Custo da construção sobe menos em Minas Gerais frente ao País em janeiro

No primeiro mês do ano, o custo da construção registrou aumento de 0,04% no Estado, enquanto no Brasil os preços subiram 0,19%

9 de fevereiro de 2024 às 5h01

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Crédito: Gabriel Araujo/Reuters

Após encerrar 2023 com alta de 0,17%, o custo médio da construção subiu 0,04% em Minas Gerais no mês de janeiro. Apesar de positiva, a variação foi uma das menores entre as unidades federativas e ficou bem abaixo da média brasileira, de 0,19%. Nos últimos doze meses, os preços caíram 1,75% no Estado, o único a registrar queda no período, enquanto no Brasil cresceu 2,43%. 

Os dados são de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Caixa Econômica Federal, e mostram que o custo da construção por metro quadrado atingiu R$ 1.612,58 em Minas Gerais no início do ano. Esse valor representa 93,45% da média nacional e foi composto por R$ 963,41 relativos aos materiais e R$ 649,17 à mão de obra. 

Em dezembro, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel, sinalizou que os preços em solo mineiro, após anos de pressão, estavam retornando para patamares “normais”. Na ocasião, ele disse que o custo tende a ficar próximo da inflação em 2024, sem os exageros que ocorreram durante a pandemia. 

De acordo com o dirigente, no decorrer do período pandêmico, os preços subiram cerca de 40%, um percentual bem acima da inflação da época, que estava no patamar de 25%. Conforme Michel, somente a elevação dos custos dos materiais de construção foi da ordem de 70%. Ele ainda citou que concreto, cimento, PVC e madeira, chegaram a ter altas de mais de 100%. 

Analisando o novo cenário para os materiais de construção, o presidente do Sinduscon-MG disse que o custo da construção em Minas Gerais pode ser mais pressionado por gastos com mão de obra. Isso porque existe dificuldade em conseguir colaboradores, o que força a elevar salários. 

Resultado nacional foi o menor para o mês de janeiro 

O resultado nacional também foi relevante, apesar de superior ao mineiro. O gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, destacou que foi a menor variação para janeiro para a série histórica que considera a desoneração da folha de pagamento da construção civil, iniciada em julho de 2013.

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