DC chega aos 89 anos com aposta na revolução digital

16 de outubro de 2021 às 0h30

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O DIÁRIO DO COMÉRCIO busca ser um veículo transformador para fortalecer a economia de Minas Gerais | Crédito: Alisson J. Silva / Arquivo DC

Desde sua criação em 18 de outubro de 1932, como “Informador Comercial”, o Diário do Comércio carrega não apenas a missão de informar, mas também de contribuir para o desenvolvimento do Estado e para a construção de um mundo melhor.

Em 2021, chega aos 89 anos como um dos veículos de comunicação mais tradicionais do País, o único especializado em economia e negócios de Minas Gerais, que, pautado pela tríade da revolução digital, do protagonismo como palco de debates socioeconômicos e do objetivo de se tornar fonte de conhecimento, tem feito novas entregas à sua audiência.

Que também está se renovando. É que, com tantas mudanças mundo afora na comunicação, na economia e nos caminhos para se fazer negócios, o DC também não deixaria de se renovar. Por isso, ao longo dos últimos anos, o veículo tem se debruçado sobre o próprio fazer jornalístico, sem deixar de lado a tradição e a credibilidade de quase um século de história, reafirmando valores do jornalismo propositivo, qualificado, preocupado com o desenvolvimento econômico sustentável e que busca ser referência para a economia de Minas Gerais.

Aliás, a presidente e diretora editorial do DC, Adriana Muls, enfatiza que essa sempre foi a essência do DIÁRIO DO COMÉRCIO, que, liderado pela visão de futuro de José Costa, sempre contribuiu com informação, temas, debates e campanhas relevantes para o desenvolvimento do Estado, preocupado em agregar valor à produção e atributos de Minas. 

Adriana lembra que José Costa faleceu em 1995 e seus sucessores – Marcílio Gonçalves, José Motta Costa e Luiz Carlos Costa, este por quase 20 anos, deram continuidade a seu legado, sempre resguardando os mesmos valores – de um jornalismo sério e relevante para o ambiente econômico de Minas Gerais. 

“Com essa visão, José Costa, o Diário do Comércio e seus dirigentes sempre tiveram, ao seu lado, colaboradores competentes, apaixonados pela profissão e orgulhosos do veículo. A consequência, uma legião de amigos e admiradores que reconhecem a relevância do veículo e dividem com a família, um enorme carinho pela marca. E para honrar essa história, temos passado por reflexões e transformações profundas nos últimos anos”, diz.

A primeira, conta Adriana, foi o entendimento da necessidade de avançar em um novo modelo de gestão. Foi então que a empresa constituiu, em 2018, como um primeiro e importante passo, o Conselho Consultivo, que, ao longo de um ano, contribuiu com o processo de sucessão. Da mesma forma, algumas consultorias externas também foram fundamentais para o início de uma nova era.

“Assumi a presidência em outubro de 2019 em meio a uma construção conjunta, harmoniosa e desafiadora do DC que gostaríamos no futuro. Identificamos a necessidade de mudança. Constituímos o Conselho Editorial, elaboramos nosso Planejamento Estratégico e de Presença Digital, trabalhamos a cultura interna e atualizamos nosso propósito. Resgatando nossa essência e honrando nossa história, projetamos nosso futuro entendendo que temos um lugar ainda maior para ocupar”, recorda.

A jornalista destaca que a empresa tem a ousadia de querer ser um veículo transformador, que, por meio de um jornalismo econômico propositivo e sob os preceitos do Capitalismo Consciente, contribui cada vez mais e efetivamente com o fortalecimento de Minas Gerais e a retomada do seu protagonismo no cenário nacional. Que contribui com um ambiente mais igualitário, justo e próspero para todos.

“Temos como grande ativo a proximidade com os agentes econômicos e as áreas de conhecimento. Entendemos que nossa responsabilidade vai além das informações e conteúdo de qualidade – que, diga-se de passagem, é de extrema relevância, sobretudo em momentos de tantas notícias falsas. Mas é também a de provocar, apontar caminhos e articular”, define.

Digital guia reposicionamento junto ao mercado

Mas as transformações não pararam por aí. Junto com a reflexão sobre o papel do DIÁRIO DO COMÉRCIO, veio também o entendimento da necessidade de revisão do modelo de negócio e de reposicionamento junto ao mercado. À frente dessa missão, o diretor Executivo e de Mercado do DC, Yvan Muls, que ressalta a resiliência da empresa diante de tantas transformações.

“A economia mudou. O mercado mudou. Os modelos de negócios foram aprimorados ao longo dos anos e o DC acompanhou, ressaltando sua própria trajetória, essência e jornada com identidades peculiares de cultura, equipe e forma de fazer jornalismo, mas sempre aberto a trazer outros olhares. Tudo isso sob uma perspectiva colaborativa, que também está cada vez mais presente no novo modelo econômico empresarial, criativo e compartilhado. É isso que o DC pretende e busca o tempo todo”, garante.

Para isso, no ano passado, a empresa iniciou o trabalho de posicionamento de um novo DIÁRIO DO COMÉRCIO. A transformação digital foi o primeiro passo para essa transição. O DC iniciou então uma série de mudanças para a digitalização de processos e do próprio conteúdo, a começar pela integração entre a redação e o jornalismo web. Foi desenvolvido um plano de presença digital e a equipe passou por treinamento para produção de conteúdo multiplataforma.

Ainda em 2020, com os desafios impostos pela pandemia, a presença digital na redação foi acelerada, com a adaptação da equipe para o trabalho remoto (home office). Agora, as novidades das áreas Comercial e de Marketing chegam para reforçar esse trabalho.

