Novo modelo de concessão da BR-381 deve estar entre os anúncios de Lula

Aposta entre correligionários do presidente é que será apresentado um formato híbrido para a concessão da rodovia

7 de fevereiro de 2024 às 20h00

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Crédito Alisson J. Silva / Diário do Comércio

São grandes as expectativas acerca da primeira visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à capital mineira. O presidente reunirá cerca de 800 pessoas no Minascentro, na região central da cidade, onde fará um balanço sobre ações e investimentos do governo federal em Minas Gerais. O tema mais esperado diz respeito à concessão da BR-381, que deverá ganhar um novo modelo a fim de atrair interessados.

O teor do anúncio ainda estaria sendo tratado diretamente entre o mandatário e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB). A aposta entre correligionários do presidente é que será apresentado um formato híbrido para a concessão da rodovia.

Nele, o governo federal ficaria encarregado de realizar as obras consideradas mais difíceis e, consequentemente, caras. Os demais trechos ficariam sob a responsabilidade da empresa que vencer o leilão.

O modelo híbrido para a concessão já foi discutido pelo governo federal e ganhou força após o fracasso do leilão da rodovia. E, caso confirmado, pode por fim à novela de duplicação da estrada que, devido o traçado sinuoso, estado de conservação a desejar e péssimas condições de tráfego, tornou-se uma das mais perigosas do País e ficou trágica e historicamente conhecida como Rodovia da Morte.

Realizado em novembro do ano passado, o leilão para a duplicação da estrada não encontrou interessados e foi declarado como deserto. A licitação previa a concessão do trecho da rodovia que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce. A previsão de investimentos da empresa que vencesse o leilão, que acabou não ocorrendo, era de R$ 5,2 bilhões.

Além disso, vale lembrar que houve duas tentativas falhas de privatizar a estrada, ainda durante o governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

O ponto do trecho considerado mais complicado para obras, por ser extremamente sinuoso e por precisar de desapropriações, fica entre a saída de Belo Horizonte, pelo anel rodoviário, e João Monlevade, na região Central de Minas Gerais. Se confirmado o modelo híbrido, será esse, pelo menos, um dos trechos que ficarão por conta do governo federal. Já a maior parte das desapropriações está na saída da Capital.

A concessão e duplicação da BR-381 é um dos mais antigos imbróglios de Minas Gerais. Entra governo, sai governo, o trecho de 304 quilômetros é fruto de promessas e novos projetos por parte de políticos e gestores públicos mineiros e nacionais.

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O anúncio do Planalto da presença de Lula em Belo Horizonte – o presidente chega à cidade nesta quarta (7) – não fala especificamente da BR-381. O comunicado cita a apresentação de obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), “com ênfase em energia, saúde, educação e rodovias do estado”. O evento que marcará a primeira visita do presidente Lula à Belo Horizonte já tem a presença de Renan Filho, além de outros cinco ministros confirmada.

Linha do tempo da BR-381

  • A estrada começou a ser construída em 1952;
  • Em 1998, durante a gestão de Eduardo Azeredo (PSDB), o governo de Minas assumiu a responsabilidade de realizar obras na estrada em acordo com o governo federal, o que não ocorreu;
  • No ano seguinte, já sob a administração de Itamar Franco, à época no PMDB, o acordo foi desfeito;
  • Em 2009, as obras foram colocadas no PAC;
  • As primeiras obras de maior porte na estrada começaram a ser realizadas em 2014, durante o governo Dilma Rousseff (PT);
  • Já há trechos duplicados, mas a obra não foi concluída;
  • Em julho do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a desestatização do trecho;
  • O leilão seria realizado em novembro, mas foi declarado como deserto pela falta de interessados

    (Com informações da Folhapress/Leonardo Augusto)

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