Após investir R$ 1,3 bi, mineradora iniciará nova operação em MG

A Mineração Morro do Ipê vai começar a operar a mina Tico-Tico em outubro; local triplicará a produção da empresa

23 de agosto de 2023 às 0h31

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Expectativa é que Tico-Tico receba licença para operar em setembro, segundo mineradora | Crédito: Divulgação / Mineração Morro do Ipê

A Mineração Morro do Ipê iniciará uma nova operação no Estado em outubro deste ano. Com a mina Tico-Tico, localizada entre os municípios de Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a empresa vai triplicar a sua produção de minério de ferro. A mineradora investiu R$ 1,3 bilhão na implantação do empreendimento.

As obras do projeto tiveram início no começo do ano passado e durante as intervenções foram empregadas 4,5 mil pessoas. No momento, o processo de licenciamento ambiental está em tramitação e a expectativa da companhia é receber em setembro a licença para operar. Testes com equipamentos sem carga já vêm sendo realizados para garantir que o empreendimento tenha uma rápida curva de rump-up e a mina atinja a sua capacidade máxima de produção.

No mesmo complexo onde está situado o Tico-Tico, a mineradora opera a mina Ipê. Nesse empreendimento, trabalham 900 colaboradores e são produzidos três milhões de toneladas de minério de ferro anualmente. Na nova operação, a companhia vai empregar mais 1,1 mil funcionários e produzir mais seis milhões de toneladas do produto por ano. 

Além de aumentar para 2 mil empregos diretos gerados e nove milhões de toneladas produzidas no local com a operação Tico-Tico, a empresa terá outro ganho na produção. Conforme o diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da mineradora, Cristiano Parreiras, será fabricado no novo empreendimento um produto premium, com um alto teor de ferro, posicionando a companhia como uma das grandes produtoras de minério de alta qualidade em Minas Gerais.

Operação sustentável e ações sociais da mineradora

Criada em 2016, a partir de uma fusão entre uma trading suíça e um fundo soberano árabe, a mineradora se instalou no Estado após adquirir os ativos das minas Ipê e Tico-Tico, que pertenceram à antiga MMX Sudeste. A partir desse ponto, de acordo com o diretor, a empresa realizou diversos investimentos visando sanar o passivo ambiental que existia no local. 

Ele destaca que já existia uma antiga lavra onde está a mina Tico-Tico, porém o projeto foi desenvolvido do zero e a conclusão das obras é um motivo de orgulho para a mineradora. Parreiras salienta que essa finalização das intervenções e o início das operações tratam-se da transformação de um passivo ambiental em um moderno e sustentável projeto de mineração.

Ainda com relação às ações sustentáveis, o diretor ressalta que hoje a empresa não utiliza mais barragens de rejeitos em seus processos. “A Mina do Ipê tem uma planta de filtragem e agora, no projeto Tico-Tico, existe uma instalação completamente nova para poder tratar 100% dos rejeitos gerados. Então não temos disposição de rejeitos em barragem”, frisou. 

É válido lembrar que a Lei 14.066, de 2020, que criou a nova Política Nacional de Segurança das Barragens, proibiu estruturas do tipo “a montante”, no qual os diques de contenção se apoiam sobre o próprio rejeito depositado. Esse tipo de dispositivo era utilizado pela Samarco, em Mariana, e pela Vale, em Brumadinho, casos que culminaram em tragédias catastróficas. 

Juntamente às iniciativas em prol do meio ambiente, Parreiras destaca ainda o trabalho social da companhia. “Temos uma atuação de destaque na área ambiental mas também na social, mantendo um relacionamento próximo com as comunidades do nosso entorno. Além disso, para podermos operar o Tico-Tico, fizemos uma série de compensações ambientais. Então hoje a Mineração Morro do Ipê preserva em sete vezes a área impactada pelo projeto”, afirmou.

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