Confiança recua em Belo Horizonte

Apesar da queda, o índice permanece em patamar satisfatório, aponta economista da Fecomércio-MG

28 de novembro de 2023 às 21h02

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A queda observada no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) foi de 5,3 pontos frente a outubro deste ano | Crédito: Alessandro Carvalho / Arquivo / Diário do Comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Belo Horizonte fechou o mês de novembro com 108 pontos. O resultado é 5,3 pontos abaixo do observado no mês anterior (113,3). De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisados pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), essa é a segunda retração consecutiva do indicador.

O economista da Federação da entidade, Stefan D’Amato, pontua que, apesar da queda, o Icec permanece em patamar satisfatório. Isso porque o índice continua acima dos 100 pontos, indicando situação de otimismo.

Ele ainda destaca que mesmo com a diminuição na satisfação dos empresários que lidam com produtos semiduráveis, o indicador permanece elevado, atingindo 118 pontos entre os membros desse grupo. Por outro lado, os empresários que fornecem bens não duráveis registraram uma redução de 4,5 pontos no índice de confiança frente ao mês anterior (108,6), situando-se em 104,1 pontos. Já aqueles do setor de bens duráveis fecharam com 103,3 pontos no Icec, queda de 2,9 pontos na comparação com outubro (106,2).

“Apesar das reduções nos três segmentos, os empresários do comércio permanecem satisfeitos, esperando melhorias no poder de compra dos consumidores, especialmente com a chegada do 13º salário”, explica.

Condições atuais, expectativas e investimentos dos empresários do comércio

O Icec possui outras três subdivisões: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec). Todas elas apresentaram redução pelo terceiro mês consecutivo, sinalizando que as respostas econômicas e as condições de negócios não evoluíram conforme as expectativas dos empresários.

No caso do Icaec, o recuo foi de 6,2 pontos, passando de 89,4 para os atuais 83,2 pontos. O destaque positivo ficou para as empresas com mais de 50 empregados, que demonstraram maior satisfação com as condições atuais da economia para o comércio. Por outro lado, 66,2% dos pequenos empresários consideraram que a economia brasileira piorou.

O economista da Fecomércio-MG destaca que os empresários donos de empresas de grande porte estão satisfeitos com a condição atual de seus negócios, especialmente aqueles que lidam com produtos semiduráveis. “O otimismo está ligado a melhorias no ambiente de negócios, recuperação de consumidores inadimplentes/endividados e propostas de reformas estruturantes que impactam diretamente nos custos das empresas”, explica.

Já o Ieec de novembro ficou em 134,4 pontos, 5,3 pontos abaixo do registrado no mês anterior (139,7). As empresas de menor porte, com até 50 empregados, mostraram-se mais otimistas em relação aos próximos meses; elas marcaram 134,5 pontos no índice de expectativas. Vale ressaltar que 82,8% dos donos de pequenas empresas entrevistados acreditam que as vendas irão aumentar.

Quanto aos dados sobre planejamento de investimento do comércio, o Iiec caiu 1,2 ponto frente a outubro deste ano (107,4), fechando o mês com 106,2 pontos. A pesquisa revelou que 70,8% dos empresários pretendem aumentar o quadro de funcionários.

D’Amato ressalta que a perspectiva de contratação entre os empresários permanece positiva, mesmo com uma queda de 5,3 pontos em relação ao mês anterior. Segundo ele, isso estaria ligado ao aumento de contratações temporárias no segundo semestre, impulsionado por eventos como o Natal.

Além disso, 52,6% das empresas consultadas relataram um nível de investimento acima do apresentado no mês anterior, com destaque para aquelas de grande porte, em que o indicador sobe para 68,1%. A maioria das empresas (62,5%) estão com os estoques no nível adequado, 21,7% disseram estar com excesso de produtos e outras 15,8% relataram falta de itens.

“Os impactos sentidos, especialmente pelas empresas menores, estão se agravando ao longo do tempo, destacando a necessidade de políticas macroeconômicas direcionadas à reestruturação de estoques, investimentos e transformação digital nas empresas”, conclui o economista.

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