“É um conjunto de iniciativas que visam reforçar nossa representatividade institucional e comercial junto ao mercado. Uma atuação para efetivamente ampliarmos nossas entregas e resultados. Como veículo especializado temos o privilégio de estar próximos dos agentes econômicos, e a ideia é gerar ainda mais valor a partir desta sinergia, indo além da notícia e do anúncio tradicionais, desenvolvendo projetos com estratégias comunicacionais, comerciais e empresariais, de maneira a contribuir cada vez mais para o ambiente econômico e de negócios de Minas Gerais”, explica.

Diretor Executivo e de Mercado do DC, Yvan Muls | Crédito: Michelle Mulls

Para viabilizar os projetos, além do reforço no time comercial da empresa, o DIÁRIO DO COMÉRCIO também firmou parceria com a Agência LFI Propaganda, que agora é responsável pelas campanhas comerciais e publicitárias do jornal e já faz entregas exclusivas para atender aos diferentes interesses dos leitores.

De acordo com o diretor de atendimento da agência, Ricardo Melillo, a principal transformação do veículo neste momento não está apenas na digitalização dos processos, mas na consolidação de uma nova postura perante a audiência e o mercado, ancorada pela tríade da revolução digital, do protagonismo como palco de debates socioeconômicos e do objetivo de se tornar uma fonte não apenas de informação, mas de conhecimento.

“A marca passa, neste momento, por duas grandes evoluções: a da transição para os meios de comunicação mais eficientes no ambiente digital e a produção de conteúdo de economia de forma propositiva, construtiva e inclusiva, contando com maior participação do leitor, entrega de conteúdos de opinião e análise. Sem contar a autoridade para falar de temas que permeiam o ambiente socioeconômico como empreendedorismo feminino, capitalismo consciente, desenvolvimento sustentável, agenda ESG e ODS“, afirma.

Na prática, o DC está evoluindo todos os seus canais de comunicação de maneira que mais conteúdo chegue a diferentes pessoas. A intenção é manter a rica audiência e agregar novas, estabelecendo canais em vias de mão dupla. A relação com os assinantes também está mais próxima, por meio da produção de conteúdos de forma interativa.

“Já estamos vendo essa amplitude principalmente em conteúdos que vão além da notícia e produzem conhecimento e na adaptação das plataformas digitais que ocorre de maneira contínua a partir da experiência dos usuários. E daqui para frente teremos mudanças mais visuais, incluindo a nova logomarca, a reformulação do projeto gráfico do jornal, a criação de novos canais como podcast e lives e outros produtos, como uma espécie de clube do assinante“, conta.

Movimentos discutem temas de olho no futuro

Para além do universo jornalístico e aprofundando o propósito de contribuição para o desenvolvimento do Estado e de uma sociedade mais justa e igualitária, o DIÁRIO DO COMÉRCIO tem se consolidado como palco de debates conscientes. Para isso, provoca discussões e interação com sua audiência por meio de enquetes, pautas participativas e movimentos como o #juntosporminas e Minas 2032, que, segundo a presidente Adriana Muls, visam destacar e debater temas estruturantes para “o futuro que queremos”

Os temas vão desde setores como mineração e siderurgia – bases da economia mineira – a questões que precisam ser vistas e encaradas por todos, como gestão da água, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as metas da Agenda 2030, por exemplo.

Precursor desta trajetória, o “Movimento Minas 2032 (MM2032) – pela transformação global” foi criado em 2017 e reúne entes da sociedade que, assim como o DC, buscam construir reflexões e ações práticas alinhadas aos ODS, promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2015.

Em quase quatro anos de um trabalho de sensibilização e construção de metas e metodologia, o grupo vem crescendo e conquistando novos parceiros no setor público e privado. Todos trazem a bagagem que angariaram ao longo do tempo na construção de uma sociedade mais responsável e justa e o poder do exemplo que exercem não apenas sobre suas cadeias produtivas, mas sobre a sociedade mineira e nacional.

Entre os mais recentes integrantes está o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais (Ibef-MG). Capaz de reunir quase a metade do PIB de Minas Gerais em uma de suas reuniões, segundo o presidente do Ibef-MG, Júlio Damião, o Instituto tem como missão reverberar os ODS como uma prática diária dentro das empresas e o MM2032 amplia este alcance.

“O movimento tem apelo global e está se tornando mais robusto nacionalmente. O modo de fazer negócios mudou no mundo inteiro e a sociedade está mais exigente quanto à atuação das empresas, que precisam, cada vez mais, atuar com respeito às pessoas e ao meio ambiente. A iniciativa do DC vem para dar voz e transparência a esta atuação. Não vejo nada igual na imprensa brasileira. Toda semana o DIÁRIO DO COMÉRCIO publica algo com a profundidade que o tema pede. A classe empresarial e os investidores já percebem e valorizam isso”, diz.

A gerente de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciene Araújo, que também integra o MM2032, ressalta que o Movimento é de vital importância para o desenvolvimento sustentável do Estado. E que ao articular projetos e ações entre os três setores, contribui efetivamente para o alcance dos ODS em Minas Gerais, deixando um legado de consciência socioambiental e transformação para as atuais e futuras gerações.

“Estamos na década da ação, e todos os parceiros do MM2032 estão empenhados em colocar Minas como o melhor exemplo em sustentabilidade e cidadania para o Brasil até 2030. Temos muito trabalho pela frente, mas não nos faltará empenho, cooperação mútua e foco para alcançar este propósito”, afirma.

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