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Economia

Consumidor está mais endividado em BH

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Em BH, o endividamento atingiu 74,4% em maio, diz pesquisa da Fecomércio-MG | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Pesquisa mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) sobre endividamento e inadimplência do consumidor em Belo Horizonte assinala crescimento pelo quinto mês consecutivo.

Em maio, o índice de endividamento (compras a prazo) cresceu para 74,4%, três pontos percentuais acima de abril (71,4%). A alta foi seguida pela quantidade de famílias com contas em atraso (33.3%), um ponto percentual acima de abril.  Já o número de consumidores sem condições de quitar suas dívidas atingiu 15,1%.

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Os dados integram a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio-MG, a partir de dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ela retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores.

Para a economista da entidade, Gabriela Martins, a tendência de aumento nos índices de endividamento e de inadimplência, que havia diminuído no segundo semestre de 2020, já era esperada diante do lento ritmo de contratações do mercado de trabalho e da vacinação contra a Covid-19. “É um endividamento ruim, pois vem acompanhado de inadimplência. A melhora econômica passa pela vacinação, que dará segurança para o comércio normalizar seu horário de funcionamento”, considerou.

A inflação é outro fator que gera esses índices, pois pressiona o orçamento e leva as famílias a recorrerem ao crédito parcelado para manter seu consumo. No entanto, a utilização do cartão de crédito diminuiu – caiu de 87,6% em abril para 82,4% em maio. Esta tendência de redução no endividamento foi seguida no cheque especial (de 8,2% para 7,7%), financiamento de imóveis (de 8% para 7,7%), crédito consignado (de 7,4% para 6,6%) e cheque pré-datado (de 2,3% para 2%).

Duas modalidades registraram crescimento na procura por crédito parcelado: carnês (de 10,5% para 15,3%) e financiamento de automóveis (de 10,7% para 13,0%). A economista atribui esta migração a juros mais baixos praticados na modalidade carnê e na negociação direta.

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“A taxa Selic subiu para 3,5%, mas continua bem abaixo dos níveis históricos e atrativa para o consumidor”, completou.  A pesquisa também assinalou que 70,8% da população de Belo Horizonte assumiu endividamento em tempo igual ou superior a 90 dias.

Compromissos financeiros – Ao todo, 74,4% dos consumidores de BH possuem algum compromisso financeiro. Destes, 38,1% se consideram pouco endividados, 20,6% mais ou menos endividados e 15,7 % muito endividados. Apenas 25,6% relatam não ter dívidas. 

O cartão de crédito é a modalidade mais utilizada por 80,8% dos que recebem até dez salários-mínimos e 92,5% de quem recebe acima de dez salários mínimos, ou seja, quem têm mais crédito disponível no mercado.  

Entre as famílias da cidade, 33,5% possuem algum compromisso financeiro em atraso. Esse índice é maior em famílias com renda igual ou inferior a dez salários-mínimos (35,5%), dos quais 45% informaram não conseguir honrar suas dívidas. Nas famílias que ganham acima de 10 salários mínimos. As dívidas em atraso atingem apenas 26,5% dos entrevistados.

Entre as famílias com contas pendentes, 46,1% afirmam que o período devido é acima de 90 dias. A pesquisa também mostra que as dívidas estão atrasadas, em média, há 61 dias.

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