Bild e Vitta farão investimentos de R$ 1,2 bilhão em Uberlândia

17 de dezembro de 2021 às 0h30

img
As Bild e Vitta atuam em Uberlândia desde 2019, com edifícios residenciais de médio e alto padrão e populares | Crédito: Divulgação

As construtoras Bild e Vitta vão investir R$ 1,2 bilhão em Uberlândia até 2024 – R$ 400 milhões por ano. O grupo está presente na cidade desde 2019 e já lançou sete edifícios residenciais: quatro de médio e alto portes e três de padrão econômico. Ao todo, serão 24 empreendimentos, e o valor geral de vendas deve chegar a R$ 1,740 bilhão. Do total, 60% são prédios de alto padrão e os outros 40% edifícios populares. 

‘’A previsão é que sejam geradas 4,7 mil vagas diretas de emprego e mais 4 mil indiretas para atender simultaneamente quase 20 canteiros de obras. A gente quer chegar em 2024 com 600 funcionários diretos da empresa, hoje nós estamos com quase 200 funcionários’’, revela o sócio regional Bild e Vitta, Michael Teixeira do Nascimento.

A Bild Desenvolvimento Imobiliário e a Vitta Residencial foram criadas em Ribeirão Preto (SP) com o propósito de construir empreendimentos que unem conforto, segurança e qualidade de vida. Atualmente, o grupo está presente em mais de 11 cidades paulistas, como São Paulo, Campinas, Araraquara, Bauru, Franca, além de Londrina, no Paraná, e nas cidades mineiras de Uberlândia e Uberaba. 

‘’O grupo passou a ter uma expansão mais agressiva em 2017. Estamos em Uberlândia porque entendemos que seria uma cidade estratégica, por sua ligação com Goiás e São Paulo. São 700 mil habitantes e um mercado imobiliário com muita demanda e pouco explorado. Em Minas, Belo Horizonte também está no nosso radar, mas sem previsão ainda. A empresa também pretende investir em outros estados, como Mato Grosso e Goiás’’, afirma Michael Teixeira do Nascimento.

A construtora Bild é responsável pela construção dos imóveis de médio e alto padrão. O primeiro lançado em Uberlândia foi em 2020 e em um ano já foram vendidos quase 80% dos apartamentos. É um empreendimento com dois dormitórios, de alto padrão, com preço entre R$ 350 mil a R$ 450 mil. Neste ano, a empresa lançou o terceiro empreendimento, com apartamentos de 130 m², com três suítes. O preço médio é de R$ 810 mil e, em seis meses, 70% dos imóveis já estavam vendidos.

A Vitta constrói os prédios populares, e o primeiro, em Uberlândia, deve ficar pronto em setembro de 2022. Os apartamentos têm dois dormitórios, com preço variando entre R$ 160 mil e R$ 170 mil. ‘’A gente tem uma flutuação dos produtos: dois dormitórios simples, dois dormitórios com sacada e o de dois dormitórios com sacada e suíte, que com esse upgrade pode chegar a R$ 200 mil’’, explica o sócio regional.

Aquecimento na pandemia

O mercado imobiliário se manteve aquecido mesmo diante da pandemia da Covid-19. Os financiamentos para a aquisição de um imóvel pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$19,66 bilhões no segundo trimestre de 2021, recorde não registrado desde 1994. Isso representa 86,2 mil imóveis neste ano.

Segundo Michael Teixeira do Nascimento, a construção civil não parou em momento algum. O mercado da construção civil foi muito favorecido, gerou muito emprego, sempre com alta demanda. ‘’As pessoas ficaram muito tempo dentro de casa e passaram a valorizar mais a casa que tinham. Paralelamente, a taxa Selic estava muito baixa, renda fixa despencou, renda variável oscilou. Isso assustou muito as pessoas que tinham dinheiro guardado e elas passaram a pensar em comprar imóveis ou reformar a casa’’.

Com a alta demanda, começou a haver escassez de material no mercado, inclusive falta de insumos, O preço do aço mais do que duplicou e esse somatório elevou o valor dos produtos. As construtoras chegaram a gastar 25% a mais. Com isso, o preço dos apartamentos da Bild e Vitta teve alta de 20%. ‘’A gente não repassou isso integralmente pro cliente, tivemos que absorver grande parte desses aumentos. Esses 20% não cobrem o custo dos insumos e temos outros gastos atrelados, como comissionamento, investimento de Marketing, tenho que pagar o terreno, são vários custos. Uma parte disso vai pra cobrir o aumento na obra e   ainda não é suficiente. A maioria das incorporadoras teve que assumir parte desse prejuízo para não impactar nas vendas’’, relata.

O desafio para 2022 é conseguir manter os investimentos e as vendas. O sócio regional das construtoras Bild e Vitta afirma que, com a alta da taxa Selic, os bancos já estão reajustando os juros de financiamentos em até 10%. Atualmente, 80% a 90% dos imóveis são vendidos por meio de financiamentos. ‘’Vamos começar a viver esse novo cenário em 2022. Temos que ver como os clientes vão se comportar. As taxas de juros vão ser uma problemática para vários setores, desacelerando muita coisa que está prevista. A gente vai ter que sentir conforme o mercado’’, concluiu.

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail