Centro de Pesquisa da Usiminas se aproxima de meio século de inovações

8 de julho de 2021 às 13h57

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Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas | Crédito: Divulgação/Usiminas

Considerado o maior laboratório de análises da América Latina, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas foi idealizado com o objetivo de ampliar o conhecimento a respeito do uso do aço, aperfeiçoar a eficiência, a produtividade e reduzir os custos, sem esquecer, é claro, do meio ambiente.

A unidade de 13 mil metros quadrados completará 50 anos em outubro de 2021, e está localizada em Ipatinga, na região Leste de Minas. Com uma equipe seleta de 87 profissionais em que a maioria, cerca de 94%, são mestres ou doutores em pesquisa, o grupo é responsável pelo desenvolvimento eficiente para o uso do aço em vários setores da indústria.

“O nosso desafio é criar, recriar e aperfeiçoar o aço para vários segmentos da indústria. Atender as necessidades de um mercado exigente que muda constantemente e que está cada vez mais preocupado com o desempenho do produto. Para isso, precisamos olhar para alguns quesitos importantes, como redução de resíduos, poluentes e durabilidade do aço”, explica o gerente-geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas, Carlos Salaroli de Araújo.    

Além disso, o Centro de Pesquisa é responsável por elaborar condições para que a siderúrgica use, de forma consciente, a energia dentro da própria empresa. A matéria-prima e insumos – carvão e minério – são 60% de todos os gastos, sendo reaproveitada. “Outro ponto que também damos suporte é a implementação da tecnologia na empresa. Nós participamos do processo da escolha e da adequação desse produto”, conta.

Com relação aos aportes, a Usiminas informou que o Centro de Pesquisa contribui bastante para o avanço econômico do Estado de Minas, e que a empresa oferece produtos de qualidade classificados como “aço no estado de arte, o que acaba gerando investimentos também para outros setores econômicos de Minas”, complementa o gerente-geral.

Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas | Crédito: Divulgação/Usiminas
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas | Crédito: Divulgação/Usiminas

Testes avançados

Os laboratórios da Usiminas são os únicos da América Latina que contam com testes em escala piloto em todos os processos de fabricação do aço. “Esse é o nosso diferencial. Talvez encontrem algo semelhante na Europa ou no Japão, simulando todas as etapas na fabricação do aço. Isso envolve a transformação do ferro gusa. Depois o aço é laminado e, enfim, esse material pode ou não ser revestido em zinco para evitar a corrosão, que acontece hoje com os nossos carros, os quais, atualmente, são revestidos com uma camada de zinco para evitar esse desgaste”, reforça Carlos Salaroli.

Carlos Salaroli avalia que um dos grandes passos dados pela siderúrgica foi em relação à qualidade e resistência do aço. “A descoberta do aço de alto desempenho, o aço AHSS (Aços Avançados de Alta Resistência), que existe um portfólio mundial desses aços e a Usiminas é um das poucas siderúrgicas mundiais que produzem vários aços com essa classificação, que é o estado da arte em materiais para o setor automotivo”.

Ainda, segundo o gerente-geral, o aço AHSS reduz a espessura da chapa fornecida ao setor automotivo, e, com isso, as peças para os automóveis ficam mais leves. Isso torna o produto menos poluente, porque utiliza menos combustível. “Outra frente é que a resistência desse aço permite maior segurança para os ocupantes do veículo”, completa o pesquisador.

Usiminas para o futuro

Atualmente, a Usiminas compartilha da visão da sustentabilidade e do desenvolvimento ambiental, e busca, por meio das pesquisas, ações que auxiliem na produtividade consciente tanto para a empresa quanto para os clientes que usam o aço.

“O foco, hoje, no mundo é você conseguir produzir da forma mais efetiva possível, ou seja, com menor gasto de energia e emissão de poluentes. E do outro lado, desenvolver aços que também atendam a esse tipo de demanda, porque não é somente a siderurgia que deve ter essa preocupação, mas também os demais setores industriais e os nossos clientes que utilizam o nosso aço”, salienta.

Para o futuro, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas está focado em estudos relacionados à área de aços elétricos. Segundo Carlos Salaroli, esses produtos são utilizados para fabricação de motores e compressores de geladeiras e freezers, considerados o coração dos eletrodomésticos.

“Quanto maior a eficiência elétrica, menos energia você gasta. E isso tem sido um apelo forte para nós aqui no laboratório. Atualmente, estamos desenvolvendo alguns aços para essa linha e com alguns resultados promissores”, destaca Salaroli.

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