Estado ocupa 2º lugar em exportações do País

8 de fevereiro de 2022 às 0h28

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No ano passado, Minas Gerais alcançou faturamento bruto de US$ 38,1 bi com embarques | Crédito: Ivan Bueno

Minas Gerais foi o segundo maior exportador de todo o Brasil em 2021. A posição se dá em meio a um balanço histórico e recorde na evolução dos últimos dez anos: o Estado alcançou o valor bruto de US$ 38,1 bilhões. Comparado a 2020, quando os valores somaram US$ 26,3 bilhões, o montante arrecadado com produtos exportados cresceu 45,1%. 

Os resultados foram apresentados ontem durante coletiva que reuniu diversos órgãos atuantes no comércio internacional e nas relações econômicas de Minas Gerais, além de representantes de embaixadas e consulados. Com os resultados, a contribuição mineira para as exportações nacionais chega a 13,6%.

Na ocasião, o governador do Estado, Romeu Zema (Novo), afirmou que os números refletem o equilíbrio em todas as áreas que contribuem para a receptividade de empresas, no caso da atração de investimentos, a imagem mineira no exterior e a competitividade do próprio Estado. 

Nesse sentido, o chefe do Executivo de Minas Gerais citou avanços em áreas como educação, saúde, segurança e infraestrutura, sobre a qual ponderou que há muito o que se melhorar em todo o território estadual. Ainda em seu pronunciamento, o governador criticou a postura do Brasil, já que, para ele, o contexto nacional impacta negativamente o desenvolvimento mineiro. 

“Nós estamos dentro de um navio maior que se chama Brasil, e o Brasil é um país carente de reformas. Sem reformas, nós não seremos competitivos. O secretário (em referência a Fernando Passalio) citou que quase tudo que exportamos é produto primário: café, minério, e isso é ótimo, mas nós precisamos exportar aquilo que tem mais valor agregado. (…) Estamos falando de deduzir a carga tributária? Não. Estamos falando de simplificar e dar segurança”, declarou Romeu Zema. 

Além da inação para a votação da reforma tributária, o governador fez críticas à votação e aprovação do chamado Fundão Eleitoral. Integrante do Orçamento 2022, já sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (Partido Liberal), o fundão irá conceder cerca de R$ 6 bilhões para o marketing dos políticos durante as campanhas eleitorais deste ano. 

Desenvolvimento econômico

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Fernando Passalio, os resultados são frutos, principalmente, das missões feitas nos Estados Unidos, em Dubai, no Qatar, no Reino Unido, na Espanha e de todo o processo de internacionalização e promoção de Minas Gerais no exterior. 

“É muito importante essa aproximação que estamos fazendo com o mundo, em que nós estamos tendo a oportunidade de mostrar ainda mais as riquezas e as potencialidades de Minas Gerais”, afirmou Passalio, que mira, ainda, a diversificação das exportações do Estado. 

Entre os principais produtos exportados estão, segundo o balanço, os minérios de ferro e seus concentrados, ferro-ligas, café, soja, ferro fundido bruto e ferro spiegel (especular), pastas químicas de madeira – à soda ou ao sulfato hidrogênio, gases raros e outros elementos não metálicos -, açúcares de cana ou de beterraba, carnes de animais da espécie bovina e o ouro (incluindo o ouro platinado). 

Já entre os países que mais receberam produtos de Minas Gerais (locais de destino) lideram a China, com 41,3% da exportações, os Estados Unidos (6,6%), o Bahrein (4,7%), os Países Baixos (4,0%) e a Alemanha (3,4%). 

Os dez municípios que mais exportam no Estado são: Conceição do Mato Dentro, Nova Lima, Itabirito, Araxá, São Gonçalo do Rio Abaixo, Itabira, Varginha, Catas Altas, Ouro Preto e Paracatu. 

Importações e internacionalização

As importações acompanharam o ritmo crescente do comércio exterior. Ainda segundo o balanço do governo, Minas Gerais fechou o ano passado em primeiro lugar no ranking de produtos trazidos de outros países. No total, foram US$ 13 bilhões em importações, o que representa um crescimento de 58,2% frente aos US$ 8,2 bilhões importados em 2020. 

Como exemplo da promoção de investimentos, o secretário da Sede citou uma recente visita aos Estados Unidos que teve como resultado a negociação e a definição da vinda de uma empresa de uísque para Minas Gerais. A instalação do projeto, que consiste, a priori, em um centro de distribuição, deve ser anunciada já na segunda quinzena deste mês, conforme Passalio. 

A ida aos Estados Unidos também rendeu uma novidade que deve chegar ao Estado também neste ano: com a cessão do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o governo irá implantar uma rede social, a ConnectAmericas, em Minas Gerais — a plataforma tem como objetivo internacionalizar as empresas e fazer conexões com parceiros e fornecedores. 

Os produtos importados para suprir a demanda do Estado são provenientes, de forma majoritária, da China (25,2%), dos Estados Unidos (12,5%), da Argentina (7,2%), da Rússia (5,5%) e da Itália (5,4%). 

No caso das importações, os dez municípios que mais recebem cargas de outros países são: Uberaba, Betim, Extrema, Contagem, Belo Horizonte, Pouso Alegre, Juiz de Fora, Varginha, Ipatinga e Sete Lagoas. 

Vale destacar que, também durante a coletiva, o secretário da Sede, Fernando Passalio, afirmou que as projeções para 2022 são difíceis, uma vez que o ano eleitoral pode fazer com que multinacionais ou novas empresas passem a postergar investimentos no Estado (e no País como um todo) diante do período. 

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