Com prejuízo no 3º tri, CSN corta em 12% projeção para ano

24 de outubro de 2019 às 0h05

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Atraso em reforma de alto-forno contribuiu para o desempenho desfavorável da companhia - Crédito: Ina Fassbender/Reuters

São Paulo – O grupo CSN teve prejuízo líquido de R$ 871 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de R$ 752 milhões obtido um ano antes e cortou em cerca de 12% sua projeção de resultado operacional em 2019.

A empresa, que opera nos setores de siderurgia, mineração, cimento e logística, teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,567 bilhão de julho a setembro, quedas de 4% no comparativo anual e de 34% na relação trimestral.

Com isso, a alavancagem da empresa medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado subiu de 3,65 vezes no fim do primeiro semestre, a 3,81 vezes. Em julho, executivos da empresa estimaram que a alavancagem poderia ficar abaixo de 3 vezes ao fim deste ano.

Analistas, em média, esperavam Ebitda da CSN de R$ 1,864 bilhão, segundo dados da Refinitiv. Não ficou imediatamente claro se os números são comparáveis.

A perspectiva para o Ebitda ajustado de 2019 da CSN foi revista pela empresa de R$ 8,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões. Na nova projeção de Ebitda de 2019, a empresa não menciona estimativa para a alavancagem.

Alto-forno 3 – O desempenho da companhia no trimestre foi impactado em parte por atraso em reforma de alto-forno 3, que deveria ter sido concluída no fim de agosto, mas que se estendeu até este mês. Fontes afirmaram à Reuters, na segunda-feira (21), que o equipamento deve ser reativado neste final de semana, com uma capacidade de 3,3 milhões de toneladas anuais.

As vendas de aço da CSN no trimestre caíram 17% na comparação anual, para 1,072 milhão de toneladas, com queda de 62% na produção de placas sobre um ano antes, que obrigou a companhia a elevar a compra do insumo de terceiros para 162 mil toneladas nos últimos três meses. Um ano antes, o volume de placas de terceiros havia sido de mil toneladas.

Ao depender de compras de placas de terceiros no período, o custo de produção de aço da CSN de julho a setembro saltou de R$ 1.704 por tonelada um ano antes para R$ 2.177.

A CSN também afirmou no balanço que o resultado trimestral negativo veio “principalmente em função da variação cambial e da atualização de ações a valor justo” da Usiminas, que caiu R$ 380 milhões, para R$ 1,91 bilhão ao fim de setembro. (Reuters)

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