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Indústrias mineiras apostam em crescimento até o fim deste ano

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A indústria de transformação em Minas Gerais sinaliza a intenção de incrementar os investimentos no 2º semestre | CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

O aumento das exportações e a valorização do dólar promoveram o crescimento da produção industrial em Minas Gerais no primeiro semestre e vem impulsionando as perspectivas de investimentos e geração de empregos no restante deste ano.

Por outro lado, a falta de insumo continua a preocupar o setor, que registra queda nos estoques. As informações são da Sondagem Industrial realizada pela  Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

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De acordo com a economista da Fiemg, Daniela Muniz,  a pesquisa constatou o aumento da disposição do empresariado destes dois segmentos em aumentar os investimentos no segundo semestre.

“Pelo 13º mês consecutivo,  os empresários mantêm-se otimistas  acreditando no aumento da produção e do crescimento da contratação de mão de obra”, afirmou. 

Neste estudo, segundo a pesquisadora, foram entrevistados empresários de 59 grandes empresas, 45 de tamanho médio e 52 pequenas empresas. 

Daniela explicou que os índices usados para mensurar a evolução da produção variam entre 0 e 100. Toda vez que estão acima de 50, ainda conforme a pesquisadora, indicam crescimento, o que aconteceu por dois meses consecutivos.

Embora em junho o índice de produção tenha ficado em 51,7 pontos, 4 pontos a menos que os 55,7 pontos registrados no último mês de maio, para a pesquisadora, o resultado continua apontando a  tendência de crescimento da atividade produtiva. 

“O indicador mostrou avanço da produção industrial pelo segundo mês consecutivo ao permanecer acima dos 50 pontos. O crescimento em junho não foi tão intenso quanto o observado em maio, mas continuou acontecendo”, explicou.

Empregos

Situação semelhante ocorreu com os indicadores de emprego. De acordo com Daniela, o indicador de evolução do número de empregados atingiu 51,3 pontos em junho, recuando 2,4 pontos em relação ao mês anterior, quando alcançou 53,7 pontos. 

“Mas o índice  contabilizado em junho deste ano foi o mais alto desde 2011, quando se leva em conta a série histórica que contabiliza apenas os índices mensurados  no mês de de junho”, explicou.

Daniela Muniz também destacou que o índice registrou elevação do emprego pelo 12º mês seguido, ao ficar acima dos 50 pontos. “Em junho de 2020, este mesmo índice ficou em 47,6 pontos, registrando uma retração de 3,7 pontos no número de trabalhadores”, afirmou .

Falta de matéria-prima é principal preocupação do segmento

Problemas de logística, que prejudicam a entrega de componentes, e a escassez de matéria-prima para a produção são os dois principais problemas enfrentados pela indústria mineira. E tal dificuldade é recorrente, uma vez que foi constatada pela quarta vez consecutiva  pela  Pesquisa de Sondagem Industrial feita pela Fiemg.

Sem insumos suficientes , as indústrias mineiras enfrentam outro tipo de dificuldade: reduzem o volume de estoques, deixando-os abaixo do planejado.

Segundo  Daniela Muniz, todos os produtos não vendidos são usados como estoque por tais indústrias. Cada setor tem interesse em manter determinado nível de produtos armazenados. 

“Mas com a escassez de matéria-prima e de insumos, causada pela desarticulação da cadeia produtiva ocorrida durante o período da pandemia, em que alguns setores tiveram sua atividade produtiva paralisada por mais tempo que outros, alguns segmentos não estão conseguindo manter os estoques planejados”, explicou a pesquisadora.

E-commerce

O crescimento do e-commerce é outro fator que, segundo Daniela, prejudicou a logística da entrega de materiais e insumos necessários à produção industrial. “Com o aumento das vendas a distância também cresceu o consumo de embalagens, de papelão e de caixas usados  como insumos por algumas indústrias”, informou.

Energia

A alta do curso de energia elétrica, motivada pela crise hídrica que afeta o País atualmente, é um dos problemas cujo crescimento  foi mais  destacado durante  o mês de junho. 

No primeiro trimestre, os empresários da indústria mineira apontavam o custo da energia como o 11º problema a ser enfrentado. “Mas no segundo trimestre os preços da energia pularam para 5º lugar, no ranking de problemas apontados pelos empresários da indústria mineira. Além de aumentar os custos de produção, pode fazer crescer a inflação”, afirmou.

Insatisfação

Ao longo do primeiro semestre de 2021, os industriais mostraram-se insatisfeitos com o lucro operacional de suas empresas. Uma das causas foi a dificuldade de acesso ao crédito e o aumento do custo da matéria-prima.

“Mas a insatisfação foi menor no segundo trimestre, quando contabilizou-se 49,1 pontos, estando mais próximo dos 50 pontos, limite entre os satisfeitos e os insatisfeitos. No primeiro trimestre deste ano, esse nível de insatisfação estava em 46.6 pontos, mais distante deste limite”, afirmou.

Apesar de estarem atentos a problemas como a crise hídrica, e a dificuldade de aquisição de insumos, ainda conforme Daniela, os empresários das indústrias extrativas e de transformação continuam dispostos a investir.

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