IPCA da Grande BH tem o maior aumento do País em janeiro

8 de fevereiro de 2024 às 16h33
Atualizada em 11 de fevereiro de 2024 às 12h05

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O grande destaque no IPCA da Grande BH foi o grupo de transportes | Crédito: Charles Silva Duarte/ Arquivo / Diário do Comércio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) subiu 1,1% em janeiro. Este foi o maior aumento no mês entre as 16 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O custo do transporte público foi o principal impacto para o crescimento do indicador na Grande BH. No Brasil, a variação mensal ficou bem abaixo: 0,42%.

O grupo transportes registrou alta de 0,35%. Dentro deste grupo, o aumento de 15,89% do ônibus urbano foi a principal causa desse aumento do IPCA na Grande BH no período. O impacto foi de 0,20 pontos percentuais (p.p.) no índice. Por outro lado, foram apuradas quedas nos preços das passagens aéreas (-18,03%), transporte por aplicativo (-9,86%) e gasolina (-0,87%).

O economista e CEO da Multiplike Gestora de Recursos, Volnei Eyng, explica que quando o IPCA apresenta uma diferença em relação as outras regiões do Brasil, como o caso de Belo Horizonte, é sempre algo relacionado às concessionárias de água e esgoto, energia elétrica ou transporte público.

Ele também aponta a influência das alterações climáticas. “Normalmente, os grandes municípios são abastecidos pelo cinturão verde de hortifruti ao redor, principalmente de hortaliças. São situações que o clima acaba influenciando o peso regional”, disse.

Eyng ressalta que, como a inflação dos alimentos é afetada pela sazonalidade do clima, a tendência é voltar para a média do País, diferentemente de reajustes tarifários de concessões. “Foi o que levou Belo Horizonte a ter a maior inflação, devido ao reajuste de ônibus urbano, seguido de alimentação e bebidas, bem acima da média do País”, declara.

Já nos últimos 12 meses, a Grande BH fechou com uma variação positiva de 5,34% no IPCA. Também foi o maior resultado entre as áreas pesquisadas pelo IBGE e acima do registrado no País (4,51%).

Além do já citado grupo transportes, os preços subiram em saúde e cuidados pessoais (1,00%); artigos de residência (0,76%); despesas pessoais (0,63%); educação (0,51%) e Comunicação (0,02%). Nenhum outro grupo registrou queda, enquanto vestuário (0%) foi o único a apresentar estabilidade no período.

Alimentos e reajuste tarifário puxaram IPCA na Grande BH

O grupo que mais avançou no primeiro mês de 2024 foi alimentação e bebidas, com alta de 2,73%. Entre os itens, as altas nos preços da cenoura (67,40%), batata-inglesa (41,62%), banana-prata (21,60%) e arroz (6,95%) tiveram os maiores impactos positivos no IPCA da alimentação.

Ainda segundo o levantamento do IBGE sobre o IPCA, o reajuste tarifário de 4,21% realizado no primeiro dia do ano fez a taxa de água e esgoto subir 5,55% em janeiro. O ajuste e o aumento de 0,91% no aluguel residencial fizeram o grupo habitação apresentar alta de 1,20% no mês.

A tendência para os próximos meses, aponta o economista da Multiplike, é que o grupo alimentação faça com que o ritmo de crescimento do IPCA continue em trajetória positiva. “Sim, porque justamente o setor que mais tem puxado é o de alimentos e bebidas. Como toda essa questão climática influencia diretamente nos preços, vai continuar (a pressão inflacionária)”, conclui Volnei Eyng.

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