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Lançamentos imobiliários caem 59,89% na Capital e Nova Lima

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O setor imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima está em desequilíbrio, com aumento nas vendas de apartamentos e redução nos lançamentos | Crédito: Alisson J. Silva - Arquivo DC

Ao mesmo tempo em que as vendas de apartamentos têm aumentado em Belo Horizonte e Nova Lima, o número de lançamentos imobiliários tem caído na região. Em março, quando 223 unidades residenciais foram lançadas, houve queda de 59,89% na comparação com igual período do ano passado (556) e de 32% em relação a fevereiro (328).

Por outro lado, no terceiro mês deste ano foram comercializados 479 apartamentos, o que aponta para um crescimento de 48,8% na comparação com o mês de fevereiro e de 65,74% em relação ao mesmo período de 2020.

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Os dados compõem o Censo do Mercado Imobiliário, feito pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). 

Vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel destaca que o bom número de vendas dos imóveis tem sido puxado por fatores como o aumento do volume do financiamento imobiliário e o avanço do home office. Entretanto, diz ele, o fato de o volume de lançamentos imobiliários não estar acompanhando as comercializações tem preocupado o setor.

“Um fator que tem influenciado muito é a questão do aumento dos preços dos insumos, o que gera insegurança em relação aos lançamentos. Quando o incorporador faz uma tabela de vendas, ele está se comprometendo a entregar um determinado bem futuramente. Porém, ele não tem segurança hoje de quanto esse bem vai custar para ele”, destaca.

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG salienta que o setor vivenciou aumentos de preços superiores à inflação e aos índices de construção. Insumos como o aço, afirma, apresentaram um incremento de mais de 100% ao longo da pandemia da Covid-19, por fatores como desequilíbrio na cadeia de produção mundial e explosão dos preços das commodities.

Possíveis consequências 

Nesse cenário de diminuição dos lançamentos imobiliários e de incremento nos preços de material de construção, uma das consequências, segundo Renato Michel, é a alta dos valores dos imóveis. De acordo com ele, alguns preços já estão sendo repassados, embora não completamente, o que leva também ao achatamento das margens.

Possíveis atrasos na entrega também poderão ocorrer, diz ele, uma vez que o setor tem tido muita dificuldade de recebimento de alguns produtos.

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG lembra ainda da importância da construção civil para o País e da relevância de medidas que contribuam com o setor, como a redução das alíquotas de importação.

“A construção civil é uma grande geradora de emprego e renda e tem contribuído para a recuperação econômica do País”, afirma ele. “É muito importante estarem atentos a um setor que tanto tem contribuído e precisa de encontrar caminhos para se restabelecer”, ressalta.

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