Caem as exportações da indústria têxtil

Os embarques do setor totalizaram US$ 813 milhões de janeiro a outubro deste ano contra US$ 976 milhões em 2022

29 de novembro de 2023 às 19h10

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As importações totais também caíram | Crédito: Adobe Stock

A indústria têxtil e de confecção nacional registrou US$ 813 milhões em exportações no acumulado de janeiro a outubro deste ano. Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o montante está 16,68% abaixo do valor acumulado do mesmo período de 2022, quando os embarques totalizaram US$ 976 milhões.

Assim como as exportações, as importações totais também caíram, recuando 2,06% no mesmo período. Neste caso, o valor acumulado passou de US$ 4,97 bilhões para US$ 4,87 bilhões nos primeiros dez meses de 2023. Desta maneira, o déficit da balança comercial do setor têxtil aumentou 1,51%, passando de US$ 3,99 bilhões para US$ 4,06 bilhões.

Os grandes responsáveis pelo saldo negativo do comércio exterior do setor foram as importações exclusivamente de vestuário, que encerraram o período em alta de 17,67%. O montante total dessas importações passou de US$ 1,35 bilhão nos dez primeiros meses do ano passado para US$ 1,58 bilhão no mesmo intervalo deste ano. Porém, a entidade lembra que esses valores não incluem as importações crescentes de roupas via plataformas internacionais de e-commerce.

O grande destaque entre os países, segundo a Abit, foi a China, responsável por 50,58% do valor de roupas que entraram no Brasil entre os meses de janeiro e outubro, com US$ 804,3 milhões no total. O montante significa avanço de 14,60% frente aos US$ 701,83 registrados no mesmo período de 2022.

Cenário da indústria têxtil de Divinópolis

Acompanhando o cenário, o polo têxtil de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, espera que as vendas caiam 30% neste ano na comparação com o exercício que passou. Conforme já publicado, o Sindicato das Indústrias de Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), afirma que a concorrência com o comércio on-line é o principal responsável pela piora no volume de encomendas que, segundo a instituição, já deveriam estar em ritmo acelerado, com a proximidade do fim do ano.

Com a queda no volume, as empresas passaram a ter encomendas abertas para até o próximo mês. Algo incomum para as companhias da cidade que estão acostumadas a fechar suas encomendas em setembro.

Assim como em âmbito nacional, o fraco desempenho das vendas da coleção de inverno e a concorrência com os marketplaces, em especial, os chineses, tem prejudicado e causado preocupação para a indústria no polo de Divinópolis. Como consequência, o início de 2024 pode ser marcado pelas demissões no Arranjo Produtivo Local (APL), que emprega em torno de 15 mil pessoas nas cerca de 500 fábricas.

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