Atacadistas mineiros têm faturamento 7% maior em 2022

Dados são do estudo do Ranking Abad/NielsenIQ 2023 - ano base 2022 - divulgado ontem

11 de maio de 2023 às 0h30

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Setor atacadista em Minas Gerais foi o segundo melhor em faturamento em 2022 no País, perdendo para São Paulo | Crédito: Manu Dias/Agecom

O setor atacadista de Minas Gerais, em 2022, registrou um faturamento de R$ 20,47 bilhões, superando em 7% o resultado do ano anterior. No Brasil, a alta foi de 12,22%, com o faturamento do setor atacadista e distribuidor chegando a R$ 364,3 bilhões. Os dados são do estudo do Ranking Abad/NielsenIQ 2023 – ano base 2022, realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) em parceria com a consultoria NielsenIQ.

Conforme o levantamento da Abad, em 2022, considerando apenas os atacadistas, o faturamento nacional do setor foi de R$ 231,4 bilhões, 24% a mais que em 2021 e representando 53,8% do total. 

Em 2022, o setor atacadista, em Minas Gerais, foi o segundo entre os estados que mais faturaram, perdendo apenas para São Paulo, que encerrou o período com o faturamento de R$ 82 bilhões frente aos R$ 20,47 bilhões registrados no Estado. 

“O crescimento do setor foi expressivo em um cenário complexo, mas em linha com o varejo alimentar brasileiro, que também cresceu dois dígitos. Além do pagamento de auxílios do governo, houve um descompasso entre preço e volume. No ano passado, houve um maior repasse de preços e retração no volume. Isso foi responsável por boa parte do crescimento. O ano foi muito positivo para o atacado e distribuição”, explicou o gerente de Desenvolvimento de Negócios da NIQ, Felipe Rutkosky.

Ainda segundo Rutkosky, 2023 ainda será um ano de desafios, mas há chances de resultados positivos. “Mesmo inspirando cuidados, espero que seja um ano de boas notícias. Esperamos, ímpeto do consumo, as reformas não estão paradas o que pode trazer novo impulso e resultados positivos para o setor”.

Empresas destaques

Em Minas Gerais, de acordo com o Ranking Abad/NielsenIQ 2023, entre as empresas respondentes, sendo 14 no Estado, o grande destaque foi o Grupo Martins, com faturamento de R$ 7 bilhões. A empresa encabeçou a lista das TOP 10 do Estado e conquistou a segunda posição nos rankings regional e nacional, atrás apenas do Atacadão.

Em Minas Gerais, também foram destaque as empresas Tambasa, Vila Nova, Decminas e Tonin, todas com faturamento superior a R$ 1 bilhão.

Os dados da Abad mostram ainda que a Tambasa, com faturamento de R$ 5,5 bilhões, ficou na terceira posição no TOP 10 do Ranking Geral – que abrange todos os modelos de negócios. A empresa lidera as TOP 10 do modelo Distribuidor com entrega.

A Vila Nova, que registrou faturamento de R$ 2,48 bilhões, ocupou a décima posição no ranking geral nacional e a quinta colocação entre as TOP 10 Brasil do modelo Distribuidor com entrega.

Em seguida, veio a Decminas (R$ 2,37 bilhões), que assumiu a quarta colocação no Estado, sendo ainda a quinta colocada no TOP 10 Brasil do modelo Atacado de Autosserviço e a sexta no modelo Atacado de Balcão.

O Tonin, com mais de R$ 1 bilhão de faturamento, é o quinto maior do Estado e o sexto no Ranking Nacional do Modelo Atacado de Autosserviço.

O presidente da Abad, Leonardo Miguel Severini, destacou que as empresas do setor instaladas em Minas Gerais seguem em crescimento. 

“Minas Gerais é um pequeno reflexo do Brasil, porque contempla várias regiões do País em termos de clima, em termos de população, em termos de momento. E eu vejo que o Estado de Minas também tem crescido em termos de necessidade de consumo, justamente, pelo crescimento econômico microrregional, as cidades têm crescido”.

Ainda segundo o presidente da Abad, as políticas de Estado também estão sendo importantes para o bom desempenho do setor. 

A política em Minas tem se mantido muito forte. O nosso governador tem nos representa e está implementado um ritmo de crescimento econômico no Estado que faz com que as atividades cresçam muito. O anúncio de investimentos na nossa malha rodoviária, eu tenho certeza que isso vai nos trazer grandes possibilidades de melhor atingimento das famílias, do pequeno e médio varejo. Haverá também um crescimento econômico, porque qualquer investimento provoca circulação de renda, circulação econômica e, isso, favorece o nosso setor”.

Atacadistas esperam um ano de racionalidade

Em relação às expectativas para 2023, o especialista em consumo e varejo, Eduardo Terra, explica que o ano será de muita racionalidade tanto do ponto de vista das empresas como dos consumidores. 

“Os marcadores da economia estão se desenhando com certa resiliência para o emprego, o que para o nosso setor é fundamental. Não tem previsão de redução dos empregos. Na renda há uma certa complexidade, seja pela alta taxa de juros – que corrói a renda do consumidor -, ou pela inflação, que destrói o poder de compra das famílias. Um aspecto a se observar é que parece que a inflação tem se arrefecido e, isso, é importante para estabilidade de renda”.

Ainda segundo Terra, a confiança do consumidor é um grande desafio a ser enfrentado, principalmente, no que se refere à taxa de juros. “Vai ser um ano de muita intensidade promocional para quem quer vender. O consumidor, pela menor confiança, vai precisar ser mais ativado do que em épocas normais para comprar”, explicou.

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