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Lay-off na Fiat Betim impacta a indústria de autopeças em Minas

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Hoje, no Estado, conforme Sacioto, há 110 empresas de autopeças que geram aproximadamente 25 mil empregos diretos | Crédito: Arquivo DC

A suspensão de contratos de trabalhos (lay-off) pelo grupo Stellantis (Fiat Betim) acordada com o Sindicato dos Metalúrgicos e Metalúrgicas de Betim e Região, por meio do Programa de Proteção ao Emprego e Renda com Qualificação Profissional, que terá início na próxima semana, vai afetar toda a cadeia de fornecedores da Grande BH. Empresas de autopeças já começaram a negociar com funcionários e representantes sindicais medidas para amenizar os prejuízos diante da baixa na produção da montadora.

A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Autopeças de Minas Gerais (Sindipeças-MG), Fabio Alexandre Sacioto. Segundo ele, as empresas foram pegas de surpresa com o anúncio da Stellantis na última semana e terão um impacto ainda maior do que os sentidos pela própria companhia.

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“A Fiat estava produzindo uma média de 1.700 veículos por dia, mas recebendo apenas 1.400 chips. Isso gerou um estoque de carros inacabados. Com o lay-off, vão passar a produzir 1.100. Para as autopeças o impacto vai ser ainda maior, porque estavam entregando um volume de produtos, com ritmo elevado na produção e de repente estão tendo que renegociar não só os contratos de trabalho, mas a programação da compra de insumos importados, o que interfere também no fluxo de caixa das empresas“, explica.

Todas as medidas, assim como o programa instituído pelo grupo Stellantis, visam amenizar as perdas, principalmente no que se refere aos postos de trabalho. “A cadeia automotiva envolve uma mão de obra muito especializada. Demitir nunca é a melhor solução. E como a medida da Fiat é temporária, as empresas de autopeças trabalharão com o mesmo intuito de manter o quadro de funcionários”, diz.

Hoje, no Estado, conforme Sacioto, há 110 empresas de autopeças que geram aproximadamente 25 mil empregos diretos.

O dirigente lembra que o desabastecimento de componentes eletrônicos é um problema mundial e não deve se normalizar antes de 2022. Diante da escassez de chips semicondutores, multinacionais seguem em constante alerta e assim devem seguir até meados do próximo ano. Desde o ano passado, um desequilíbrio na oferta dos semicondutores tem afetado diversos setores da economia.

Em relação ao desempenho do setor, ele diz que em comparação ao ano passado – “que foi terrível” – existe uma recuperação. Já em relação a 2019 “ainda há uma queda importante”.

Em sua projeção mais recente, o Sindipeças nacional estima crescimento de 12,9% no faturamento líquido do setor, que deve chegar a R$ 142,6 bilhões, ante os R$ 126,3 bilhões do ano passado, obtidos a partir das vendas para montadoras, reposição, mercado externo e transações intersetoriais. A queda em 2020 sobre 2019, quando a receita ficou em R$ 153,1 bilhões, foi de 17,5%.

Lay-off em Betim

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos e Metalúrgicas de Betim e Região, a montadora informou que a primeira turma do lay-off será convocada até a próxima segunda-feira (4) e terá os contratos suspensos por 3 meses. A informação é de que 1.800 profissionais de setores diversos serão selecionados nesta primeira etapa do Programa de Proteção ao Emprego e Renda com Qualificação Profissional, que deve alcançar 6.500 funcionários da planta industrial de Betim.

Conforme publicado, o profissional que concordar em aderir ao programa ficará afastado por um período que varia de dois, três ou quatro meses. Está garantida a estabilidade pelo mesmo período do afastamento, após o retorno. O funcionário também não poderá ser convocado novamente pelo período de 16 meses.

Em relação aos salários, a remuneração, somando o subsídio do governo (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, do Ministério da Economia) e ajuda compensatória da empresa, terão perdas máximas de 15%.

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