BRS vai implantar quatro usinas solares em Minas Gerais

Empresa paulista mantém um plano de aportes da ordem de R$ 900 milhões em alguns estados nos próximos anos

13 de setembro de 2022 às 0h29

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A BRS planeja captação de R$ 900 milhões para instalação de 38 usinas em Minas, Rio e São Paulo | Crédito: Divulgação/Usinas Brasil Solar

A energia solar fotovoltaica responde por apenas 8,5% da matriz elétrica brasileira, mas é a fonte que mais cresce no País – só em 2022, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) prevê que a potência instalada deverá crescer 91,7% em relação ao ano passado.

De olho em um mercado tão promissor, a empresa Usinas Brasil Solar (BRS), com sede em Itapevi, São Paulo, realizou reposicionamento no mercado em que já atuava. Com mais de 20 anos de experiência no setor de energia, estruturou o Fundo de Investimentos em Participação – Infraestrutura OBB Brasil Solar (FIP-IE OBB Brasil Solar) para captar recursos no mercado. 

As metas são ambiciosas. A primeira captação pretende levantar investimentos da ordem de R$ 400 milhões para a implantação de 57 MW de projetos, que terão obras iniciadas no final de 2022 para entrar em operação em 2023 e 2024. Em uma segunda etapa, em 2023, uma nova rodada de captação prevê viabilizar mais 65 MW, totalizando R$ 900 milhões em investimentos para instalar 38 usinas em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em setembro, a BRS lança os dois primeiros projetos desse novo ciclo: Avelar 1 e Avelar 2, cada um com 1 MW de potência, localizados na área serrana do Rio de Janeiro. Em Minas, a empresa tem duas usinas fechadas na região de Ubá, com 1 MW cada e 2 usinas em Rio Novo, de 2,5 MW cada. “O restante ainda estamos avaliando o pipeline, mas com certeza teremos mais usinas em Minas Gerais nos próximos meses”, informa o diretor comercial da empresa, Rafael D’ Angelo.

As usinas de Ubá terão cada um investimento de R$ 6 milhões e as de Rio Novo, R$ 15 milhões cada. “As fazendas foram escolhidas pelo grande potencial energético e pelo fato de um grande volume de clientes ainda não ter acesso a energia renovável e com desconto”, acrescenta o executivo.

Razões não faltam para investir em Minas, estado com a maior participação em projetos de geração distribuída. Segundo o diretor da BRS, mesmo com a grande demanda das empresas, 98% dos consumidores de energia ainda não têm acesso a este mercado. Em agosto, Minas Gerais se tornou o primeiro estado brasileiro a alcançar a marca de 2 GW de potência instalada em Geração Distribuída. Dos 12 GW de potência instalada em GD que o Brasil possui atualmente, Minas Gerais é responsável por quase 17%, informa a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).

“Temos um mercado muito bom para explorar e um time muito forte de engenheiros constantemente desenvolvendo novos projetos sejam próprios ou de parceiros. Como temos nossa solução 100% verticalizada, conseguimos garantir um processo de implantação confiável e sem grandes surpresas desde a fase de projeto até a operação comercial dos projetos”, afirma.

A flexibilidade do transporte, instalação e facilidade de manutenção permitiu que a energia solar se tornasse a fonte de energia que mais cresceu no Brasil nos últimos anos, se tornando a terceira do Brasil, com perspectiva de ultrapassar a energia eólica em poucos anos.

Neste primeiro momento a atuação da Brasil Solar focará nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Guiada pelas constantes mudanças em termos de tarifas e benefícios fiscais, a empresa não descarta investimentos em outros estados, caso os projetos nesta região atinjam os parâmetros de retorno esperados por seus investidores”, indica D’Angelo. 

“Nosso objetivo é abrir ao mercado a oportunidade de participar de um investimento verde, renovável, alinhado com os padrões ESG e com rentabilidade previsível e atrativa”, garante o executivo. Segundo ele, o ganho ambiental dos projetos é visível, já que eles reduzirão em mais de 15 mil toneladas a emissão de CO2 por ano, o equivalente a mais de 55 mil árvores plantadas no mesmo período.

Segurança jurídica

O Marco Legal de Geração Distribuída, aprovado através da Lei 14.300/2022, promoveu a segurança legal para investidores intensificarem a participação no mercado. “Todo o conceito da operação visa atrair o público que quer entrar no segmento e nunca teve a confiança para fazê-lo, seja por não ter um parceiro com um respeitável “track record” e conhecimento de mercado ou por falta de informação. A Brasil Solar é a casa para esses investidores”, garante o diretor da BRS. 

Em um primeiro momento, dadas as condições de distribuição do FIP-IE, os investidores precisam ser investidores profissionais, ou seja, possuírem patrimônio mínimo de R$ 10 milhões, informa D’Angelo. “No entanto, a partir de janeiro de 2023, o FIP-IE será aberto para investidores qualificados, tendo um ticket mínimo de investimento de R$ 50 mil”, finaliza.  

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