Governo de Minas espera atrair aportes de R$ 300 bi

Meta para os próximos quatro anos supera os investimentos de 2019 a 2022

21 de dezembro de 2022 às 0h29

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O governador Romeu Zema mantém o otimismo sobre a realização do leilão do metrô de Belo Horizonte | Crédito: Divulgação

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante apresentação de balanço das ações do primeiro mandato ontem (20), ressaltou que o Estado superou os momentos mais difíceis e está organizado para avançar. Nos próximos quatro anos, Zema pretende manter a atração de investimentos em alta. Neste primeiro mandato, foram mais de R$ 271 bilhões atraídos e mais de 600 mil postos de trabalho gerados. Para os próximos quatro anos, a meta é atrair mais R$ 300 bilhões.

O governo do Estado pretende ainda realizar importantes obras de infraestrutura, como a expansão do metrô de Belo Horizonte e o Rodoanel, e implantar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A desestatização de empresas estaduais também deve avançar. 

“Apesar de não termos avançado em tudo aquilo que nós gostaríamos, posso dizer que conseguimos avanços expressivos. Sabemos que subimos apenas os primeiros degraus de muitos mas, pelo menos, paramos de descer ou de ficarmos estagnados. Há quatro anos,  a situação de Minas era muito muito mais grave do que a atual”.

De acordo com o governador, com a reorganização do Estado e as medidas adotadas como a desburocratização de processos, por exemplo, foi possível atrair para Minas diversas empresas que irão investir mais de R$ 271 bilhões. Nos últimos quatro anos, Zema também destacou a criação de mais de 600 mil postos de trabalho e a retomada do pagamento do funcionalismo em dia. 

“Somente na atração de empresas, temos um número superior a R$ 270 bilhões. Então é provável que nós venhamos fechar este ciclo de quatro anos com o número praticamente dez vezes superior ao do governo passado. Enquanto ele destruiu  – de acordo com o Caged do Ministério do Trabalho – mais de 200 mil empregos, nós, até outubro deste ano, de acordo com o mesmo indicador, criamos mais de 621 mil empregos formais”.

Outro ponto ressaltado foi o planejamento para execução de importantes projetos de infraestrutura. Ao todo, são três grandes projetos elencados como essenciais. Um deles é o do Rodoanel, que é a maior obra de infraestrutura do Estado e já teve a licitação homologada. Com a obra, espera-se que seja retirado do Anel Rodoviário de BH o tráfego de caminhões, reduzindo cerca de mil acidentes por ano e melhorando a fluidez do tráfego na capital mineira.

Já o leilão do metrô de Belo Horizonte, que está marcado para esta quinta-feira (22), segundo o governador, permitirá a revitalização da Linha 1 e a construção da Linha 2, o que beneficiará pelo menos 270 mil pessoas diariamente.

“Nosso futuro, pelo menos em Minas, posso dizer que é de muita esperança e de realizações. Só depende de nós. Vamos ter duas grandes obras em Belo Horizonte que vão mudar por completo o cenário aqui da Capital, o Rodoanel que foi fruto e é possível devido ao acordo da tragédia de Brumadinho e também a obra do metrô”.

Apesar das disputas judiciais e do pedido do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para o adiamento do processo que envolve a privatização da CBTU Minas, Zema se mantém otimista com a privatização do metrô.

“Parece-me que tem gente tentando evitar que aconteça, mas estamos confiantes de que nesta quinta-feira, dia 22 de dezembro, lá na B3, em São Paulo, o leilão seja realizado com êxito. Estas duas obras (metrô e Rodoanel) serão as maiores obras da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) das últimas décadas e vão melhorar muito o trânsito e a vida de quem mora aqui”.

Outro projeto – já com obras em andamento – é o Provias. Lançado em abril de 2022, é o maior pacote de obras rodoviárias da última década no Estado. São R$ 2 bilhões em investimentos diretos e cem obras de pavimentação e recuperação de rodovias espalhadas por todo Estado.

“Até o ano passado, não tínhamos recursos para pagar a folha em dia, o que dizer para fazermos investimentos. Mas, em 2022, recuperamos com asfalto novo 2 mil quilômetros de rodovia. Tudo isso –  recuperação de rodovias, reformas de estradas, de escolas, de delegacias, polícia mais bem equipada, entre outros investimentos –  vai continuar e está acontecendo nesse momento. Nos próximos quatro anos, nós teremos muito mais realizações do que tivemos nesse primeiro ciclo”.

Avanços em 2023

Durante a apresentação dos resultados, o vice-governador eleito, Mateus Simões (novo), ressaltou que o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é considerado essencial para a organização das finanças e avanço do Estado.

A implementação vai reequilibrar as contas públicas e dar início ao processo de equacionamento da dívida com a União, que já é superior a R$ 147 bilhões.

“Para o próximo ano, vamos avançar na adesão do Plano de Recuperação Fiscal. O STF já nos garantiu a adesão efetiva, com decreto já publicado. Agora, nós vamos implementá-lo ao longo dos próximos anos para garantir que o terror das contas públicas não volte a assombrar o Estado nas próximas décadas”, disse Simões.

Outro plano que deve avançar nos próximos anos é o de desestatização de empresas como a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). 

O secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Igor Eto, disse que como já defendido pelo governador Romeu Zema, a desestatização será uma das prioridades.

“A desestatização é o caminho que nós iremos perseguir do ponto de vista das empresas estatais. Essa não é uma questão ideológica simplesmente, é uma questão prática. Nós precisamos que as nossas companhias possam, cada vez mais, destravar o investimento em Minas Gerais, melhorando a sua prestação de serviços. O foco não deveria estar nas empresas, mas sim no tomador de serviço, sejam as grandes empresas ou os cidadãos comuns. Precisamos, acima de tudo, melhorar a prestação de serviço das empresas de infraestrutura do nosso Estado e a forma que nós hoje avaliamos ser a melhor forma é o formato de desestatização”. 

Ainda segundo Eto, para que os projetos avancem, o governo pretende dialogar com a Assembleia Legislativa.  

“Estas pautas, com muito diálogo, com muita paciência, com muita sabedoria serão levadas à Assembleia e discutidas com cada um dos 77 deputados estaduais legitimamente eleitos. Nós queremos discutir e mostrar a eles a solução que nós temos”.

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