 110 cooperativas, além de 401 empreendimentos de outra natureza.

Segundo o diretor de Integração, Negócios e Tecnologia da Jucemg, Henrique Peixoto Petrocchi da Costa, vários fatores levaram ao aumento de novas empresas em Minas Gerais. “Além do contexto de retomada econômica observado em 2021, podemos destacar algumas ações realizadas pela Jucemg e pelo Governo de Minas para favorecer o ambiente de negócios no Estado”, diz Costa.

Menos burocracia




Um exemplo é a dispensa de quaisquer atos públicos para as atividades econômicas classificadas como baixo risco, conforme a Lei da Liberdade Econômica. “Em Minas, são 701 atividades dispensadas, ficando em primeiro lugar no ranking nacional, mas, mais importante que isso, retirando barreiras burocráticas para empreender”, destaca.

“Também avançamos na integração com prefeituras para compartilhar dados de empresas e digitalizar processos, reduzindo etapas e redundâncias no processo. Também avançamos na implantação de novas Salas Mineiras do Empreendedor, local de acolhimento e orientação aos empresários, em especial, nesse momento daqueles que, por necessidade ou vocação, abriram suas empresas”, completa Costa.

Outro fator importante é que, além de ser digital, abrir empresas ficou ainda mais rápido. Estudo feito pelo Banco Mundial no Doing Business Subnacional Brasil 2021 apontou Minas Gerais como o estado mais rápido para se abrir empresas no Brasil. Hoje se gasta um dia e 15 horas, em média, para formalizar um empreendimento em solo mineiro. Em 2020, gastava-se 74 horas e 9 minutos, e em 2019, 82 horas.

Os pequenos negócios não foram esquecidos e têm seu lugar nas estratégias governamentais para o crescimento da economia mineira em 2022. “Verificamos que aproximadamente 80% das novas empresas abertas em 2020 e 2021 são microempresas, 10% empresas de pequeno porte e 10% as demais”, observa o diretor da Jucemg.

“Nesse sentido, iremos trabalhar para simplificar e agilizar ainda mais o processo para todos os empresários, em especial, as pequenas empresas para que elas possam continuar sendo um caminho para geração de riqueza e renda para os mineiros”, finaliza Costa.

O setor de serviços, com a maior taxa de crescimento, teve 50.750 novos negócios formalizados, 35,9% a mais frente a 2020 | Crédito: CHARLES SILVA DUARTE/Diário do Comércio
O setor de serviços, com a maior taxa de crescimento, teve 50.750 novos negócios formalizados, 35,9% a mais frente a 2020 | Crédito: CHARLES SILVA DUARTE/Diário do Comércio

Formalização de MEIs ganha espaço no País

Os dados da Jucemg não incluem a formalização de Microempreendedores Individuais (MEIs), que são registrados diretamente no Portal do Empreendedor do governo federal. No primeiro quadrimestre de 2021, eles foram responsáveis por 80% de 1,4 milhão de empresas abertas no País.




Desde sua institucionalização, em 2009, a figura do MEI experimentou um crescimento exponencial. “Milhões de trabalhadores que atuavam na informalidade, ao se tornarem MEIs, conseguiram acessar novos mercados e outros benefícios, como serviços financeiros mais baratos do que os disponíveis para pessoas físicas. E isso com uma exigência tributária bem menor”, explica a analista do Sebrae Minas Bárbara Alves.

Para ela, o empreendedorismo sempre funciona como um colchão amortecedor nos momentos de crises, quando ele pode não só substituir o emprego formal como também gerar uma renda alternativa. E é justamente o que vem acontecendo desde a crise de 2014, agravada nos últimos anos pela pandemia.

A analista acredita que, mesmo que timidamente, a economia melhorou e os momentos mais críticos já passaram. Assim, além da necessidade de gerar renda, exclusiva ou adicional, outro fator aparece para impulsionar a abertura de novos negócios. “Com a retomada, inclusive de hábitos das pessoas, os empreendedores começam a identificar novas oportunidades no mercado”, aponta Bárbara Alves.

Em alguns casos, as duas razões se somam na decisão de abrir uma empresa. O pequeno empresário Maicon Maciel afirma que o que o levou a enfrentar o período mais sombrio da pandemia e abrir um negócio foi: “Desespero”. O analista de marketing digital de 35 anos formalizou sua empresa há exatamente um ano, no dia 5 de janeiro de 2021.

O pequeno empresário se incluiu nas estatísticas de aumento de empresas após perder um cargo e uma comissão na prefeitura em que trabalhava com a mudança da administração. “Apesar de concursado, eu não queria baixar meu padrão de vida, ganhando metade do salário”, confessa.

Ao mesmo tempo, Maicon Maciel “esbarrou” em uma empresa que precisava muito de um projeto de marketing digital. Com formação na área, o pequeno empresário se juntou a dois amigos – um fotógrafo e um gestor de tráfego na internet – para criar a Astra Comunicação, cujo primeiro cliente foi uma loja de enxovais em Belo Horizonte.

A fome se juntou à vontade de comer. Nesses 12 meses, o negócio decuplicou e hoje Maicon tem clientes em todo o País, a maior parte deles pequenas empresas que, recém-criadas ou não, viram a necessidade de ampliar sua presença na Internet com site, perfis em redes sociais, loja virtual ou simplesmente divulgação direcionada de loja física. (BA)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!