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Economia

Grupo Cedro planeja investir mais de R$ 1 bi em três anos

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Na mineração, grupo prevê inclusão de mais cinco ativos que permitirão à Cedro Mineração elevar a capacidade produtiva | Crédito: Mara Bianchetti

O Grupo Cedro, dono da Cedro Mineração, planeja investir mais de R$ 1 bilhão nos próximos três anos. A maior parte dos aportes será aplicada em Minas Gerais e contemplará não apenas as operações da Mina do Gama, em Nova Lima (RMBH), mas também novos ativos de minério de ferro no Estado e o ingresso da companhia em outras áreas. Há projetos previstos no ramo imobiliário, no agronegócio e em energia solar.

A empresa informou em primeira mão e com exclusividade ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que, na área imobiliária, vai investir em um megaempreendimento em Nova Lima, que incluirá torres comerciais e residenciais, shopping a céu aberto, universidade e um hospital. No agronegócio, está apostando no cultivo de café, soja, milho e em pecuária; o café na Serra do Cabral, no Centro-Oeste de Minas, e os demais na Bahia. Já o projeto de geração solar prevê a instalação de três parques no Centro-Oeste e no Sul do Estado, com geração inicial de 12,5 megawatts (MW).

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E na mineração está prevista a inclusão de mais cinco ativos que permitirão a Cedro Mineração passar das atuais quase 4 milhões de toneladas/ano para 15 milhões de toneladas/ano até 2026. Os mesmos se encontram em processos de licenciamento junto aos órgãos competentes e a expectativa é que o primeiro deles entre em operação nos próximos meses.

Outros detalhes dos negócios não foram revelados, no entanto, tamanha é a robustez das iniciativas que a empresa projeta a criação de cerca de 8 mil postos de trabalho entre diretos e indiretos nos próximos anos. Atualmente, há aproximadamente 1,8 mil funcionários – incluindo os terceirizados – atuando apenas na Cedro Mineração, que deve encerrar 2021 com faturamento superior a R$ 2 bilhões.

É o que conta o CEO do grupo, Lucas Kallas. Segundo ele, a mineração é a base da holding e está sustentando os novos investimentos. “É importante distribuir o risco. Mineração é bom, mas o bom preço não é eterno. Estamos apostando na energia renovável, que é um setor que já decolou no Estado; no agronegócio, uma potência em nosso País e cuja demanda só tende a aumentar; e no ramo imobiliário, porque surgiu a oportunidade de um projeto arrojado e de alto nível na região”, resume.

Especificamente sobre o braço de mineração, Kallas destaca que a combinação entre o boom vivido pelo setor com o elevado preço do minério de ferro e o trabalho e investimentos realizados pela Cedro tem permitido à empresa crescer em larga escala. Para se ter uma ideia, apenas em tributos, em sete meses de 2021 mais de R$ 270 milhões já foram recolhidos. No decorrer do ano passado o montante total foi da ordem de R$ 300 milhões. “O faturamento da Cedro Mineração neste exercício deve ultrapassar os R$ 2 bilhões”, diz.

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De maneira complementar, o Diretor de Sustentabilidade do Grupo Cedro, Guilherme França, explica que os resultados têm sido possíveis graças à aposta e investimentos da Cedro na Mina do Gama, que está em operação desde os anos 1990 e em 2018 passou a ser operada pela mineradora. Ao todo, já foram aportados R$ 200 milhões em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento em vistas de tornar a unidade totalmente sustentável.

O montante inclui os cerca de R$ 30 milhões em equipamentos para filtragem de rejeito, fazendo com que a mina se tornasse a primeira da região e uma das únicas do Estado com material de descarte 100% filtrado.   O processo consiste em uma operação de separação do sólido e do líquido de modo que o rejeito seja filtrado por um processo de prensamento de placas. O rejeito é empilhado seco, eliminando a necessidade de barragens de materiais úmidos, possibilitando o reaproveitamento da água recuperada no processo.

“Temos um plano grande para a área extrativa. No ano passado, já fomos a sexta maior pagadora de Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) do Brasil e temos conseguido mostrar que práticas de classe mundial e constante inovação tecnológica não estão exclusivamente restritas às gigantes do setor. Queremos ser referência, inclusive, pelo modelo de crescimento sustentável”, ressalta.

As tecnologias promovem, além dos 100% de empilhamento de rejeitos a seco e a descaracterização da antiga barragem, o reaproveitamento de 85% de água empregada no processo produtivo, a preservação de fauna e flora, a aplicação de biomantas nas pilhas de rejeito, a revegetação de leiras e os programas de controle de qualidade. 

Mas não para por aí. A empresa investe ainda em projetos sociais, culturais e de educação ambiental. “No total são 22 projetos apoiados pela Cedro Mineração, seja via Lei de incentivo seja por patrocínio direto, que somam mais de R$ 7 milhões aportados pela companhia. E há outros pelo menos 20 em desenvolvimento”, diz França.

Operações Cedro Mineração

O Gerente-Geral de Operações da Cedro Mineração, Wanderley Santo, aponta que desde que assumiu a Mina do Gama, em 2018, a Cedro vem realizando uma série de investimentos e melhorias nos processos, de maneira a aproveitar o máximo possível do minério extraído da cava da qual detém o direito de exploração. Conforme ele, enquanto teor no insumo siderúrgico de corte gira em torno de 40% de ferro e 35% de sílica, os produtos finais da mineradora são comercializados com concentração média de 64,5% de ferro e 6% de sílica.

Para o melhor aproveitamento do minério, a mineradora está investindo em uma nova planta de britagem e concentrados, que deverá entrar em operação no final do mês. Das 3,9 milhões de toneladas produzidas em Nova Lima, 40% é destinada ao setor guseiro de Minas Gerais e 60% compõe a fatia de exportação de grandes mineradoras do Estado.

“A vida útil da jazida é de dez a 12 anos e além do minério extraído da cava, também estamos reprocessando todos os finos da antiga barragem“, conta. É que entre as heranças dos antigos empreendedores da Mina do Gama estava uma barragem de rejeito que foi desativada há muitos anos, mas com a chegada da Cedro tornou-se uma das primeiras barragens de rejeito do Brasil totalmente descaracterizadas e descadastradas pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

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