Governo avalia plano para aéreas com linhas de crédito e redução de querosene

Em relação às linhas de crédito, os financiamentos serão operacionalizados por meio do FNAC e do BNDES

23 de janeiro de 2024 às 18h51

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Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil

Brasília – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta terça-feira que o governo está discutindo as dificuldades financeiras de companhias aéreas e trabalha em “pontos estratégicos” que incluem linhas de crédito, diminuição do custo do querosene de aviação e redução da judicialização.

Em entrevista a jornalistas, o ministro disse que a Casa Civil deve promover uma reunião nesta semana sobre o tema, ressaltando que representantes das companhias aéreas também devem ser recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Costa Filho não detalhou as medidas, mas afirmou que depois de quatro anos sem redução, o combustível usado pelo setor aéreo teve queda de quase 19% em 2023. Ele também chamou de “insano” o nível de judicialização do setor no país, o que eleva os custos das companhias.

“Da judicialização das companhias aéreas no mundo, mais de 70% está no Brasil, isso é insano”, disse. “Isso precisa ser tratado.”

Em relação às linhas de crédito, o ministro afirmou que os financiamentos serão operacionalizados por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Latam saiu, no final de 2022, de um processo de recuperação judicial iniciado durante a pandemia com um plano de restruturação de 8 bilhões de dólares. Gol e Azul também têm enfrentado dificuldades financeiras nos últimos anos. A Azul realizou uma restruturação no ano passado.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirmou neste mês que a Gol estaria considerando entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, o que provocou queda das ações da companhia aérea.

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