COTAÇÃO DE 06/05/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3640

VENDA: R$5,3650

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3470

VENDA: R$5,5200

EURO

COMPRA: R$6,4639

VENDA: R$6,4668

OURO NY

U$1.786,86

OURO BM&F (g)

R$309,04 (g)

BOVESPA

+1,57

POUPANÇA

0,1590%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Comércio faz acordo para não demitir em Contagem

COMPARTILHE

Acordo envolve a Prefeitura, a CDL de Contagem e representantes dos trabalhadores do comércio do município da RMBH | Crédito: Elias Ramos - PMC

Com o ritmo de contágio da Covid-19 atingindo níveis alarmantes em Minas Gerais e no Brasil, foi necessária uma nova suspensão das atividades econômicas consideradas não essenciais.

Para garantir os empregos no comércio, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Contagem (CDL-Contagem) firmou acordo com o sindicato dos trabalhadores do comércio do município para a adoção de medidas que possam preservar os empregos e dar fôlego aos empresários durante o período de suspensão das atividades.

PUBLICIDADE

A expectativa é que as medidas beneficiem cerca de 50 mil empregados do comércio do Contagem.

De acordo com o presidente da CDL-Contagem, Frank Sinatra, a criação do acordo é importante devido à situação de incerteza, principalmente, em relação à retomada do processo de reabertura do comércio.

“O acordo foi muito bem elaborado e é muito importante devido ao agravamento da pandemia e por não sabermos quando vamos voltar a abrir as lojas. Em Contagem, a Prefeitura instituiu, neste mês, o fechamento por 21 dias e o Estado, desde ontem, por 15 dias. Diante do cenário, nos reunimos com o sindicato dos trabalhadores para buscar medidas que possam minimizar os impactos sobre os empregadores e empregados”.

Ainda segundo Sinatra, a situação dos empresários do setor é crítica, já que vinham acumulando prejuízos desde 2020, quando o comércio da cidade ficou cerca de cinco meses sem funcionar. Sem o acordo, poderiam ocorrer muitas demissões.

Dentre as medidas previstas no acordo, está a possibilidade de o empregador antecipar férias e adiar o pagamento do adicional de 1/3 para dezembro. Dessa forma, mesmo não trabalhando, o funcionário receberá o salário em abril, referente a março.

Também poderá ser formado um banco de horas negativas durante o período em que o comércio se mantiver fechado. O pagamento das horas, por parte dos funcionários, ocorrerá de forma gradativa após a reabertura das lojas, sendo as horas distribuídas a mais na jornada em até 180 dias.

“Quando as lojas reabrirem, o empregador poderá cobrar, por exemplo, que o funcionário faça duas horas extras por dia. É uma alternativa muito viável para quem trabalha em shoppings. As medidas ajudam a preservar os empregos e a dar um fôlego aos empresários, que estão sem caixa e com muitos prejuízos. Estamos todos muito preocupados, porque as demissões causam grandes impactos sociais negativos, o que é muito ruim. Hoje, se a pessoa é demitida, a conquista de um novo emprego é muito difícil, pela crise atual do País”, explicou.

As medidas devem ser adotadas por empresários de lojas de móveis, calçados, vestuário, perfumaria, entre outros que não são considerados essenciais.

Diálogo

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais (UGT-MG), Fabian Schettini, explica que o acordo é positivo para ambas as partes.

“Através do diálogo intermediado pela Prefeitura de Contagem, conseguimos fechar o acordo. Nosso objetivo é garantir o emprego. Também ficou acertado que vamos discutir, juntos, a reabertura gradual, com horários e setores funcionando de forma alternada para evitar aglomerações nos comércios”.

Ainda segundo Schettini, a flexibilização dos direitos foi importante no momento atual, evitando demissões e garantindo renda para os trabalhadores. A tendência é que com a retomada das atividades, o acordo seja suspenso e as empresas voltem a operar com as normas tradicionais.  

“Estamos em um momento de calamidade social muito crítico. Conforme as atividades forem retomando, as empresas irão se readequando. Nossa maior preocupação é a garantia dos postos de trabalho”.

Com o sucesso do acordo firmado junto aos representantes do comércio, a expectativa é ampliar para outros setores no município. Vão ser feitas negociações com os representantes do transporte coletivo urbano, do setor de conservação e limpeza de prédios, e de coleta de lixo.

CDL/BH busca novos prazos para o Pronampe

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) enviou na terça-feira (16) ofício às instituições bancárias que operaram o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) solicitando a extensão do prazo para o início do pagamento dos empréstimos obtidos por meio do programa.

A entidade está requerendo junto aos agentes financeiros a prorrogação da carência por mais três meses. Dessa forma, o período para início da quitação das parcelas passaria de oito para 11 meses a partir da data de assinatura do contrato. Em Belo Horizonte, os bancos que operam a linha de crédito do governo federal são BDMG, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú e Bancoob.

“A primeira parcela vence este mês, mas diante da atual situação das empresas, que enfrentam mais uma paralisação das atividades, esse pagamento é inviável para a maioria”, declara o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

A entidade também solicitou apoio aos bancos num esforço conjunto junto à Câmara dos Deputados e ao governo federal para a rápida aprovação da nova fase do programa. No último dia 10, o Senado aprovou o Projeto de Lei 5.757/2020, que transforma o Pronampe em política oficial de crédito e dá caráter permanente ao fornecimento de recursos. A matéria agora está em análise na Câmara dos Deputados.

“Os empréstimos concedidos por meio do Pronampe foram fundamentais para a sobrevivência das micro e pequenas empresas do País e pela saúde da economia nacional, incluindo a manutenção dos empregos e da renda das famílias brasileiras. Com um cenário atual mais desafiador, quando se comparado ao início da pandemia de Covid-19, essa aprovação torna-se ainda mais essencial para que não haja um agravamento ainda maior da crise que estamos atravessando”, finaliza Souza e Silva.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!