Inda: usinas terão dificuldade para reajustar preços

Para presidente do instituto, é “improvável” que as importações deste ano sejam maiores que as do ano passado

25 de janeiro de 2024 às 5h12

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Crédito: Adobe Stock

São Paulo – Os produtores de aço no Brasil terão dificuldade para implementar aumentos de preços neste início de ano em meio a importações ainda elevadas de aço no País, afirmou ontem o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aços Planos (Inda), Carlos Loureiro. Segundo o dirigente, “há rumores no mercado” sobre aumentos nos preços de aços planos das usinas nacionais da ordem de 5% a 7%, mas referem-se à implementação em fevereiro.

“Com esse nível de preço (internacional) que está hoje, não dá para as usinas”, disse Loureiro. “Vejo dificuldade em implantação de aumentos”, afirmou em entrevista a jornalistas, citando o contexto em que as siderúrgicas tentam convencer o governo a aumentar imposto de importação de aço para 25%.

O presidente do Inda comentou ainda que a alta no volume de importações de aço no Brasil em dezembro ante novembro “foi surpreendente” depois de sinalizarem desaceleração em outubro e novembro.

Segundo dados do Inda, as importações de aço plano pelo Brasil em dezembro somaram 276,9 mil toneladas, aproximando-se do pico do ano passado registrado em setembro. Ante novembro, as importações de aços planos cresceram 30,6% e na comparação com dezembro de 2022 avançaram 67%.

Para Loureiro, porém, é “improvável” que as importações deste ano sejam maiores que as do ano passado, quando o mercado nacional registrou um incremento de 48% na internalização de aço produzido no exterior.

Questionado sobre as negociações de contratos de fornecimento de aços planos entre montadoras de veículos e siderúrgicas que vencem em janeiro, Loureiro afirmou que “houve pequenos ajustes negativos”.

A expectativa do Inda para as vendas dos distribuidores de aços planos este ano é de crescimento de 3% ante o volume comercializado em 2023 de 3,8 milhões de toneladas, que por sua vez marcou alta de 1,9% ante 2022.

Parte da expectativa é explicada por previsões do setor automotivo, que espera incremento de vendas, e com recuperação no setor de máquinas e equipamentos, que responde por cerca de um terço da venda de aço no Brasil, disse Loureiro.

Em dezembro, a venda de aços planos por dia útil pelos distribuidores foi de 13,2 mil toneladas, maior nível para o mês desde as 13,3 mil toneladas de 2019. No mês passado, as vendas dos distribuidores somaram 263,6 mil toneladas, alta de 2,6% ante dezembro de 2022, mas queda de 19,7% ante novembro.

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