Empresa mineira investirá R$ 400 mi na exploração de petróleo

Elysian Petroleum, companhia recém-fundada, vai explorar produto em terra firme no Brasil e venceu leilão da ANP

20 de janeiro de 2024 às 5h12

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Credito: Eduardo Moody/ANP

A Elysian Petroleum planeja investir cerca de R$ 400 milhões na exploração de petróleo em terra firme no Brasil. O valor estimado é para que a companhia mineira, recém-fundada por Ernani Machado, empresário do ramo de tecnologia, dono da JMM Tech, possa alcançar sua meta de produção inicial de 2 mil barris por dia. Futuramente, esse volume pode chegar a 5 mil barris/dia.

No último dia 17 de janeiro, a empresa foi qualificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) como a mais nova petroleira do País. No mês anterior, ela arrematou 122 blocos terrestres em um leilão de áreas da autarquia federal. Do total de campos arrematados, 99 estão na Bacia Potiguar, 13 na Bacia de Sergipe-Alagoas e dez na Bacia do Espírito Santo.

Antes de iniciar a exploração, a Elysian terá que depositar um bônus de R$ 6,222 milhões ao órgão regulador, montante que o proprietário declara já ter provado a capacidade de pagá-lo. Posterior ao depósito, está prevista a assinatura dos contratos de concessão no dia 31 de maio. Até lá, a companhia seguirá fazendo estudos das informações que estão disponíveis dos terrenos.  

Sendo assim, Machado destaca que, no segundo semestre, a petroleira mineira vai iniciar os levantamentos in-loco e, caso tenha sorte, poderá começar a explorar algumas áreas selecionadas ainda em 2024. Contudo, ele não garante que será nesse tempo, devido ao curto prazo para as análises, mas assegura que, no ano que vem, as operações estarão em andamento. O executivo ainda diz que o contrato de concessão tem duração de 27 anos, mas pode ser prorrogado. 

Leilão de concessão de petróleo e gás foi realizado pela ANP no mês de dezembro passado | Crédito: Divulgação/ANP

Produção de petróleo sustentável e tecnológica

Em relação à capacidade produtiva inicial da companhia, o empresário afirma que o volume é insignificante para o mercado petrolífero brasileiro, que produz, diariamente, quase 4 milhões de barris de petróleo. Entretanto, ele destaca que é uma quantidade expressiva para uma empresa que extrai a matéria-prima de terra firme (onshore) e não em alto-mar (offshore). 

Machado reforça que a Elysian espera aumentar a produção em três mil barris/dia até 2028, um propósito claro e alcançável devido ao número de campos adquiridos pela empresa. Além disso, segundo ele, as áreas foram previamente estudadas e selecionadas estrategicamente, considerando a proximidade de infraestrutura entre elas, a fim de permitir a agilidade dos trabalhos. 

Ainda no que diz respeito à operação propriamente dita, o fundador da petroleira atesta que será uma produção sustentável e tecnológica. Conforme ele, além do impacto ambiental da extração de petróleo em terra firme, em comparação à de alto-mar ser bem menor, a companhia estará atenta para evitar qualquer tipo de problema e, caso surjam, serão ‘imediatamente corrigidos”. 

“Vamos extrair o petróleo debaixo da terra utilizando tecnologias e com maior respeito ao meio ambiente. Embora não seja possível fazer exploração de petróleo sem haver alguma agressão ambiental, nós queremos ser o menos agressivo possível. Esse é o nosso objetivo”, disse.

As tecnologias também ajudarão a Elysian a reduzir custos, segundo Machado. Ele explica que, apenas na otimização das pesquisas, já haverá uma economia significativa e que, para a produção, estão desenvolvendo uma espécie de motorhome, com escritório, dormitório e central de análises para passar pelos campos, evitando que seja preciso construir um acampamento em cada local. 

Ernani Machado é o fundador da mineira Elysian Petroleum | Crédito: Arquivo Pessoal/Ernani Machado

Participação da companhia mineira no leilão gerou polêmica

Todos os blocos terrestres que serão explorados pela companhia mineira foram arrematados por R$ 51 mil cada, sendo R$ 1 mil a mais que o lance mínimo previsto pela ANP. Após o arremate, a participação da empresa no leilão gerou polêmica, visto que ela havia sido fundada em agosto de 2023 e com um capital social de R$ 50 mil – valor que está, atualmente, em R$ 45 milhões.

Ao esclarecer o caso, Machado afirma que o capital social da Elysian, quando foi criada, não interferia no certame. Ele enfatiza que foi tudo feito dentro da lei e das regras da agência. Ainda segundo o empresário, para participar do processo era preciso depositar garantias financeiras para os arremates e foram depositados valores até além do necessário, provando as pretensões da empresa.

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