Calor e volta às aulas levam Brasil a novo recorde no consumo de energia

ONS prevê crescimento de 5,5% no consumo nacional de energia em fevereiro, com tendência de elevação das temperaturas e maior otimismo com o cenário econômico

8 de fevereiro de 2024 às 18h03

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Crédito: Adobe Stock

Rio de Janeiro – As elevadas temperaturas e a volta às aulas levaram a demanda instantânea de energia no Brasil a novo recorde nesta quarta-feira (7), informou o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Foi o primeiro recorde verificado em 2024.

De acordo com o ONS, o consumo bateu 101.860 MW (megawatts) às 14h15. O recorde anterior era de 101.475 MW, atingido às 14h20 do dia 14 de novembro de 2023, durante uma onda de calor que provocou transtornos na maior parte do país.

“O comportamento da carga foi influenciado pelas elevadas temperaturas e o retorno às aulas em quase todo o País”, afirmou o operador do sistema. O pico de consumo no início da tarde reflete a massificação no uso de aparelhos de ar condicionado no País.

Considerando todo o dia, o consumo desta quarta foi de 89.401 MW médios, ainda abaixo do recorde do dia 17 de novembro de 2023, quando a média diária alcançou 90,736 MW médios.

O ONS prevê crescimento de 5,5% no consumo nacional de energia em fevereiro, com tendência de elevação das temperaturas e maior otimismo com o cenário econômico. A maior alta deve ocorrer no Norte, de 14,5%, com o retorno de um grande produtor de alumínio.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a alta deve ser de 4,5%. No Nordeste, de 8,2% e no Sul, de 2%.
O operador avalia que os níveis de armazenamento das hidrelétricas permanecem confortáveis, acima de 60% em todas as regiões, apesar de chuvas menos frequentes no verão. É um indicativo de que não haverá problemas de suprimento.

Mas ressalta que o atendimento a horários de pico ainda é um desafio e pode demandar o acionamento de térmicas mais caras.

Segundo o ONS, no momento do recorde desta quarta, 92,4% da demanda era atendida por energias renováveis, principalmente hidrelétricas e parques solares de micro e mini geração distribuída. Na média do dia, a energia solar representou 9,51% da energia injetada na rede.

É uma fatia maior do que a demandada das térmicas convencionais, que representaram 6,48%.

Os recordes no consumo de energia são um desafio também para as concessionárias transmissão e de distribuição de eletricidade do País. Na onda de calor de novembro, ao menos 20 equipamentos em subestações de energia de Furnas, subsidiária da Eletrobras, foram danificados.

Em dois casos, houve cortes no fornecimento de energia. Um deles deixou 19 cidades da região noroeste do Rio sem luz por até duas horas e 40 minutos. No outro, uma série de ocorrências em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, afetou a região e bairros da zona norte da capital. (Nicola Pamplona)

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