Extrema ganhará seis condomínios de empresas até janeiro de 2023

29 de maio de 2021 às 0h26

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A localização privilegiada e a infraestrutura atraem investimentos para Extrema | Crédito: Divulgação

Não é de hoje que Extrema, no Sul de Minas Gerais, se destaca na atração de empreendimentos logísticos. Fruto de uma combinação de fatores como localização privilegiada, oferta de infraestrutura pela gestão municipal e uma política fiscal diferenciada, o destaque do município no setor se tornou ainda maior no último ano, quando o e-commerce ganhou novas proporções em todo o País, devido à pandemia de Covid-19 e às transformações digitais. Prova disso é que, no momento, há seis condomínios industriais e logísticos construídos na cidade, sob investimentos da ordem de R$ 2 bilhões.

Os empreendimentos pertencem a diferentes empresas e serão entregues entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023. Além disso, a maior parte já está pré-locada antes mesmo do início das operações.

O maior dos projetos pertence a três tradicionais empresas do setor imobiliário empresarial (BlackWall, Diase e Dell’Agnese) e foi anunciado em meados do ano passado com perspectiva de R$ 350 milhões em investimentos e geração de 5 mil empregos diretos. Outro importante projeto pertence ao grupo WTorre e visa à instalação de um centro logístico, cujo braço financeiro é da XP Log Fundo de Investimento Imobiliário – que em fato relevante divulgado no último dia 20, comunicou a aquisição de um terreno para o empreendimento sob inversões de R$ 169,8 milhões.

“O terreno será desenvolvido pela WTorre para a criação de um condomínio logístico. Esse investimento da XP traz duas indicações muito importantes: a primeira é a confiança do empresariado em Minas Gerais, permitindo com que o Estado bata recorde na atração de investimentos; a segunda é a consolidação de Extrema como um dos mais importantes centros logísticos do País, sendo a cidade brasileira com a maior concentração de empresas de comércio eletrônico”, destacou o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do município e atual diretor de Atração de Investimentos da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior do Estado (Indi), Adriano Carvalho.

Segundo ele, o investimento de R$ 169,8 milhões diz respeito apenas ao terreno. O montante total a ser aportado pelo Grupo WTorre depende do cliente e da configuração final da construção. A reportagem tentou contato com o grupo, sem sucesso. As licenças ambientais e de obras já estão sendo emitidas e a previsão é iniciar o trabalho de terraplanagem nos próximos dias.

Ciclo longo – Já a atual responsável pela Secretaria de Desenvolvimento de Extrema, Mônica Vieira, destacou o trabalho que vem sendo feito há décadas pelo município, em prol da atração empreendimentos logísticos. Conforme ela, a localização geográfica é um dos principais diferenciais locais e permite com que a cidade tenha uma dos ciclos mais longos de desenvolvimento no Brasil.

“Para toda e qualquer empresa que chega a Extrema, a palavra de ordem é planejamento, por isso o sucesso. Há ainda muita oferta de infraestrutura e uma política fiscal diferenciada, que funciona como a cereja do bolo. Com esse misto de atributos e o advento do comércio digital na pandemia, a cidade passou a atrair grandes players mundiais do e-commerce, a exemplo do Mercado Livre que anunciou a construção de um Centro de Distribuição (CD) no município no ano passado”, ressaltou.

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