BDMG destina R$ 600 milhões de recursos do BEI para projetos no Estado

Maior parte dos recursos foi destinada a 62 projetos relacionados à energia renovável e eficiência energética no Estado

1 de dezembro de 2023 às 16h29

img
O apoio na oferta de financiamento a esse setor energético amplia a liderança de Minas Gerais neste cenário nacional | Crédito: BDMG / Divulgação

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) concluiu o desembolso de 120 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 600 milhões, para financiar projetos relacionados à sustentabilidade. O recurso foi captado por meio de uma parceria com o Banco Europeu de Investimento (BEI), e a maior parte, 90 milhões de euros, foi destinado a 62 projetos relacionados à energia renovável e eficiência energética.

Os outros 30 milhões de euros serviram para financiar projetos de micro, pequenas e médias empresas mineiras, principalmente aquelas afetadas durante o período da pandemia de covid-19, chegando a quase 3 mil empresários de 300 municípios mineiros.

Com esse montante obtido junto ao BEI, foram financiadas 56 novas usinas fotovoltaicas que contribuem para a diversificação da matriz energética do Estado. Esse investimento contribuiu para que Minas se tornasse líder em geração de energia solar no Brasil, passando de 500 megawatts (MW) em 2018 para 7 gigawatts (GW) neste ano. Além disso, com os projetos financiados, já são mais de 684 gigawatts-hora (GWh) produzidos por ano em eletricidade produzida nas novas usinas solares.

O apoio na oferta de financiamento a esse setor energético amplia a liderança de Minas Gerais no cenário nacional. Com os projetos financiados com recursos do BEI, são mais 684 GWh/ano em eletricidade produzida nas novas usinas solares. Atualmente, o Estado é um dos líderes no ranking brasileiro em energia solar fotovoltaica na modalidade geração distribuída e alcançou 100% das suas cidades com esse tipo de geração.

O recurso também possibilitou a liberação de crédito para a construção de três centrais geradoras hidrelétricas, dois projetos de iluminação pública e um projeto de biomassa. Essas iniciativas, todas no âmbito da sustentabilidade do BDMG, foram desenvolvidas em 57 municípios mineiros.

O vice-presidente do BDMG, Antônio Claret, relata que os recursos do contrato com o banco europeu proporcionaram ao BDMG oferecer crédito de longo prazo e a custos acessíveis para empresas de diferentes portes e setores no Estado. “Além de benefícios ambientais e financeiros claros, a iniciativa também gerou novos postos de trabalhos em função dos investimentos realizados durante a execução dos projetos e também após a conclusão deles”, completa.

Claret lembra que 40 das 57 cidades que receberam financiamentos a esses projetos sustentáveis com recursos do BEI têm IDH abaixo da média brasileira. “É uma oportunidade de o BDMG apoiar o desenvolvimento onde o Estado mais precisa”, declara.

Já o vice-governador, Professor Mateus Simões (Novo), destaca o potencial de Minas Gerais para crescer e liderar o processo de transição para uma energia limpa, sem emissões de CO2. “Temos quase 100% da nossa matriz energética de fontes renováveis. E um dos nossos destaques é justamente a energia fotovoltaica. Minas tem a maior geração de energia solar do país, muito em função desse financiamento do BDMG que possibilitou essa expansão nos últimos anos”, aponta.

O êxito da parceria com o BEI, entre assinatura de contrato e desembolso total dos recursos, de apenas quatro anos, será apresentado pelo vice-presidente do BDMG, Antônio Claret Junior, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes.

Histórico da parceria BDMG e BEI com projetos sustentáveis

O contrato inicial do BDMG com o BEI foi assinado em 2019 e previa o desembolso de 100 milhões de euros em recursos destinados exclusivamente para energia renovável e eficiência energética. Essa foi a maior operação internacional da história do banco mineiro na época e a primeira do banco europeu em Minas Gerais. No mesmo ano, durante a COP 25, em Madri, foi assinado um memorando de entendimento para reforçar a cooperação entre as duas instituições.

No ano seguinte, houve a flexibilização da utilização dos recursos, devido à crise sanitária causada pela pandemia de covid-19. Já em 2021, durante a programação paralela da COP 26, foi oficializado acréscimo de 20 milhões de euros do limite do contrato original.

Em maio deste ano, ambos os bancos celebraram a marca de 100 milhões de euros em desembolso. Os outros 20 milhões de euros foram concluídos em outubro deste ano. (Com informações da Agência Minas)

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail