Gasmig reajusta preço do gás natural veicular para baixo

Novo valor entra em vigor amanhã (1º); já para a indústria, gás natural fica 0,8% mais caro ou R$ 0,02 maior

31 de janeiro de 2024 às 6h00

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Por ser esperado e menor que inflação, impacto do reajuste para custos da indústria é baixo | Crédito: Divulgação/Gasmig

O custo de aquisição final do gás natural veicular (GNV) fornecido pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) será reduzido em 1,06% ou R$ 0,03. O preço do combustível gasoso usado como alternativa aos combustíveis tradicionais passará de R$ 2,9498 por metro cúbico para R$ 2,9186/m³. O novo valor entrará em vigor no dia 1º de fevereiro e terá validade de três meses.

A resolução com as novas tarifas foi publicada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), nessa terça-feira (30). Com o novo reajuste, o custo do gás natural ao segmento automotivo vai acumular uma baixa de 5,17% ou R$ 0,16 em um ano. Em fevereiro do último exercício, o valor do GNV era de R$ 3,0780 por metro cúbico.

O gás natural ficará mais barato para o grupo veicular, no entanto, para os clientes industriais, principais consumidores do combustível gasoso, será 0,8% ou R$ 0,02 mais caro. O custo de aquisição final para a indústria vai saltar de R$ 3,2436/m³ para R$ 3,2694/m³ a partir desta quinta-feira. No segundo mês de 2023, o preço do produto estava em R$ 3,6441, ou seja, no acumulado de 12 meses, ainda permanecerá com um decréscimo de 10% ou R$ 0,37. 

O consultor de mercado de energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pataca, esclarece que a alta no gás natural para o segmento industrial já era esperado. Ele explica que todo mês de fevereiro a Gasmig reajusta a sua margem no produto com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador que mede a inflação. Sendo assim, apenas pela correção inflacionária, houve um aumento de 4,36%. 

Como a tarifa do gás natural – sem impostos – é composta também pelos custos que a companhia tem, por exemplo, na aquisição do produto, Pataca ressalta que ocorreu um balanceamento, fazendo com que o aumento não fosse tão significativo. Segundo ele, o valor da molécula comprada da Petrobras pela estatal mineira teve constantes quedas ao longo do ano passado, após passar por um período de expressiva alta em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Reajuste terá baixo impacto para a indústria

Justamente por já ser esperado e ainda ser menor que a inflação, o impacto do reajuste no gás natural para os custos do setor industrial será baixo, conforme o consultor de mercado de energia da Fiemg. Ele pontua, contudo, que as margens de distribuição da Gasmig é uma das mais altas do País e deveria ser reduzida para que o custo do produto caísse para o consumidor final. 

“O que a indústria sempre reforça é que a margem da Gasmig, que é o serviço que ela fornece, ou seja, não tem produto associado, é uma das mais altas, variando entre a terceira e a segunda mais alta do Brasil. A gente sabe que o gás é uma commodity e é valorado internacionalmente, então, não podemos influenciar, mas o que a gente queria realmente é que houvesse um movimento da Sede e da Gasmig para reduzir essa margem e tornar o gás mais competitivo”, disse Pataca.

Política pública de margem de distribuição do GNV

Desde o primeiro dia de 2024, está valendo a prorrogação da Resolução nº 47, que estabelece a política de margem variável de distribuição do gás natural veicular para a Gasmig. A medida, que inicialmente teria vigência até o fim de 2023, agora vai vigorar até 31 de dezembro de 2024.

A resolução de 30 de setembro de 2022 permite que a margem de distribuição do GNV varie em resposta à competitividade da gasolina, visando aliviar o segmento atendido pela concessionária e, ainda, estabelecendo uma alternativa menos poluente alinhada às práticas do mercado de combustíveis. Por conta da política firmada, desde 2022 houve uma mudança de panorama com tendência de estabilização do consumo de combustível para o segmento automotivo no Estado.

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