Custo de vida volta a subir em BH após três meses de deflação

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma leve alta de 0,51% em outubro, puxada, principalmente, pela refeição

4 de novembro de 2022 às 13h05

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Crédito: Luciana Montes

Após três meses consecutivos de deflação em Belo Horizonte, o custo de vida voltou a subir em outubro. No mês, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma leve alta de 0,51%, puxada, principalmente, pela refeição, que subiu 2,3%. De acordo com os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), com a alta mensal, a inflação na Capital acumula elevação de 4,95% nos primeiros 10 meses do ano e de 6,91% nos últimos 12 meses. 

Em outubro, dentre os 11 itens agregados que compõem o IPCA, os maiores destaques, em termos de variação positiva, foram as altas de 5,32% em Alimentos in natura e de 2,63% em Alimentos industrializados, 2,42% em Alimentação em restaurante e 1,75% em Artigos de residência.

No sentido oposto, destacam-se as quedas de 3,07% em Alimentos elaboração primária e de 2,18% em Bebidas em bares e restaurantes. 

Para o gerente de Pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, a alta da inflação observada em outubro era esperada.

“Pelo período, a variação positiva era esperada depois de três meses de deflação. A taxa de 0,51% não surpreendeu e é relativamente baixa. A alimentação tem apresentado altas, principalmente, os itens in natura, que inclusive contribuíram para uma nova elevação da cesta básica e impulsionam a inflação. A produção enfrenta problemas climáticos e de distribuição, como o frete muito caro, por exemplo”.

Contribuições em outubro

Em outubro, dentre os itens que mais contribuíram para a inflação em Belo Horizonte estão a refeição, com alta de 2,3% e contribuição de 0,11 ponto percentual para a composição do IPCA, seguida pelo seguro voluntário de veículos, com aumento de 3,7%, condomínio residencial, 1,15%, cerveja em supermercados, 14,27%, e computador completo, com elevação de 11,08%.

Quedas foram vistas nos preços da gasolina comum, -2,45% e contribuição negativa de 0,09 p.p. na composição do IPCA, do leite, -7,21%, e da blusa feminina, -16,87%. 

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