Agronegócio mineiro terá recorde de exportações

Nos oito primeiros meses de 2022, receita com embarques já representa 98% da registrada nos 12 meses de 2021

17 de setembro de 2022 às 0h30

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A receita gerada pelas exportações do complexo soja do Estado aumentou 48,4%, somando US$ 2,9 bilhões | Foto: Ivan Bueno/APPA

A valorização das commodities está contribuindo para que as exportações do agronegócio de Minas Gerais sejam recorde em 2022. Entre janeiro e agosto, os embarques dos produtos agrícolas e pecuários já movimentaram US$ 10,23 bilhões, apresentando um incremento expressivo de 46,8% frente ao mesmo período do ano passado. Com o resultado, a tendência é encerrar o ano superando o valor gerado em 2021, que foi de US$ 10,5 bilhões e até então o recorde. Somente nos oito primeiros meses de 2022, a movimentação financeira já representa 98% do que foi registrado nos 12 meses de 2021.

Ao todo, Minas já exportou 9,4 milhões de toneladas de produtos do agronegócio, superando em 3,2% o volume embarcado no mesmo período do ano anterior, que era de 9,1 milhões de toneladas.

O aumento do valor gerado com os embarques é resultado, principalmente, da valorização das commodities. Nos oito primeiros meses de 2022, o preço médio por tonelada foi de US$ 1.081,81, enquanto em igual intervalo de 2021, a cotação estava em US$ 789,8.

O gerente de Agronegócios do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg), Caio Coimbra, explica que o bom resultado das exportações vem da valorização do dólar, o que estimula os embarques, e também pela alta das commodities.

“O aumento do preço médio da tonelada vem ocorrendo por estarmos saindo da pandemia e haver um reaquecimento da economia global, o que tem melhorado o padrão de vida das pessoas em relação há dois anos. Essa melhora estimula o consumo de alimentos, com destaque para as carnes de bovinos, suínos, frangos e ovos, produções que têm como base da alimentação o milho e a soja, que também estão valorizados”, diz.

Ainda segundo Coimbra, Minas Gerais é o maior produtor de café, que vem sendo o destaque dos embarques. O Estado também tem ampliado de forma significativa a produção de soja, sendo uma boa opção para a primeira safra de grãos. A produção de carnes é outra tradicional na região.

“O dólar acima de R$ 4, R$ 4,50, já torna as exportações interessantes, e como Minas Gerais tem uma produção diversificada, estamos registrando bons resultados nos embarques”, explica. 

Ao longo dos primeiros oito meses, as exportações do agronegócio de Minas Gerais representaram 37,5% da receita total dos embarques feitos pelo Estado, que foi de US$ 27,3 bilhões.

No período, as importações do agronegócio movimentaram US$ 678,32 milhões, valor que ficou 6,48% maior que em igual intervalo de 2021. Em volume, as importações chegaram a 566 mil toneladas, variação negativa de 9,77%.

Com o resultado, o Estado encerrou o período de janeiro a agosto com um saldo na balança do agronegócio de US$ 9,5 bilhões, avanço de 48,7% frente ao mesmo período do ano anterior.

Produtos

Entre janeiro e agosto, o destaque entre os produtos exportados por Minas Gerais foi o café. Os embarques do grão movimentaram US$ 4,3 bilhões, superando em 64,8% o valor registrado em igual intervalo do ano passado. Foram embarcadas 1 milhão de toneladas, volume 1,8% inferior.

O  resultado positivo do faturamento veio dos preços valorizados do café no mercado internacional. Após perdas expressivas na produção, resultado de um clima desfavorável, a tonelada do grão foi negociada, em média, a US$ 4.026, ante os US$ 2.403 registrados anteriormente.

Outro destaque foram as exportações do complexo soja, que também ficaram maiores. A receita cresceu 48,4%,chegando a US$ 2,9 bilhões. Em volume, a alta ficou em 8,3%, com 4,8 milhões de toneladas embarcadas. 

Destaque também para o grupo das carnes. O segmento apresentou um faturamento de US$ 1,1 bilhão, alta de 42,6%. Em volume, os embarques atingiram 282 mil toneladas, variação positiva de 13,7%. A tonelada foi cotada a US$ 4.117, superando os US$ 3.285 praticados em igual período de 2021.

No intervalo, os embarques de carne bovina cresceram 46,2% em valor, que ficou em US$ 890 milhões. Foram exportadas 148,1 mil toneladas, volume 17,4% maior que o exportado anteriormente.

Os embarques de carne de frango subiram 42,9% em faturamento, chegando a US$ 237,9 milhões. Em volume, a expansão foi de 1,9%, com a exportação de 117,2 mil toneladas. 

Já em suínos, ambos os resultados foram negativos. O faturamento recuou 6% e o volume caiu 6,3%. Ao todo, foram exportadas 13,2 mil toneladas de carne suína, que movimentaram US$ 26,9 milhões. 
As exportações do setor sucroalcooleiro geraram um faturamento de US$ 761,4 milhões, ficando 4,9% maiores. O volume embarcado – 1,9 milhão de toneladas – retraiu 12,7%. 

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