Aeroporto Industrial terá polo de mobilidade elétrica

BH Airport fecha parceria para atrair empreendimentos com a instalação de galpões

1 de dezembro de 2022 às 0h30

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A BH Airport atualmente oferece apenas o serviço de embarque e desembarque especial | Crédito: Divulgação

O primeiro e único Aeroporto Industrial do Brasil, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pretende fomentar o desenvolvimento de um ecossistema de indústrias de mobilidade elétrica no local. Para isso, a BH Airport, concessionária que administra o aeroporto, fechou uma parceria com uma empresa de real estate – de infraestrutura e grandes construções. O objetivo é construir galpões para facilitar a vinda dos empreendimentos. 

Conforme a coordenadora de Novos Negócios da BH Airport, Fabiana Drumond, a expectativa é que as obras se iniciem já a partir de janeiro ou fevereiro do ano que vem. A previsão é de um investimento de cerca de R$ 3,5 bilhões na ação, a ser realizada ao longo dos próximos anos. A iniciativa pioneira deve fomentar a economia, gerar novos empregos e consolidar o terminal como provedor de soluções logísticas, tributárias e de gestão. 

“A gente está fazendo uma parceria com uma empresa de real estate. Já estamos em fase de documentação. Houve uma seleção e essa empresa entrou para começar em 2023”, explica a coordenadora. Ainda conforme Fabiana, a parceria proporcionará agilidade no processo de construção para receber os empreendimentos. “O objetivo é que ela entre em parceria com o Aeroporto Industrial na construção dos galpões e, assim, passemos a ter a capacidade de oferecer galpões prontos para as indústrias virem se instalar”, destaca.

De acordo com a coordenadora, a BH Airport tem um modelo de negociação diferenciado e oferece às empresas um pacote atrativo de soluções, focado em armazenamento, movimentação entre o terminal de cargas e a indústria, carregamento e descarregamento, entreposto comum e logística em geral. Além disso, a concessionária estimula o desenvolvimento de empresas em crescimento com a suspensão de impostos. 

“O Aeroporto Industrial tem uma definição clássica, que é a utilização de uma Instrução Normativa 241, que possibilita às indústrias que se instalam aqui de operarem dentro de um regime de entreposto industrial, que é justamente o benefício de suspensão de impostos de importação e isenção, no caso da exportação. A suspensão é desde o momento em que a empresa importa até o momento da emissão da nota fiscal, ou seja, ela produz sob suspensão de impostos. Na emissão da nota fiscal, se ela for vender para o mercado nacional existe o recolhimento dos impostos, mas se ela for exportar tem a isenção completa. Esse é o modelo clássico e tradicional, que favorece muito indústrias que importam e exportam em grande quantidade”, diz.

Há também um setor de indústrias que importa muito e não necessariamente exporta, porque vende majoritariamente para o mercado nacional. E há outro modelo, nesse caso.”É um modelo de negociação diferenciado em que a empresa não opera dentro desse regime clássico, mas opera dentro da área aeroportuária com os benefícios que oferecemos nas soluções logísticas. Então, há tabelas diferenciadas, serviços customizados e flexibilizados, a uma consultoria dentro das soluções logísticas para transformar aquela negociação bem personalizada. Esse modelo é para atender empresas que estão em um momento de crescimento, empresas de menor porte. Então, conseguimos flexibilizar mais a negociação e apresentar um formato que atenda melhor a essas indústrias. Elas não precisam necessariamente exportar. Elas podem só importar e se beneficiam também da suspensão de impostos”, completa.

Segundo Fabiana, a BH Airport também pretende atrair empresas que possam ser fornecedoras das demais indústrias do local, justamente para criar um ecossistema que facilite a operação da cadeia. Ela revela que já há o interesse, por exemplo, de uma “espécie de startup” de carregamento para veículos elétricos. Com mais esse projeto, o Aeroporto de Belo Horizonte continua avançando na implantação do modelo de aerotrópole (cidade-aeroporto), que, basicamente, significa transformá-lo em um grande centro econômico com funcionamento de lojas, de indústrias, dentre outros setores.

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