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CBA anuncia plano de investimentos de R$ 4 bilhões

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Companhia conta com unidades na Zona da Mata e no Sul de Minas, que estão operando em um ritmo de 800 mil toneladas | Crédito: Paulo Vitale/Divulgação

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anunciou um pacote de investimentos de R$ 4 bilhões até 2025 para ampliar a capacidade de produção de alumínio e aumentar a exploração de bauxita.

O projeto de produção de bauxita, denominado “Projeto Bauxita Rondon”, será desenvolvido no município paraense de Rondon do Pará. Os recursos foram captados em sua oferta pública inicial (IPO), realizada no mês passado, no novo mercado da B3.

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As unidades produtivas da CBA localizadas na Zona da Mata e no Sul do Estado não serão contempladas com os aportes, uma vez que têm capacidade produtiva ociosa. De acordo com a empresa, com capacidade produtiva de 1,6 milhão de toneladas por ano e produção atual de 800 mil toneladas, a produção mineira pode dobrar nos próximos exercícios.

“Ainda temos espaço para crescer nas operações de Minas Gerais, que são muito importantes para a companhia. Da bauxita consumida pela CBA hoje, metade vem de Goiás e metade de Minas, sendo a maior parte da Zona da Mata”, justificou o presidente da companhia, Ricardo Carvalho, em coletiva de imprensa.

Segundo ele, dada a importância das operações mineiras, há alguns anos, foi iniciado o desenvolvimento de um projeto de beneficiamento móvel, sem a utilização de água no processo, dispensando, assim, a necessidade de barragens de rejeitos, nas duas plantas da Zona da Mata. A intenção é operacionalizar o sistema nos próximos anos.

“O investimento é anterior ao pacote de R$ 4 bilhões. Estamos desenvolvendo o piloto: a ideia é beneficiar o minério na frente de lavra e colocar o rejeito na própria cava”, explicou sem maiores detalhes.

Sobre o pacote de investimentos, Carvalho detalhou que metade será destinada ao desenvolvimento de mina e logística para a exploração de bauxita. Os outros R$ 2 bilhões serão investidos no aumento da produção de alumínio primário e em reciclagem. Para isso, a CBA irá religar as salas 1 e 3 da usina no município de Alumínio (SP), o que deverá adicionar 80 mil toneladas às 350 mil toneladas de capacidade atual da empresa.

Expectativa positiva

Por fim, o presidente mostrou-se otimista quanto ao consumo de alumínio e ao preço do metal. Segundo ele, as projeções do mercado são positivas para oferta, demanda e preço da commodity

“O mercado do alumínio nunca teve problema de aumento de demanda, alguma desproporção ocorreu em função do excesso de oferta, particularmente da China. Mas agora o mercado está equilibrado, com algum déficit de produção e as projeções para os preços são positivas para os próximos três a cinco anos. É neste sentido que a CBA quer estar prepada”, concluiu.

A companhia é controlada pelo grupo Votorantim e atua de forma integrada, desde a mineração de bauxita até a produção de produtos primários e transformados de alumínio e reciclagem.

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