Comércio de Minas Gerais cresce acima da média nacional, segundo IBGE

As vendas do setor no Estado avançaram 2,3% no ano passado sobre 2022; no País, alta foi de 1,7%

7 de fevereiro de 2024 às 17h25
Atualizada em 8 de fevereiro de 2024 às 0h22

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Crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil

O comércio varejista de Minas Gerais encerrou 2023 com crescimento de 3,2% nas vendas na comparação com o ano anterior. Mais uma vez, o segmento de supermercados foi um dos responsáveis pelo incremento. As informações são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou significativamente acima da média nacional, que registrou alta de 1,7% no período. Foram dez meses com taxas de crescimento e apenas dois de queda. Apenas no último mês do ano, em relação ao mesmo período de 2022, o comércio de Minas Gerais cresceu 4,6%.

Já na comparação entre dezembro e novembro, a alta foi de 1,1%, enquanto no Brasil houve queda de 1,3%.

O economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos da Silva, explica que uma parte do desempenho mineiro ser superior ao nacional deve-se ao primeiro semestre. O crescimento dos segmentos restritos do varejo, com produtos mais associados à renda, foi favorecido por um cenário econômico com uma população mais capitalizada. “Nós tivemos bastante geração de empregos formais no ano passado, aumento da formalização e da população ocupada. Isso foi verdade para o Brasil, mas mais ainda para Minas Gerais. Consequentemente, nós tivemos aumento do rendimento médio real”, disse.

Já no segundo semestre, Izak Carlos da Silva aponta que o começo do ciclo de cortes da taxa de juros promovidos pelo Banco Central (BC) alterou um pouco a trajetória do comércio de Minas Gerais. As reduções do BC proporcionaram que produtos mais dependentes de financiamento ocupassem uma parte do consumo que estava com itens associados à renda. “Aquilo que era muito caro via crédito, passou a ficar mais acessível. As famílias puderam fazer um financiamento para comprar um veículo, reformar a casa, e nos observamos uma recuperação do varejo ampliado e um arrefecimento nos segmentos mais associados à renda. A cesta de consumo deu uma mudada”, completa.

Supermercados impulsionam comércio em Minas Gerais

Com representação de mais de 45% da pesquisa do IBGE em Minas Gerais, a atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou alta de 13,1% no volume de vendas em dezembro frente ao mesmo mês de 2022. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com segundo maior peso no índice, também registrou alta, de 16,4%. As vendas de móveis e eletrodomésticos aumentaram apenas 0,3%.

Entre as quedas apuradas na mesma base de comparação em Minas Gerais, apareceram:

combustíveis e lubrificantes (-17,5%)

tecidos, vestuário e calçados (-11,5%)

livros, jornais, revistas e papelaria (-8,2%)

Comércio varejista ampliado

Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, Minas e Brasil tiveram crescimento do comércio varejista ampliado quase idênticos, conforme a pesquisa mensal do IBGE. De janeiro a dezembro, o Estado teve expansão no volume de vendas de 2,6%, enquanto a média nacional alta de 2,4%.

Na comparação com dezembro de 2022, a alta foi de 2,3%, mesmo com queda em todos os itens do índice. Essa categoria inclui o desempenho das vendas de veículos, motos, partes e peças (-7,5%), material de construção (-1,3%) e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%).

Tendência para Minas Gerais

O economista-chefe do BDMG aponta que a tendência para o comércio em Minas é de um ano bastante promissor. A previsão é que fatores que favoreceram o crescimento mineiro no ano passado, como aquecimento do mercado de trabalho e a redução da taxa de juros, se intensifiquem nos próximos meses. “Com salários crescentes, nós esperamos a manutenção da robustez na dinâmica de produtos associados à renda. Como nós continuamos com o ciclo da taxa básica de juros, nós também esperamos uma recuperação do varejo ampliado que são esses segmentos mais dependentes do crédito”, conclui Silva.

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