COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Gerdau anuncia investimentos de R$ 6 bilhões em Minas Gerais

COMPARTILHE

Em Ouro Branco, a Gerdau vai aumentar a capacidade de produção de bobinas quentes e dobrar a fabricação de perfis estruturais | Crédito: Eduardo Rocha

Considerada a maior empresa produtora de aço do Brasil, a Gerdau anunciou ontem  investimento de R$ 6 bilhões  em Minas Gerais. Estes recursos  deverão ser aplicados em três eixos principais, voltados à  expansão, à modernização e ao aprimoramento de práticas ambientais e sociais nos próximos cinco anos. 

“Serão gerados também 6.000 novos  empregos diretos e indiretos no Estado”, anunciou  ontem o diretor-presidente e CEO da Gerdau,  Gustavo Werneck, em evento que reuniu autoridades governamentais e estatais mineiras no Museu das Minas e do Metal, mantido por essa empresa no complexo cultural da Praça da Liberdade.

PUBLICIDADE

Ele lembrou que 70% das atividades da Gerdau estão localizadas em Minas Gerais, onde possui unidades  que atuam na produção de aço e minério de ferro. Com os novos postos de trabalho, a empresa, que hoje gera  22,7 mil  empregos diretos e indiretos no Estado, passará a envolver quase 30 mil  pessoas no seu campo de atuação. 

Uma das ações ligadas ao primeiro eixo que fundamentará a distribuição dos investimentos desses recursos objetiva ampliar para 250 mil toneladas/ano a capacidade de produção de bobinas quentes, em Ouro Branco, o que representa uma expansão  de 30% da produção atual.

Localizada na região Central do Estado, a  usina de Ouro Branco também vai duplicar a produção de perfis estruturais, que hoje é de 500 mil toneladas/ano, indo para 1 milhão de toneladas/ano.

“Lembrando que somos os pioneiros na produção de perfis estruturais na América Latina quando começamos em 2000 este tipo de produção em Ouro Branco. Este tipo de produto está ligado à construção metálica, produtividade, eficiência e sustentabilidade”, informou o vice-presidente, Marcos Faraco.

Para Faraco, a expansão da capacidade de produção de aço da empresa objetiva atender à demanda do mercado da América Latina e, principalmente, do nacional, uma vez que o grupo acredita na retomada da economia do País.

Indústria 4.0 – Responsável pela maior parte da produção de aço fabricado pela Gerdau,  fabricando 4,5 milhões das 5,5 milhões de toneladas de aço gerados  anualmente em Minas, segundo o vice-presidente,  nos próximos cinco anos, deve ser instalada em Ouro Branco uma plataforma 5G para agilizar o processo de adequação da empresa à indústria 4.0.

“Esta plataforma funcionará como um piloto, uma vez que ainda não contamos com o 5G no Brasil”. Mas segundo Faraco, a Gerdau já está se preparando para essa adequação à chamada “nova revolução industrial”. 

De acordo com o vice-presidente, a Gerdau já possui uma central de monitoramento, em Ouro Branco, que controla remotamente toda a produção não só desta indústria no Brasil, mas na Argentina e no Uruguai. 

“Também estamos investindo no treinamento de nossos funcionários em realidade virtual e investindo em inteligência artificial. Temos computadores, chamados de ‘super gênios’, que auxiliam na tomada de decisões”, afirmou.

Embora o piloto deste tipo de modernização vá ser implantado em Ouro Branco, as usinas de produção de aço localizadas nos municípios de Barão de Cocais, Divinópolis e Sete Lagoas também deverão receber investimentos em modernização e robotização. 

Ampliação da base florestal

A ampliação de mais 50 mil hectares de florestas nos próximos cinco anos é o terceiro eixo que receberá parte dos R$ 6 bilhões anunciados pela Gerdau ontem. A ideia, conforme Faraco, é ampliar em 20% a base florestal  mantida pela  empresa em Minas.  Atualmente  esta base florestal é composta por  250 mil hectares de floresta, sendo que pelo menos 90 mil hectares são destinados à conservação da biodiversidade.

Faraco explicou que as florestas servem ainda como fornecedoras de carvão vegetal, matéria-prima para a produção de aço. “O carvão vegetal é chamado de carvão verde porque é que menos libera CO2. Neste quesito estamos muito bem, com uma taxa  média de emissão muito menor que a maioria dos países”, afirmou.

Mineração

Mas os aportes de recursos  anunciados ontem  também serão destinados à  melhoria das condições de segurança da Barragem dos Alemães, que a Gerdau mantém  em Ouro Preto, cidade histórica  localizada na região Central do Estado. 

A Gerdau vai investir no processo de descaracterização dessa barragem, substituindo o armazenamento de resíduos líquidos pelo depósito de rejeitos sólidos. Para isso, será adotado um novo tipo de tecnologia de empilhamento que irá imprimir maior sustentabilidade à produção de minério de ferro, um dos principais insumos utilizados na fabricação do aço. 

Empresa aposta no vôlei mineiro

Depois de anunciar no início da semana o maior lucro líquido, de R$ 3,4 bilhões, no segundo trimestre de 2021, considerado o melhor resultado  histórico dos 121 anos de empresa, o diretor-presidente e CEO da Gerdau, Gustavo Werneck,  disse que a Gerdau está pronta a fazer investimentos que tenham como consequência não só o crescimento de Minas, mas também o do País.

Um destes investimentos foi celebrado na sexta-feira com o Minas Tênis Clube. Embora não explicite o montante que será investido nessa parceria, de acordo com o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, a indústria irá destinar parte dos recursos anunciados para patrocinar a formação de novos talentos nas equipes  masculinas e femininas de vôlei do Minas Tênis. 

Segundo o CEO, a parceria faz parte das comemorações dos 121 anos da Gerdau, completados no último mês de janeiro. “Acreditamos que parte do sucesso da empresa está relacionado a boa convivência com as comunidades locais”, afirmou Faraco.

Educação

A Organização +Unidos, que já é parceira da Gerdau há quatro anos em São Paulo, vai investir cerca de R$600 mil para criar cursos de robótica nas escolas públicas. A informação é de Daniel Gyrnberg, diretor-executivo desta instituição, que surgiu como um braço do Consulado Estadunidense do Brasil.

No primeiro ano, o projeto deverá beneficiar 550 mil estudantes mineiros. Segundo Gyrnberg, a experiência nas escolas paulistas foi muito bem sucedida e os cursos podem ser oferecidos off-line.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!