Combustíveis voltam a ficar mais caros nos postos de Minas

Em Minas, valor médio de revenda do litro da gasolina comum na semana passada subiu de R$ 4,69 para R$ 4,71

22 de outubro de 2022 às 0h29

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Após 15 semanas de quedas, combustíveis voltam a subir | Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Os preços dos combustíveis no País vivem um movimento de alta após 15 semanas de reduções consecutivas. O principal motivo das elevações se dá após o reajuste de preços realizado pela Refinaria de Maritape, a maior refinaria privada a nível nacional. No entanto, a Petrobras, que é responsável em fazer o controle da maior parte do refino no País, não faz reajustes há mais de um mês. 

Em Minas Gerais, o preço médio de revenda do litro da gasolina comum praticado entre 25 de setembro a 1º de outubro estava a R$ 4,81. Na semana seguinte, houve uma redução para R$ 4,69, e na semana passada, subiu para R$ 4,71. No caso da gasolina aditivada, o preço médio de revenda estava a R$ 4,99 entre o final de setembro e início de outubro, caiu para R$ 4,91 na semana seguinte, e se manteve com o mesmo custo na semana passada.

O preço médio de revenda do etanol hidratado no Estado, praticado entre 25 de setembro a 1º de outubro, estava a R$ 3,51 o litro. Na semana seguinte, houve uma redução para R$ 3,36 e, na sequência, houve um reajuste de menos 1 centavo na semana passada.

Em relação ao óleo diesel, cuja alteração tem impacto também no preço dos produtos, o valor médio de revenda estava a R$ 6,47 entre o final de setembro e início de outubro. O mesmo preço foi praticado entre 2 e 8 de outubro, mas na semana passada voltou a subir, chegando aos R$ 6,58 por litro. 

Nos postos de combustíveis pelo País, a gasolina teve um pico, cujo valor chegou a bater R$ 7,39 na penúltima semana de junho. Sendo assim, o combustível acumulava, até então, uma queda de 35%. Essa movimentação de baixa nos preços se iniciou em 24 de junho, com a inserção de uma lei que limitaria o ICMS nos combustíveis a 17%.

Belo Horizonte

Na capital mineira, o preço médio de revenda do litro da gasolina comum praticado entre 25 de setembro a 1º de outubro estava a R$ 4,71. Na semana seguinte, houve uma redução para R$ 4,69, voltando a subir na semana passada, chegando a R$ 4,80. 

No caso da gasolina aditivada, o preço médio de revenda estava a R$ 4,91 entre o final de setembro e início de outubro e se manteve no mesmo preço na semana seguinte. No entanto, de acordo com o preço médio de revenda praticado na semana passada, o valor da gasolina aditivada saltou para R$ 5 por litro. Já o etanol teve o seu preço médio de revenda definido em R$ 6,58 entre final de setembro e início de outubro. Na segunda semana de outubro, o valor médio recuou para R$ 6,47 o litro, chegando a custar na semana seguinte R$ 6,58.

GLP

Enquanto isso, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) também enfrentou variações nos preços. No exercício de 25 de setembro a 1º de outubro, o valor médio de revenda era de R$ 116,84. Na semana seguinte, o preço recuou para R$ 115,07, fixado na semana passada em R$ 118,39. 

A  prática de definição dos preços dos combustíveis no Brasil, por lei, é livre desde o ano de 2002. Os valores são fixados pelo mercado, não havendo preços máximos, mínimos, tabelamento, nem a necessidade de autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP), nem de nenhum órgão público para que os preços sejam reajustados em revenda. 

A ANP acompanha os preços dos combustíveis como uma forma de dar transparência aos valores praticados no mercado. Para o economista e professor do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Fernando Sette, o aumento dos preços dos combustíveis ocorre com uma certa timidez, mas a alta é possível ser acompanhada. “Inclusive, temos a situação do diesel que já está sofrendo com o aumento no preço do barril internacional, que vai forçar também a Petrobras a revisar o preço do barril aqui no País”. 

Baixas nos preços

“Se a gente voltar lá atrás e pegar o que ocorreu no preço do combustível há três meses, nós tivemos alguns fatores que impactaram essa queda. O primeiro fator que foi o mais relevante está relacionado à queda por conta do corte dos tributos”. Fernando Sette avalia também que, para o segundo movimento de reduções, o fator que influenciou na curva dos preços foi a queda do dólar, mesmo que não tenha sido tão significativa. Um terceiro movimento, a queda no preço do barril do petróleo brasileiro, provocou a alteração. 

“O valor do combustível no Brasil é definido basicamente por esses três fatores. O primeiro é o preço do petróleo, por conta do barril do petróleo no exterior, exatamente porque é a Petrobras que adota a política de paridade. O segundo é o dólar, que também afeta na precificação. E, o terceiro ponto, os impostos embutidos”, elenca o especialista.

Ele pondera que após a queda do preço do petróleo no mercado internacional, existe uma tendência de aumento do preço do barril. “Esse aumento ocorre seja pela Opep, que é a organização de países exportadores de petróleo, ou por conta da guerra na Ucrânia.”

As tendências de aumento também perpassam, segundo o docente, pelo cenário de instabilidade política, provocando uma volatilidade do dólar, afetando também o componente do preço do combustível no Brasil. “Com isso a gente vai ter um aumento do preço combustível no País, e quem vai definir se vai repassar aos distribuidores ou não será a Petrobras. Vamos aguardar as próximas semanas para saber se esse movimento vai se concretizar ou não”, avalia o economista.

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