Minas Gerais encerra 2023 com mais de 140 mil vagas de trabalho, segundo o Caged

O Estado apurou o terceiro maior número de empregos gerados no País no ano passado, atrás do Rio de Janeiro e da líder São Paulo

30 de janeiro de 2024 às 15h48
Atualizada em 31 de janeiro de 2024 às 18h57

img
Crédito: Pedro Ventura / Agência Brasil

Com superávit nas cinco grandes atividades econômicas, sobretudo, no setor terciário, Minas Gerais encerrou 2023 com a geração de 140,8 mil vagas de empregos formais. O saldo positivo decorreu de 2,587 milhões de admissões e 2,446 milhões de demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Conforme os números divulgados pelo governo federal nessa terça-feira (30), no ano passado, o setor de serviços abriu 87,5 mil postos de trabalho no Estado, enquanto o comércio criou 23,4 mil novas vagas. As duas atividades foram as principais responsáveis pelo desempenho mineiro no período, correspondendo a quase 80% do total de empregos gerados. Os outros 20% ficaram distribuídos em: 15,1 mil na indústria, 13,5 mil na construção e 1,1 mil na agropecuária. 

No recorte estadual, Minas Gerais fechou o último exercício como o terceiro maior gerador de empregos com carteira assinada, ficando atrás somente do líder São Paulo, com 390 mil vagas, e do Rio de Janeiro, com 160,5 mil. Todas as 27 unidades federativas registraram superávit no período. Nacionalmente, foram criados 1,483 milhão de postos formais de trabalho.

O economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos Silva, afirma que o saldo positivo mineiro, em 2023, está associado com a atividade econômica aquecida no Estado e, em geral, superior à do País. Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) apontou, recentemente, que, no acumulado dos três primeiros meses do ano passado, frente a igual intervalo de 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) estadual havia crescido 3,2%

Espaço no mercado de trabalho está reduzido 

O mercado de trabalho mineiro apresentou um bom desempenho no ano passado, entretanto, o superávit caiu em relação aos últimos dois anos. Para efeitos de comparação, em 2022, Minas Gerais gerou 177 mil vagas, ou seja, 36 mil a mais. Já em 2021, o saldo positivo do Estado foi de 320 mil empregos com carteira assinada, o que representa uma diferença de 179 mil vagas.

Silva explica que essa desaceleração é normal, visto que a base comparativa é alta, já que o mercado estava se recuperando das perdas da pandemia e empregou um grande volume de pessoas. Logo, o economista-chefe ressalta que não há mais tanto espaço para crescimento e os empresários estão com dificuldades para contratar. Isso quer dizer, segundo ele, que a taxa natural de desemprego, aquela em que a desocupação é voluntária e friccional, está se aproximando.

“Neste momento, passa a ser mais importante olharmos o nível de desemprego do que a taxa de crescimento do saldo de empregos. A taxa de desemprego permanecendo baixa, vamos ter cada vez menos pessoas para devolver ao mercado de trabalho, então o saldo de emprego tende a ser cada vez menor, o que não significa que estamos desaquecendo e, sim, que a economia está aquecida e que não tem mais tanta gente para entrar no mercado formal de trabalho”, esclarece.

Perspectivas para 2024 são positivas, mas desaceleração deve continuar 

Para 2024, um cenário semelhante ao de 2023 deve ocorrer no mercado de trabalho. Na visão do economista e colunista do DIÁRIO DO COMÉRCIO Guilherme Almeida, o saldo de vagas formais seguirá positivo, porém, menor neste ano devido à expectativa da atividade econômica ser menos intensa. Segundo ele, a retomada da busca por emprego por parte da população desocupada também tende a pressionar os indicadores, especialmente, o de desemprego. 

“É bem possível que a taxa de desemprego calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresente algum crescimento, neste ano, mas não porque o mercado de trabalho de uma forma geral está piorando e, sim, porque as pessoas que estavam fora do mercado estão retomando a busca por emprego e entram na contabilização do indicador”, analisa.

Leia mais:

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail