Gerdau anuncia investimentos de R$ 6 bilhões em Minas Gerais

7 de agosto de 2021 às 0h30

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Em Ouro Branco, a Gerdau vai aumentar a capacidade de produção de bobinas quentes e dobrar a fabricação de perfis estruturais | Crédito: Eduardo Rocha

Considerada a maior empresa produtora de aço do Brasil, a Gerdau anunciou ontem  investimento de R$ 6 bilhões  em Minas Gerais. Estes recursos  deverão ser aplicados em três eixos principais, voltados à  expansão, à modernização e ao aprimoramento de práticas ambientais e sociais nos próximos cinco anos. 

“Serão gerados também 6.000 novos  empregos diretos e indiretos no Estado”, anunciou  ontem o diretor-presidente e CEO da Gerdau,  Gustavo Werneck, em evento que reuniu autoridades governamentais e estatais mineiras no Museu das Minas e do Metal, mantido por essa empresa no complexo cultural da Praça da Liberdade.

Ele lembrou que 70% das atividades da Gerdau estão localizadas em Minas Gerais, onde possui unidades  que atuam na produção de aço e minério de ferro. Com os novos postos de trabalho, a empresa, que hoje gera  22,7 mil  empregos diretos e indiretos no Estado, passará a envolver quase 30 mil  pessoas no seu campo de atuação. 

Uma das ações ligadas ao primeiro eixo que fundamentará a distribuição dos investimentos desses recursos objetiva ampliar para 250 mil toneladas/ano a capacidade de produção de bobinas quentes, em Ouro Branco, o que representa uma expansão  de 30% da produção atual.

Localizada na região Central do Estado, a  usina de Ouro Branco também vai duplicar a produção de perfis estruturais, que hoje é de 500 mil toneladas/ano, indo para 1 milhão de toneladas/ano.

“Lembrando que somos os pioneiros na produção de perfis estruturais na América Latina quando começamos em 2000 este tipo de produção em Ouro Branco. Este tipo de produto está ligado à construção metálica, produtividade, eficiência e sustentabilidade”, informou o vice-presidente, Marcos Faraco.

Para Faraco, a expansão da capacidade de produção de aço da empresa objetiva atender à demanda do mercado da América Latina e, principalmente, do nacional, uma vez que o grupo acredita na retomada da economia do País.

Indústria 4.0 – Responsável pela maior parte da produção de aço fabricado pela Gerdau,  fabricando 4,5 milhões das 5,5 milhões de toneladas de aço gerados  anualmente em Minas, segundo o vice-presidente,  nos próximos cinco anos, deve ser instalada em Ouro Branco uma plataforma 5G para agilizar o processo de adequação da empresa à indústria 4.0.

“Esta plataforma funcionará como um piloto, uma vez que ainda não contamos com o 5G no Brasil”. Mas segundo Faraco, a Gerdau já está se preparando para essa adequação à chamada “nova revolução industrial”. 

De acordo com o vice-presidente, a Gerdau já possui uma central de monitoramento, em Ouro Branco, que controla remotamente toda a produção não só desta indústria no Brasil, mas na Argentina e no Uruguai. 

“Também estamos investindo no treinamento de nossos funcionários em realidade virtual e investindo em inteligência artificial. Temos computadores, chamados de ‘super gênios’, que auxiliam na tomada de decisões”, afirmou.

Embora o piloto deste tipo de modernização vá ser implantado em Ouro Branco, as usinas de produção de aço localizadas nos municípios de Barão de Cocais, Divinópolis e Sete Lagoas também deverão receber investimentos em modernização e robotização. 

Ampliação da base florestal

A ampliação de mais 50 mil hectares de florestas nos próximos cinco anos é o terceiro eixo que receberá parte dos R$ 6 bilhões anunciados pela Gerdau ontem. A ideia, conforme Faraco, é ampliar em 20% a base florestal  mantida pela  empresa em Minas.  Atualmente  esta base florestal é composta por  250 mil hectares de floresta, sendo que pelo menos 90 mil hectares são destinados à conservação da biodiversidade.

Faraco explicou que as florestas servem ainda como fornecedoras de carvão vegetal, matéria-prima para a produção de aço. “O carvão vegetal é chamado de carvão verde porque é que menos libera CO2. Neste quesito estamos muito bem, com uma taxa  média de emissão muito menor que a maioria dos países”, afirmou.

Mineração

Mas os aportes de recursos  anunciados ontem  também serão destinados à  melhoria das condições de segurança da Barragem dos Alemães, que a Gerdau mantém  em Ouro Preto, cidade histórica  localizada na região Central do Estado. 

A Gerdau vai investir no processo de descaracterização dessa barragem, substituindo o armazenamento de resíduos líquidos pelo depósito de rejeitos sólidos. Para isso, será adotado um novo tipo de tecnologia de empilhamento que irá imprimir maior sustentabilidade à produção de minério de ferro, um dos principais insumos utilizados na fabricação do aço. 

Empresa aposta no vôlei mineiro

Depois de anunciar no início da semana o maior lucro líquido, de R$ 3,4 bilhões, no segundo trimestre de 2021, considerado o melhor resultado  histórico dos 121 anos de empresa, o diretor-presidente e CEO da Gerdau, Gustavo Werneck,  disse que a Gerdau está pronta a fazer investimentos que tenham como consequência não só o crescimento de Minas, mas também o do País.

Um destes investimentos foi celebrado na sexta-feira com o Minas Tênis Clube. Embora não explicite o montante que será investido nessa parceria, de acordo com o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, a indústria irá destinar parte dos recursos anunciados para patrocinar a formação de novos talentos nas equipes  masculinas e femininas de vôlei do Minas Tênis. 

Segundo o CEO, a parceria faz parte das comemorações dos 121 anos da Gerdau, completados no último mês de janeiro. “Acreditamos que parte do sucesso da empresa está relacionado a boa convivência com as comunidades locais”, afirmou Faraco.

Educação

A Organização +Unidos, que já é parceira da Gerdau há quatro anos em São Paulo, vai investir cerca de R$600 mil para criar cursos de robótica nas escolas públicas. A informação é de Daniel Gyrnberg, diretor-executivo desta instituição, que surgiu como um braço do Consulado Estadunidense do Brasil.

No primeiro ano, o projeto deverá beneficiar 550 mil estudantes mineiros. Segundo Gyrnberg, a experiência nas escolas paulistas foi muito bem sucedida e os cursos podem ser oferecidos off-line.

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