Alimentos desaceleram inflação em Belo Horizonte

Inflação de Belo Horizonte desacelerou em novembro e cresceu 0,30%

8 de dezembro de 2023 às 0h19

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Crédito: Adobe Stock

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação em Belo Horizonte, desacelerou e registrou aumento de 0,30% na quarta quadrissemana de novembro, afetado principalmente pelos alimentos industrializados, segundo levantamento divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead). Na medição anterior, a inflação foi de 0,31%.

Há uma desaceleração em curso no crescimento dos preços na capital mineira, sobretudo se comparado a outubro (0,46%). No decorrer deste ano, o IPCA da capital mineira registrou um aumento acumulado de 5,98%, enquanto nos últimos 12 meses, a alta atingiu 7,10%.

A desaceleração da inflação em novembro está relacionada à queda no preço médio dos itens “alimentos industrializados” (-1,99%) e “vestuário e complementos” (-0,57%).

Com a contribuição deste componente do grupo Alimentação, mais “alimentos em elaboração primária” (-0,69%), o conjunto como um todo registrou alta de 0,92%. Acelerou em relação à medição anterior, mas fez o subgrupo Alimentação na residência apresentar a terceira queda consecutiva, de 0,95%, na comparação com o mês anterior. O único item do subgrupo com alta foi “alimentos in natura”, com acréscimo de 2,64%.

O economista da Fundação Ipead, Diogo Santos, observa que o preço médio da alimentação continua a crescer, puxado pela elevação do subgrupo Alimentação fora da residência (3,45%), resultado das variações positivas dos itens “alimentação em restaurante” (3,46%) e “bebidas em bares e restaurantes” (3,31%).

Mas, além da redução na despesa média em “alimentos industrializados”, a queda no item “alimentos em elaboração primária” (-0,69%) também ajudou a mudar a trajetória da Alimentação na residência. “Esse movimento ainda reflete a tendência geral deste ano, de desinflação dos Alimentos após as elevações do ano passado, puxadas por elevação dos custos de energia e insumos como fertilizantes”, afirma.

Inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos desacelera ainda mais

No mês de novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR) de Belo Horizonte, que considera os gastos das famílias com renda de até cinco salários mínimos, experimentou alta de 0,12%. Uma desaceleração expressiva comparada a outubro, quando saiu de uma variação positiva de 0,65%. No ano de 2023, o IPCR acumula crescimento de 4,69%, com aumento nos últimos 12 meses de 6,13%.

Diogo Santos comenta que a maior desaceleração nesse índice se deve pela diminuição do preço de alimentação na residência (-1,40% no IPCR). “A queda do custo da alimentação na residência é mais expressiva para as famílias consideradas no IPCR, por conta do maior gasto proporcional com alimentação”, explica.

Ele completa que reduções nos subgrupos Pessoais (-0,04%), puxado pelo item Vestuários e acessórios (-0,42%), e Produtos Administrados (-0,10%), puxado por Gasolina comum (-1,46%), também contribuíram para essa desaceleração.

Custo da cesta básica sobe e interrompe sequência de queda

O custo da cesta básica de Belo Horizonte registrou alta em novembro de 1,65%, após três quedas consecutivas. O valor atingiu R$ 680,48, o equivalente a 51,55% do salário mínimo, o maior valor desde agosto (R$ 678,35). No ano, a cesta básica em BH depreciou 4,36% e, nos últimos 12 meses, 4,23%.

Os principais responsáveis pelo crescimento do mês foram batata-inglesa (14,53%) – a maior variação -, chã de dentro (3,37%) e banana caturra (3,92%). Além desses componentes, arroz (5,49%), açúcar cristal (5,24%), tomate (1,6%) e manteiga (2,24%) também registraram aumento.

Já os itens que apresentaram decréscimo no preço médio foram óleo de soja (-2,09%) leite (-0,28%), pão francês (-0,51%), farinha de trigo (-12,40%), café moído (-8,37%) e feijão carioquinha (-8,19%).

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