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LafargeHolcim vende fábricas de cimento

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As unidades mineiras da LafargeHolcim em Barroso, Pedro Leopoldo e Montes Claros foram adquiridas pela CSN | Crédito: Divulgação
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) adquiriu os ativos na área de cimentos da franco-suíça LafargeHolcim no Brasil por US$ 1,025 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões). O acordo  foi anunciado na sexta-feira (10) pela multinacional e confirmado pelo grupo brasileiro. 

O negócio inclui as unidades em Minas Gerais, instaladas em Barroso (Campo das Vertentes), Pedro Leopoldo (RMBH) e Montes Claros (Norte). Além das operações em Minas, foram adquiridas no País cinco plantas integradas de produção de cimento, quatro estações de trituração, seis unidades de agregação e 19 unidades de mistura de concreto.

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“Este desinvestimento é mais um passo em nossa transformação para nos tornarmos líder global em soluções de construção sustentáveis e inovadoras, nos dando flexibilidade para continuar investindo em oportunidades de crescimento atraentes”, disse o presidente-executivo da Holcim, Jan Jenisch, em comunicado.

A nova aquisição deve contribuir para a expansão da CSN Cimentos, que já havia adquirido a brasileira Elizabeth Cimentos e a Elizabeth Mineração em junho deste ano. Com grande parte do parque fabril no Nordeste do País, na época, a CSN adquiriu o grupo por R$ 1,08 bilhão.

Em nota separada, a CSN disse que o acordo adiciona uma capacidade produtiva à da CSN Cimentos de 10,3 milhões de toneladas de cimento por ano por meio de plantas estrategicamente localizadas no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além de substanciais reservas de calcário de alta qualidade e unidades de concreto e agregados.

“São esperadas relevantes sinergias operacionais, logísticas, de gestão e comerciais, com espaço para evolução de mix de produtos e expansão da base de clientes”, disse a CSN em fato relevante.

Ainda segundo a CSN, o acordo se insere na estratégia de expansão da CSN Cimentos em meio à recuperação do consumo de cimento no Brasil, “demonstrando a capacidade da empresa de assumir papel de destaque no setor”.

Com o fechamento do negócio, a CSN Cimentos passará a ter uma capacidade total de 16,3 milhões de toneladas ao ano e “presença cada vez mais abrangente no território nacional como um produtor relevante e de baixo custo”.

A CSN Cimentos atua na produção de cimento desde 2009 no País. Em 2015, a empresa de cimentos chegou em Arcos, região Centro-Oeste de Minas, com a instalação de uma planta. Além disso, as jazidas da companhia no município são responsáveis pela extração de três tipos de calcário, usados como matéria-prima para a fabricação de aço e para a produção de clínquer, principal insumo para o cimento. 

Trabalhadores

O presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes Congonhas, Rafael Ribeiro de Ávila, disse que a aquisição da empresa pela CSN não deve ter nenhum tipo de impacto positivo para os trabalhadores. “Na verdade, quem já trabalha na CSN Mineração quer ser desligado da empresa. Estamos há anos sem reajuste nos salários e a diretoria da empresa não tem um diálogo amistoso com os funcionários”, diz. 

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, neste ano, os representantes da categoria realizaram uma pesquisa de opinião a respeito do grau de satisfação dos funcionários em exercer as atividades na empresa e, conforme informações do sindicado, 90% dos entrevistados disseram que estavam insatisfeitos.

“Não temos plano de carreira, não temos benefícios e acredito que ficaremos assim. Há três meses, a CSN comprou outra empresa de mineração na região Nordeste do País, agora, comprou a LafargeHolcim e não temos esperança de participação nos lucros”, acrescenta Ávila. (Com informações da Reuters)

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