Varejo mineiro está otimista com as vendas do Dia dos Namorados

28 de maio de 2019 às 0h16

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Maior parte dos empresários consultados pela Fecomércio MG estima que o valor médio dos presentes neste ano deve ficar entre R$ 70 e R$ 200 - CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Os empresários do comércio varejista de Minas Gerais estão mais otimistas em relação às vendas para o Dia dos Namorados. De acordo com a pesquisa Expectativas do Comércio Varejista – Dia dos Namorados 2019, a maior parte dos empresários entrevistados, 48,7%, acredita em vendas maiores do que as registradas em igual data do ano anterior.

Segundo a pesquisa, que é feita pela a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), o melhor desempenho das negociações em datas comemorativas anteriores e o aumento do fluxo de consumidores nas lojas são fatores que podem impulsionar as vendas no período.

Por outro lado, a alta taxa de desemprego e a economia lenta podem interferir de forma negativa na intenção de compras dos consumidores. O levantamento mostrou que 28,2% dos empresários acreditam em retração nas vendas e 23,1% na manutenção dos resultados obtidos no Dia dos Namorados de 2018.

O economista da Fecomércio MG Guilherme Almeida explica que os empresários estão mais otimistas e investindo em formas de atrair os consumidores e estimular as vendas.

“Percebemos que os empresários estão mais confiantes, principalmente, por conta da leitura econômica e do cenário atual, que estão melhores que em 2018 na visão deles. Além disso, a experiência das datas comemorativas anteriores, como o Dia das Mães, que tiveram bom desempenho e aumento do fluxo de consumidores, também contribui para as expectativas positivas em relação à data. Para atrair os consumidores, empresários estão investindo mais em propagandas, divulgação das marcas, principalmente, pelas redes sociais. Eles querem atrair os jovens e pulverizar as marcas”, explicou.

O levantamento da Fecomércio MG mostra ainda que o Dia dos Namorados gera um impacto positivo para 51,3% das empresas do comércio varejista do Estado. Para 36,8% dos empresários, o otimismo, associado a uma percepção de melhora na economia irão contribuir para o aumento das vendas. Já o valor afetivo da data é tido por 16,8% dos empresários como motivos para um melhor desempenho. Dentre os setores que devem apresentar maior demanda estão as empresas de vestuário, calçados e perfumaria.

Estratégias – Para melhorar as vendas no período, 50,4% dos empresários estão investindo em propaganda e 33,3% pretendem oferecer promoções e liquidações para atrair o consumidor.

A maioria dos empresários (89,7%) acredita que os consumidores farão as compras próximo à data. O valor dos presentes deve girar entre R$ 70 e R$ 200, segundo 45,6% dos entrevistados.

Este ano, a pesquisa de expectativas do comércio varejista para o Dia dos Namorados reuniu 400 empresas distribuídas nas regiões do Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata. Antes o levantamento era feito apenas em Belo Horizonte.

Intenção de consumo tem queda

Em relação à intenção de compras do consumidor, em Belo Horizonte, as expectativas são negativas. De acordo com a pesquisa, Intenção de Consumo – Dia dos Namorados 2019, feita pela Fecomércio MG, a maioria (59,9%) não tem a quem dar presentes e outros 21,4% não têm o costume. Apenas 30,4% dos consumidores irão presentear neste Dia dos Namorados. Para 90,6% destes consumidores que pretendem presentear, o valor não ultrapassará R$ 200.

“Pelo lado do consumidor, nós tivemos redução na intenção de consumo para o Dia dos Namorados em seis pontos percentuais. Em 2018, o índice de consumidores que iriam presentear era de 36,4% e nesse ano reduziu para 30,4%. O primeiro fator – não econômico – é que a pessoa não ter a quem presentear. Outros motivos estão distribuídos em questões econômicas como desemprego e endividamento”, explicou economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Dentre os itens, roupas (37,2%), calçados (14%) e artigos de perfumaria (10,7%) serão os produtos mais procurados para a data. Os valores dos presentes não ultrapassarão R$ 200 para 90,6% dos consumidores.

As promoções (59,5%) e os preços reduzidos (30,6%) continuam sendo estímulos para os consumidores. Já os preços altos (76%) e o atendimento precário (24,8%) são os principais fatores que irão desestimular as compras. Os consumidores não pretendem assumir dívidas com os presentes da data e, por isso, 77,5% optarão por pagamentos à vista, no dinheiro ou cartão de débito.

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