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Economia

Confiança da indústria mineira cresce em janeiro

Empresários mantêm o otimismo pelo 18º mês seguido, aponta índice da Fiemg

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O avanço na normalização das atividades econômicas leva o setor industrial de Minas a ficar mais confiante | Crédito: Gil Leonardi - Imprensa MG
O avanço na normalização das atividades econômicas leva o setor industrial de Minas a ficar mais confiante | Crédito: Gil Leonardi - Imprensa MG

O avanço da vacinação contra a Covid-19 e uma maior normalização das atividades econômicas contribuíram para que os empresários industriais de Minas Gerais iniciassem o ano com maior otimismo. Em janeiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) cresceu 0,3 ponto em relação a dezembro (56,7 pontos) e alcançou 57 pontos, mostrando industriais confiantes pelo 18º mês consecutivo.

Em nível nacional, o Icei caiu 0,7 ponto em relação a dezembro (56,7 pontos) e marcou 56 pontos,  mas ainda sinalizando confiança dos industriais brasileiros também pelo 18º mês seguido.

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No Estado, a normalização da economia é uma das justificativas para a alta e manutenção da confiança dos empresários da indústria. 

“Em janeiro, vimos o Icei avançando 0,3 ponto em relação a dezembro, mas foi um crescimento bem pequeno. A gente vê que o índice mostrou o  empresário industrial confiante pelo 18º mês consecutivo. A manutenção da confiança temos atribuído à questão da normalização da economia pela cobertura mais ampla da vacinação contra a Covid-19”, explicou a analista da gerência de Economia e Finanças Empresariais da Fiemg, Daniela Muniz.

Ainda segundo Daniela, ao comparar o resultado de janeiro de 2022 com igual mês de 2021, foi observado recuo de 3,6 pontos, uma vez que, no período, a pontuação chegava a 60,6 pontos. Vale lembrar que à época estava sendo iniciado o processo de vacinação e a reabertura gradual das atividades econômicas.     

Apesar dos desafios enfrentados, como inflação elevada, falta de insumos em alguns setores, aumento dos juros e a nova onda da pandemia, o empresário mineiro segue confiante em relação às condições atuais.

Componentes

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O componente de condições atuais de janeiro marcou 50,6 pontos, aumento de 0,6 ponto frente a dezembro, quando a pontuação estava em 50 pontos. O resultado de janeiro saiu do patamar neutro do índice e voltou a mostrar uma percepção positiva da situação atual, na avaliação dos empresários mineiros.

Em contrapartida, o indicador de condições atuais caiu 6,5 pontos na comparação com janeiro de 2021 (57,1 pontos) e foi o menor para o mês em cinco anos.

Já o componente de expectativas para os próximos seis meses ficou relativamente estável entre dezembro (60,1 pontos) e janeiro (60,2 pontos) e mostrou industriais otimistas pela 19ª vez consecutiva. Os empresários sinalizaram perspectivas positivas com relação às economias brasileira e mineira e aos seus negócios.

Ante janeiro de 2021, quando o índice acumulava 62,4 pontos, houve redução de 2,2 pontos, sendo o mais baixo para o mês em cinco anos.

Daniela explica que há uma certa acomodação do índice. Segundo ela, em 2021, foi verificada uma recuperação muito forte, principalmente, no primeiro trimestre. Depois foram observados meses de uma certa frustração porque se esperava uma recuperação maior.

“Ainda tivemos uma inflação que surpreendeu muito para cima e o Banco Central decidiu pela elevação dos juros. Ou seja, o avanço da vacinação permitiu a normalização da economia em vários setores, mas, ao mesmo tempo, a inflação alta persistente reduziu as expectativas de crescimento, corroendo o poder de compras das famílias e ainda trouxe a necessidade do aperto monetário do Banco Central. O que vemos é a acomodação do índice diante do cenário”.    

Ômicron

Outro fator que está impactando a confiança é o receio frente à nova variante da Covid-19, Ômicron, que apesar de mais contagiosa tem se mostrado menos letal. Mas deixa a população em alerta.   

“Tudo indica que este ano será mais difícil, tanto do ponto de vista econômico como social e político. Temos inflação elevada, condições financeiras mais deterioradas, maior incerteza e crédito mais caro. Isso gera um cenário com muitos desafios para 2022”. 

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