Estado decide trocar o comando do BDMG

27 de novembro de 2021 às 0h29

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Saída de Sérgio Gusmão e troca do Conselho de Administração são consensuais, segundo nota do banco | Crédito:João Pedro Viegas/BDMG/Divulgação

O governo do Estado vai promover mudanças na direção do BDMG – o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. O atual presidente, Sérgio Gusmão Suchodolski, deve deixar o cargo em 45 dias. 

Segundo nota divulgada pela assessoria do banco, ‘’a diretoria do BDMG informa que tem mantido conversas com seu principal acionista, o Governo de Minas, para iniciar um processo de transição de seus atuais componentes. Este processo vem sendo conduzido de forma consensual e harmônica; seu anúncio se dá em um momento no qual o trabalho da Diretoria, com desembolsos e captações de recursos em volumes recordes durante a pandemia, trouxe resultados expressivos para a sociedade e para a sustentabilidade financeira da instituição”. 

Ainda conforme a nota, “passada a fase mais crítica desta crise, Diretoria e Acionista acordaram este processo de transição, que deverá ser concluído em torno de 45 dias e que inclui, ainda, a composição de um novo Conselho de Administração, a ser empossado dia 06/12’’.

O governo do Estado e o BDMG não informaram os motivos da troca na presidência do banco. Ninguém do governo se pronunciou sobre o assunto.

O BDMG apoia os setores público e privado, oferecendo crédito para empresas de todos os portes e setores, prefeituras e concessionárias de serviços públicos municipais. Além disso, o banco é o estruturador oficial do Estado em operações de concessão comum e em modelos de Parcerias Público-Privadas (PPP’s). Segundo o BDMG, desde a decretação da pandemia (março/2020) até o momento, foram desembolsados mais de R$ 4 bilhões para 16 mil empresas de todos os portes e prefeituras, um volume jamais praticado pela instituição, que foi fundada em 1962. Estes 16 mil clientes estão distribuídos em 703 cidades mineiras.

Captação de recursos

No início de novembro, o BDMG oficializou com o Banco Europeu de Investimento (BEI) uma extensão no valor de 20 milhões de euros – equivalente a cerca de R$127 milhões – do limite do contrato original de 100 milhões de euros, firmado entre ambas as instituições em 2019. O aditivo foi assinado como parte da programação paralela da COP 26. 

Os recursos adicionais serão utilizados para compor linhas de crédito do banco mineiro voltadas ao financiamento de projetos de energias renováveis e eficiência energética em Minas Gerais, além de prover capital para projetos de investimentos de micro, pequenas e médias empresas. O prazo de pagamento pode chegar a 13 anos, dependendo da natureza da operação e do tipo de negócio, com até dois anos de carência.

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