Empresas do setor devem encerrar 2020 com estabilidade nos negócios

30 de dezembro de 2020 às 0h09

img
Crédito: Divulgação

Com crescimento médio nos últimos anos, da ordem de 20%, as empresas de factoring sediadas em Minas Gerais deverão encerrar 2020 com estabilidade nos negócios. Considerado estratégico em períodos de crise, o setor também foi afetado pelos impactos econômicos da pandemia de Covid-19, uma vez que uma das grandes estratégias adotadas neste período foi a redução de custos das empresas.

Para 2021, as expectativas são grandes. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Factoring de Minas Gerais (Sindisfac-MG), Roberto Ribeiro, é aguardado crescimento de, no mínimo, 30% sobre o atual exercício, em função da retomada da economia e da demanda por crédito.

Ribeiro, que também é sócio-diretor da Simples Factoring, lembrou que as empresas do setor atuam comprando títulos de crédito através da cessão de direitos recebíveis. Na prática, as empresas que optam por vender o título de crédito para as factorings recebem os valores antecipados, o que é importante para a composição do caixa e para dar fôlego aos negócios.

“A atividade ainda é nova no mercado e, ao mesmo tempo, muito importante para girar a ‘roda da economia’. Não somos financeiras, mas oferecemos compras de recebíveis a custos mais baixos dos que os propostos pelos grandes bancos”, explicou.

A estimativa é de que as factorings mineiras atendam mais de 50 mil micro e pequenas empresas no Estado – justamente a fatia de negócio mais afetada durante a pandemia. Esses clientes, geralmente, encontram dificuldades em negociar com os bancos devido ao porte ou pelas condições oferecidas pelas entidades bancárias não serem adequadas. Minas conta com cerca de 400 empresas de factoring, sendo 200 filiadas ao sindicato.

“Na pandemia, alguns mercados sofreram mais do que outros. Mas o que percebemos, no geral, foi um aumento da inadimplência, causado, inclusive, pela incerteza do que viria pela frente. Isso nos primeiros meses da chegada da doença ao Brasil. Com o passar dos meses, muitos dos problemas foram solucionados. E entre as grandes medidas que foram adotadas pela maioria estão o corte de gastos e equilíbrio das contas, além de investimentos em modernização”, afirmou.

O presidente destacou, por fim, que a entidade nacional buscou, desde o início, preparar a si e a seus associados para o período. “Criamos um comitê específico de gestão de crise, avaliamos índices relevantes do nosso mercado por meio de pesquisas periódicas e nos ocupamos de manter nossos associados informados de medidas do governo que, direta ou indiretamente, afetassem nosso setor”, concluiu.

Icone whatsapp

O Diário do Comércio está no WhatsApp.
Clique aqui e receba os principais conteúdos!

Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

    Receba novidades no seu e-mail

    Ao preencher e enviar o formulário, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.

    Facebook LinkedIn Twitter YouTube Instagram Telegram

    Siga-nos nas redes sociais

    Fique por dentro!
    Cadastre-se e receba os nossos principais conteúdos por e-mail