Governo amplia promoção do Estado no exterior

19 de agosto de 2021 às 0h26

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Juliano Alves Pinto chefia a Assessoria Internacional de Minas Gerais | Crédito: Breno Ribeiro

O governo de Minas Gerais está intensificando os trabalhos de promoção do Estado no exterior. Apesar da relevância internacional quanto a produtos como minério de ferro, café ou até mesmo a culinária, com o famoso pão de queijo, a avaliação da equipe de Romeu Zema (Novo) é que o Estado tem mais a oferecer. Seja por meio da cultura, da inovação ou do capital intelectual, a estratégia é enaltecer o que Minas tem de melhor.

Para isso, a Assessoria de Cooperação Internacional (ACI) – em parceria com a Governadoria, Vice-Governadoria, Secretarias de Estado e demais entidades do Poder Executivo Estadual,  já promove ações de cooperação, relacionamento e interlocução do governo com agências e representações estrangeiras, bem como organismos e instituições internacionais. O objetivo é realizar projetos conjuntos, envolvendo captação de recursos e oportunidades de cooperação internacional, troca de conhecimentos e boas práticas que resultem no fortalecimento do Estado de Minas Gerais.

Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o chefe da Assessoria Internacional de Minas Gerais, Juliano Alves Pinto, contou um pouco de sua trajetória e falou sobre o novo desafio de conduzir o processo de internacionalização do Estado. Diplomata de carreira, ex-Cônsul-Adjunto do Brasil em São Francisco, membro da Divisão de Ciência e Tecnologia do Itamaraty, e do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, passou a integrar a equipe de Zema ainda em 2019, como integrante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais (Sede).

“Minha experiência permitiu trazer para dentro do governo um olhar de futuro, algo que toda política pública tem que seguir a partir das perspectivas que uma agenda pode trazer de benefício ao Estado ou ao País. Ainda na Sede tive a oportunidade de praticamente retomar a política de promoção de exportações, estruturando uma melhor inserção dos nossos produtos no mercado internacional, em continuidade e de forma mais ampla, passamos agora para uma internacionalização de Minas de forma ampla”, afirmou.

Alves Pinto também falou sobre a necessidade de se identificar e intensificar a exportação de outros produtos e serviços para além dos já tradicionais integrantes da pauta mineira, como bens de maior valor agregado nas áreas metalúrgica , siderúrgica, de tecnologia da informação e biotecnologia, por exemplo.

“Trabalhar a exportação destes produtos é tornar o Estado mais conhecido lá fora. Minas Gerais é praticamente desconhecida no exterior e possui um grande potencial a partir de sua promoção, que passa pelo grande desafio da diversificação econômica e, ao meu ver, pela economia do conhecimento. Hoje, Minas exporta seus talentos e parte desse contingente pode ser retida à medida que se consiga promover essa diversificação”, disse.

Mas ele também ponderou que a iniciativa não pode ser de exclusividade do governo e que toda a sociedade precisa abraçá-la, culminando em um estreitamento de ideias e ações. Além disso, a visão precisa ser de longo prazo, vislumbrando um olhar mais estruturado, ressaltando o que há de positivo, sem deixar de lado a capacidade de resiliência e a colheita do progresso.

Ao mesmo tempo, o chefe da Assessoria Internacional de Minas Gerais lembrou que o trabalho deve começar no ambiente interno. Segundo ele, embora o Estado mantenha sua relevância no País, como segundo maior colégio eleitoral, terceira economia e detentor do segundo PIB industrial do Brasil, seu protagonismo já foi maior. E talvez esse destaque tenha se perdido em função do imediatismo – lacuna que o governo estadual procura trabalhar.

“Pensamos e desenvolvemos projetos estruturantes, com olhar mais qualificado sobre o que Minas Gerais tem a contribuir nacional e internacionalmente, porque ao promover Minas, estamos contribuindo para a promoção do Brasil. Além dos talentos, temos também o mais relevante repositório de cultura, uma gastronomia diferenciada e inúmeros outros aspectos a se destacar”.

Aproximação

Assim, mesmo que a proposta macro do atual governo seja de dar maior visibilidade ao Estado no mercado exterior, Romeu Zema também tem apostado também na estratégia de aproximação com os mineiros, viajando intensamente pelo interior de Minas Gerais.

“Minas tem dimensões de um país que é múltiplo, diverso, mas também desigual. É um Estado grande e grandioso e isso precisa ser trabalhado da maneira mais assertiva. Não faltam projetos. O que falta é um mapeamento do que temos de bom, discernimento sobre o que realmente é competitivo e relevante e concentrando tudo num mesmo pacote de acordo com os mercados potenciais”, concluiu.

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