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CBMM vai investir R$ 7 bilhões para ampliar produção de nióbio

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Com uma produção atual de 85 mil toneladas anuais de nióbio em Araxá, a CBMM pretende chegar a um volume de 185 mil toneladas por ano | Crédito: Divulgação

Após realizar um ciclo de investimentos superior a R$ 3 bilhões nos últimos oito anos, no projeto de expansão de sua planta industrial, localizada em Araxá, no Alto Paranaíba, a CBMM anuncia nova rodada de aportes, desta vez, de R$ 7 bilhões. Com realização prevista até 2030, os recursos serão igualmente destinados à ampliação da capacidade de produção de nióbio na unidade, que vai sair das atuais 150 mil toneladas por ano para 225 mil toneladas anuais.

Isso significa mais que dobrar os níveis de produção, segundo o gerente executivo de Estratégia e Novos Negócios da CBMM, Rodrigo Amado. Hoje, são produzidas e vendidas cerca de 85 mil toneladas por ano e a meta é chegar a 185 mil neste período.

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“Estamos falando não apenas em ampliação, mas também em diversificação, uma vez que a expectativa é que as aplicações do nióbio fora do segmento tradicional da siderurgia respondam por até 35% das vendas da companhia, sendo 25% referentes ao segmento de baterias”, revela.

Para isso, os esforços da empresa estão voltados para oportunidades que tenham sinergia com as megatendências globais de eletrificação, sustentabilidade, urbanização e transformação digital.

“Acompanhamos a demanda e as tendências mundiais. Além disso, nos pautamos pelos caminhos da sustentabilidade, no propósito de ‘fazer mais com menos’. O mundo caminha para isso e o nióbio é um importante facilitador desses processos. Soma-se ainda o futuro da urbanização e da transformação digital. Todos pilares para tamanho investimento e aposta da companhia para os próximos anos”, detalha.

Nesse sentido, a companhia atua há mais de seis décadas para desenvolver o mercado de nióbio, diversificando as aplicações do metal nos segmentos de mobilidade, energia, infraestrutura, aeronáutico, espacial e saúde. Ao todo são mais de 400 clientes no Brasil e no mundo e 90% do faturamento, hoje, vem da siderurgia. Os outros 10% são referentes a aplicações de ligas especiais, como aeroespacial, indústria médica e eletrônica.

“A CBMM sempre foi uma empresa desenvolvedora de novos materiais e aplicações. E, olhando para o futuro, começou a investir na modernização e diversificação da aplicação do nióbio, por meio de ligas especiais. A eletrificação, por exemplo, é uma das utilizações que mais impactou e vai impactar o negócio, por isso, é fundamental dentro da nossa estratégia de crescimento“, explica.

Na frente de mobilidade há investimentos em tecnologias para baterias elétricas e em outros materiais avançados para o segmento automotivo, por exemplo. Além disso, a companhia está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de nióbio e grafeno, elementos que apresentam grande sinergia em aplicações para este segmento.

“Mas as aplicações não param por aí. O nióbio também é um metal relevante para a transição energética global, contribuindo para a construção de cidades mais inteligentes, sendo um elemento fundamental para fontes alternativas de energia“, completa.

Assim, a companhia desenvolve aplicações do mineral para materiais avançados e aços de alta resistência, favorecendo toda a cadeia de produção, proporcionando processos mais sustentáveis com significativa desmaterialização (redução de uso de matérias-primas), circularidade (maior durabilidade/vida útil dos materiais) e segurança (construções mais resistentes).

Liderança

A CBMM é líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio e possui clientes em mais de 40 países. Sediada no Brasil, com escritórios e subsidiárias na China, Países Baixos, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a companhia fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial e energia.

Fundada em 1955, em Araxá, a empresa conta com um programa de tecnologia que amplia as aplicações do nióbio e contribui para o crescimento e diversificação deste mercado.

Exportações de minério de ferro recuam

São Paulo – As exportações de minério de ferro do Brasil em setembro recuaram 10,12% em volume na comparação com o mesmo período de 2020, para 33,68 milhões de toneladas, embora tenham aumentado mais de 30% em receitas com preços em alta.

No terceiro trimestre, as exportações de minério de ferro, um dos principais produtos da pauta do Brasil, também recuaram, mas menos do que em setembro.

Houve uma queda 2,6% nos embarques entre julho e setembro, para cerca de 100 milhões de toneladas, segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados na sexta-feira (1º).

Em receita, contudo, as exportações no trimestre aumentaram quase 90%, para US$ 14,84 bilhões, com os preços compensando confortavelmente o recuo nos embarques em volumes.

Embora ainda estejam mais de 45% acima de setembro do ano passado, os preços perderam força ao longo do trimestre, refletindo maiores controles à produção de aço na China, entre outros fatores.

O valor do minério do Brasil embarcado foi em média de US$ 120,7 por tonelada em setembro, ante US$ 163,3 por tonelada em agosto, versus US$ 82,9 em setembro de 2020.

O recuo nos embarques vem em um momento em que a Vale, uma das maiores produtoras globais, reduziu a previsão de capacidade produtiva de minério de ferro para o fim de 2022, que atingirá agora 370 milhões de toneladas, contra 400 milhões de toneladas previstas anteriormente.

Conforme uma apresentação feita a investidores em setembro, a mudança de previsão se deve a atrasos em projetos, incluindo no Sistema Norte, onde está sua principal mina. Atualmente, a capacidade é de 335 milhões de toneladas ao ano.

Procurada na sexta-feira sobre questões relacionadas a exportações, a Vale afirmou que só comentará o tema em seu relatório de produção e vendas do terceiro trimestre. (Reuters)

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