Camil compra Santa Amália em investimento de R$ 410 mi

18 de agosto de 2021 às 0h26

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Já está em desenvolvimento um plano de investimentos que vai modernizar a fábrica em MG | Crédito: Divulgação

A aquisição da Pastifício Santa Amália, empresa mineira de massas, representa mais um passo da Camil Alimentos na ampliação de seu portfólio no ramo da alimentação básica. Com forte atuação por meio das marcas Camil, de arroz e feijão, Coqueiro, de pescados, e União, de açúcar, a empresa ainda vislumbra adentrar em outros segmentos alimentícios como os de farinhas, biscoitos e cafés.

Para isso, segue em constante observação de mercados e oportunidades, como a que acaba de ser concluída, por meio da compra da totalidade do capital social da Santa Amália – de R$ 260 milhões – mais o endividamento da empresa, estimado em R$ 150 milhões, totalizando um investimento de R$ 410 milhões.

Mas a entrada operacional da marca em Minas Gerais não para por aí. De acordo com o diretor-presidente da Camil Alimentos, Luciano Quartiero, além do potencial do Estado nos segmentos ainda almejados pela companhia, especialmente o de café, já está em desenvolvimento um plano de investimentos que vai contemplar a modernização da fábrica da Santa Amália, localizada em Machado, no Sul de Minas, bem como a expansão da capacidade produtiva da planta.

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“A aquisição marca nossa entrada na cadeia do trigo e, certamente, teremos um caminho de aprendizagem no setor. Mas chegamos com disposição para investir em novos equipamentos em vistas de melhorar a eficiência e aumentar capacidade de produção da unidade – plano que será desenvolvido nos próximos meses”, revela.

A fábrica, que tem capacidade para produzir cerca de 115 mil toneladas por ano, está operando com apenas 10% de ociosidade. Em 2020, produziu 105 mil toneladas entre massas secas e instantâneas.

Outra atuação que possivelmente resultará em mais investimentos para Minas Gerais, diz respeito à ampliação da distribuição de arroz pelo Estado, uma vez que hoje a distribuição do cereal da marca está bastante concentrada na Grande Belo Horizonte. “Já temos capacidade em outras plantas para atender o consumo do projeto para Minas. Mas também existe potencial para instalarmos uma planta de arroz em Minas, talvez no Centro de Distribuição (CD) de Betim. Primeiro, vamos acompanhar a evolução”, diz.

De maneira complementar, o diretor financeiro e de relações com investidores da Camil Alimentos, Flavio Vargas, comentou que a Santa Amália tem uma distribuição bastante capilar no Estado, chegando não apenas aos grandes supermercados, o que poderá contribuir para a competitividade dos demais produtos, permitindo melhorar a penetração em outras cidades mineiras.

“E, obviamente, tendo essa distribuição ampliada, tenderemos a estudar investimentos estratégicos em alterações de produção”, revela. Atualmente, o market share de Minas para o arroz – principal produto da marca – está em 3%.

Conforme o fato relevante divulgado Camil quanto ao negócio, a empresa adquirida figura como líder no mercado mineiro, com 41,5% do share do mercado, o que significa que a empresa é a número 1 entre as empresas da mesma categoria. Em todo o Brasil, representa 7% do share e fica em quarto lugar em relação às demais marcas. 

Por fim, a Camil estima que a compra passe pela análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entre este e o próximo mês. Até a validação da compra, as empresas continuam operando de forma independente, conforme o documento.

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