Juros para pessoas físicas reduzem em 14 operações de crédito em BH

Quanto às taxas cobradas nas operações com pessoas jurídicas, a redução mais acentuada foi observada Antecipação de faturas de cartão de crédito (-10,29%)

14 de novembro de 2023 às 17h51

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A maioria das taxas de juros paga pelos bancos em suas operações de captação apresentou alta | Crédito: Adobe Stock

Dentre as diferentes operações de crédito e financiamento para pessoas físicas praticadas em Belo Horizonte, 14 registraram queda nas taxas de juros média em outubro frente ao mês anterior. Outras três apresentaram estabilidade no período. São elas: Automoveis (Bancos e Financeiras); Comércio eletrônico e Financiamento imobiliário com taxa de mercado.

A pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), apontou que dentre as 14 operações que apresentaram retração na taxa de juros, os destaques foram a Aquisição de outros bens e Cartão de crédito parcelado, com reduções de 5,58% e 1,34%, respectivamente.

Já o setor de Construção Civil, tanto entre os Imóveis construídos (575%) quanto entre os Imóveis na planta (70%), e os empréstimos em Cooperativas de Crédito (14,61%), foram os destaques entre as operações que apresentaram alta nas taxas de juros médias em outubro deste ano.

Pessoas jurídicas

Quanto às taxas de juros cobradas pelos bancos nas operações com pessoas jurídicas, duas operações apresentaram queda e outras duas registraram avanço na taxa média de juros.

A redução mais acentuada foi observada na Antecipação de faturas de cartão de crédito, queda de 10,29%. Por outro lado, os juros da Conta garantida tiveram a elevação mais intensa no período: de 15,62%.

Captação

O estudo também revelou que a maioria das taxas de juros pagas pelos bancos em suas operações de captação apresentou alta. As exceções foram as aplicações em Cooperativas de créditos e os Fundos de longo prazo, com quedas de 5,15% e 1,03%, respectivamente.

Entre as taxas de juros pagas pelos bancos em suas operações de captação, a maioria apresentou aumento. Com exceção das Aplicações em cooperativas de créditos e dos Fundos de Longo Prazo, as demais formas de captação registradas pela pesquisa apresentaram elevação, sendo que quatro das oito operações apresentaram alta acima de 3%.

Variações dos juros desde o início da queda da taxa Selic

O Ipead ainda fez uma comparação entre os cenários no mês de outubro e na primeira redução da taxa Selic, realizada em agosto deste ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. E foi possível observar que a maioria das operações já apresenta queda na taxa de juros média cobrada pelos bancos.

No caso das operações para pessoas físicas, as únicas operações que não acompanharam essa redução da Selic nos últimos dois meses, são Construção Civil Imóveis Construídos, Cooperativas de Crédito (empréstimo), Cartão de Crédito Rotativo Total, Cartão de Crédito Parcelado e Cheque Especial.

Entre as operações que apresentaram queda, há reduções muito pequenas quando comparadas à da taxa básica de juros, o que mostra que o efeito das reduções da Selic para o consumidor final ainda são baixos.

Já entre as operações para pessoas jurídicas, apenas o Capital de giro apresentou elevação desde agosto, alta de 8% no período. Dentre as operações que registraram queda, o destaque ficou para a Antecipação de faturas de cartão de crédito, com redução de 17,6%.

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