Frente parlamentar para tratar dos ODS é proposta do MM2032

Implementação dos objetivos em Minas Gerais foi discutida em audiência na ALMG

17 de novembro de 2023 às 0h27

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Adriana Muls destacou durante a audiência a importância de se democratizar a Agenda 2030 | Crédito: Leonardo Morais

A formação de uma frente parlamentar para tratar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), é uma das propostas do Movimento Minas 2032 (MM2032) – pela transformação global, liderado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Instituto Orior.

Ontem, representantes do movimento, além de diversas entidades, de secretarias do Governo do Estado e estudantes do Sistema Divina Providência, participaram da audiência pública na Assembleia, no Plenarinho II, para debater a implementação desses objetivos.

“Estar aqui numa Comissão de Desenvolvimento Econômico, falando de Agenda 2030, é histórico”, destacou a presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Adriana Muls.

Ela lembrou que há cerca de um ano ela esteve na ALMG, na ocasião da homenagem aos 90 anos do DIÁRIO DO COMÉRCIO, e entregou um requerimento solicitando a instituição de uma comissão na casa para que se discutisse a agenda, em razão da sua importância e urgência.

“A gente entende que não importa a maneira, pode ser uma frente parlamentar, uma comissão que seja aderente, o fato é que a gente precisa democratizar essa agenda. E, para democratizar, nenhum lugar melhor do que essa casa que representa o povo”, diz.

A executiva acrescentou que é importante “ampliar o olhar” e entender que a pauta não é só social ou só ambiental e que tem relação com o futuro dos setores produtivos. Ela destacou que o DIÁRIO DO COMÉRCIO está a frente do MM2032, que está ligado à essência do empreendimento, fundado há 91 anos para contribuir com o desenvolvimento econômico do Estado sob a ótica do bem comum.

O deputado Antonio Carlos Arantes (PL), que foi proponente do debate, fez um balanço positivo da audiência pública. Ele explica que o próximo passo será compilar as propostas interessantes, apresentadas durante a reunião, para a população. “Vamos dar voz, dar eco ao que a sociedade apresentou aqui”, disse.

Retrocesso

A questão da forte desigualdade social como um dos desafios para a implementação dos objetivos foi destacada por vários participantes durante a audiência pública. O diretor do Instituto Orior, Raimundo Soares, que faz parte do MM2032, observou que grande parte das metas relacionadas aos ODS apresentou retrocesso nos últimos anos e que falta liderança para ajudar na implementação. “O Brasil é o maior produtor de proteína animal do mundo e não faz o menor sentido nós termos 50% da população sob risco alimentar”, criticou.

A economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Gabriela Martins, apresentou dados que mostram que Minas Gerais está na terceira colocação na execução das metas relacionadas aos ODS, atrás do Distrito Federal e de São Paulo.

O Distrito Federal, que está na primeira colocação, tem uma pontuação de 59,4, de um total de 100 pontos. São Paulo vem em segundo, com 55,5 pontos, seguido por Minas Gerais com 49,4 pontos. Para ser considerado desenvolvimento alto na realização dos ODS, o patamar teria que estar de 80 a 100 pontos, o que mostra que os resultados estão longe do desejado. “Minas Gerais está com uma realização baixa dos ODS”, observou.

MM2032

Criado em 2017, o MM2032  tem como objetivo construir o futuro por meio de ações simples e engajamento de toda a sociedade, tendo como premissa a Agenda 2030 da ONU. Hoje, são quase 50 instituições da iniciativa privada, do terceiro setor, da academia e do governo que participam do movimento.

Os ODS são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Parte da “Agenda 2030” trata-se de um pacto global assinado durante a Cúpula das Nações Unidas em 2015, pelos 193 países membros.

São 17 propostas desdobradas em 169 metas para tornar o mundo um lugar mais justo e capaz de oferecer dignidade e oportunidades iguais, promovendo o crescimento global sustentável para todos ainda nessa década.

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