Dólar cai pelo 3º dia no Brasil com indicadores de inflação e PIB dos EUA

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9228 na venda, em baixa de 0,19%

25 de janeiro de 2024 às 18h56

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Crédito: Reuters/Jose Luis Gonzalez

São Paulo – O dólar emplacou nesta quinta-feira a terceira sessão consecutiva de baixa ante o real, em sintonia com a queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores avaliando positivamente os indicadores de inflação divulgados juntamente com o relatório do PIB dos EUA no quarto trimestre de 2023.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9228 na venda, em baixa de 0,19%. Em três dias, a moeda acumulou queda de 1,30%. Em janeiro, porém, o dólar acumula elevação de 1,47%. Na B3, às 17:26 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,16%, a R$ 4,9290.

Pela manhã, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o Produto Interno Bruto no último trimestre do ano passado aumentou a uma taxa anualizada de 3,3%, bem acima da mediana das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, de alta de 2,0%.

Ainda que o PIB tenha crescido acima do esperado, dados de inflação vinculados a ele sugeriram um cenário positivo para os índices de preços nos EUA.

O índice PCE aumentou apenas 1,7% no quarto trimestre, ante 2,6% no terceiro trimestre. Já o deflator do PIB teve alta de 1,5%, abaixo dos 2,3% esperados pelo mercado conforme pesquisa da Reuters.

“Impressionante como a economia americana está robusta, crescendo mais do que se imagina”, avaliou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes.

“Por outro lado, veio uma boa notícia na parte de preços, (com) o deflator implícito do PIB mostrando uma inflação mais baixa do que se imaginava, com uma alta de 1,5%. O esperado era 2,2% anualizado. No núcleo, o esperado era 2% e veio 2%”, acrescentou Gala.

Em relatório separado nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 25 mil, para um ajuste sazonal de 214 mil, na semana encerrada em 20 de janeiro. Os economistas previam 200 mil pedidos na última semana.

Neste cenário, os rendimentos dos Treasuries se mantiveram em baixa, o que também pesou na relação do dólar ante outras divisas, como o real.

“Os dados do quarto trimestre dos EUA trouxeram algum conforto para o mercado. A percepção de ‘soft landing’ (pouso suave) da economia norte-americana está ganhando força”, afirmou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “(Rendimento dos) Treasuries caindo, dólar em linha no Brasil”, acrescentou.

Neste cenário, o dólar à vista variou da máxima de R$ 4,9426 (+0,21%) às 10h31 – numa primeira reação dos investidores aos dados robustos do PIB dos EUA – para a mínima de R$ 4,9072 (-0,50%) às 12h22 –quando os números de inflação ligados ao PIB já haviam sido digeridos.

A queda das cotações ocorria no Brasil a despeito de, durante a tarde, o dólar ter recuperado a força ante as divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de exportadores de commodities e emergentes.

Às 17:26 (de Brasília), o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,28%, a 103,580.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de março.

À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 4,846 bilhões de dólares em janeiro até o dia 19, com entradas líquidas de US$ 2,402 bilhões pelo canal financeiro e entradas de US$ 2,444 bilhões pela via comercial.

Apesar do feriado municipal em São Paulo nesta quinta-feira, a liquidez no mercado de câmbio brasileiro pouco destoou do verificado em dias normais. No caso do dólar futuro para fevereiro, por exemplo, o mais líquido do mercado, foram negociados mais de 230 mil contratos até as 17h.

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