Batata teve a maior alta da cesta básica de Belo Horizonte

Custo em novembro chegou a R$ 639,68, e tubérculo subiu 15,38% e foi vilão

7 de dezembro de 2023 às 0h25

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Preço médio da batata na cesta de BH teve alta expressiva | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O custo da cesta básica em Belo Horizonte chegou a R$ 639,68 em novembro, alta de 1,91% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Conforme o levantamento, entre outubro e novembro deste ano, oito produtos apresentaram alta no preço médio da cesta básica em Belo Horizonte. A batata teve a maior elevação, com incremento de 15,38%, seguida pela banana (13,41%), manteiga (3,86%) e carne bovina de primeira (2,48%).

O arroz agulhinha (2,30%), açúcar cristal (1,35%), feijão carioquinha (1,07%) e óleo de soja (0,53%) também estão no grupo de produtos que ficaram mais caros.

No mesmo período, os valores médios de outros cinco produtos tiveram queda na cesta básica de BH: tomate (-6,90%), café em pó (-4,25%), farinha de trigo (-1,24%), leite integral (-1,10%) e o pão francês (-0,12%).

O supervisor técnico do Dieese em Minas Gerais, Fernando Duarte, explica que vários motivos interferem no valor cobrado pelos produtos da cesta básica em Belo Horizonte, entre eles, a demanda, oscilações do câmbio e fatores climáticos. “Não podemos afirmar se a cesta vai ou não subir. Só que, sazonalmente, os últimos meses do ano, contam com pressões de alta”, diz.

Apesar de alta da batata, valor da cesta básica de Belo Horizonte recuou em 12 meses

Já na comparação do valor cobrado pela cesta em novembro de 2023 com igual mês de 2022, o levantamento mostra recuo de 7,74%. No acumulado do ano foi verificada queda de 8,13%.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em três dos 13 produtos da cesta em Belo Horizonte, com a elevação mais expressiva do arroz agulhinha (23,95%), seguida pelo açúcar cristal (12,28%) e pão francês (5,72%).

Outros dez tiveram redução no preço médio nesse período. O óleo de soja contou com a maior queda (-29,73%). Nesse tipo de comparação, a batata teve queda de 24,79% na cesta básica da Capital, ocupando a segunda posição. Já a terceira colocação em termos de recuo foi do feijão carioquinha (-20,29%).

Banana (-20,09%), farinha de trigo (-14%), café em pó (-12,52%), leite integral (-8,66%), tomate (-6,90%), carne bovina de primeira (-6,39%) e manteiga (-3,15%) foram os outros recuos verificados pelo Dieese.

Capitais

Duarte observa que, em novembro, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em nove das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

As altas mais expressivas foram verificadas em Brasília (3,06%), Goiânia (1,97%) e Belo Horizonte (1,91%).

Na comparação dos valores da cesta, entre novembro de 2022 e novembro de 2023, o levantamento mostrou que a maioria (12 capitais) teve redução do preço médio, com destaque para Campo Grande (-8,63%), Belo Horizonte (-7,74%), Brasília (-6,27%) e Goiânia (- 5,93%).

Apesar da queda no ano, cesta ainda é cara

Apesar da queda de 8,13% no acumulado do ano, o valor cobrado pela cesta é elevado para o trabalhador de Belo Horizonte que ganha um salário mínimo, em especial, considerando o valor líquido, observa o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais, Fernando Duarte.

Em novembro de 2023, o trabalhador belo-horizontino remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.320 precisou trabalhar 106 horas e 37 minutos para adquirir a cesta básica. Em outubro, necessitou de 104 horas e 37 minutos. Em novembro de 2022, quando o salário mínimo era de R$ 1.212,00, precisou de 125 horas e 52 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em novembro de 2023, 52,39% da renda para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em outubro, o percentual gasto foi de 51,41%. Já em novembro de 2022, o trabalhador comprometia 61,85% da renda líquida.

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