Leilão de transmissão de energia concentrará R$ 14,2 bi em Minas

Dois lotes serão de investimentos voltados apenas para o Estado

31 de maio de 2023 às 8h14

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Expansão do sistema de transmissão no País visa atender à demanda de energia renovável | Crédito: Divulgação/Aneel

Com estimativa de R$ 15,7 bilhões em investimentos, o Leilão de Transmissão nº 1/2023 vai negociar nove lotes no dia 30 de junho, na sede da B3, em São Paulo. Boa parte dos aportes deve ser direcionada para Minas Gerais, que conta com seis lotes, alguns deles divididos com outros estados, como Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os lotes que passam pelo território mineiro somam inversões da ordem de R$ 14,183 bilhões.

Os 33 empreendimentos, com prazo de conclusão de 36 a 66 meses, contemplam, além de Minas Gerais, os estados da Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Será um dos maiores leilões já realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê que com os investimentos sejam criados 29.300 novos postos de trabalho.

Serão licitadas as concessões para construção e manutenção de 6.184 quilômetros de linhas de transmissão e 400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações. 

Conforme a Aneel, dos nove lotes, sete visam à expansão do sistema de transmissão da área sul da região Nordeste e Norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, para fazer frente à expectativa de contratação de elevados montantes de energia provenientes de empreendimentos de geração renovável na região, com destaque para as usinas eólicas e solares. 

Minas Gerais

Dois lotes (3 e 4) serão de investimentos voltados apenas para Minas. O lote 3 contempla o município de Buritizeiro, no Norte de Minas, a São Gonçalo do Pará, na região Centro-Oeste do Estado, num total de  349 quilômetros. O investimento previsto é da ordem de R$ 921,4 milhões e a geração de postos de trabalho diretos é de 1.842. 

Com 303 quilômetros de Janaúba, no Norte de Minas, a Presidente Juscelino, na região Central, o lote 4 deve ter inversões na casa dos R$ 786,6 milhões e 1.573 empregos diretos. Os lotes 3 e 4 tem estimativa de conclusão em 60 meses.

Com prazo de 66 meses, os dois primeiros lotes envolvem aportes em Minas Gerais e Bahia. O lote 1 deve consumir investimentos de R$ 3,156 bilhões e criar 5.739 postos de trabalho diretos. E o lote 2 tem aportes previstos na casa dos R$ 4,350 bilhões e 7.909 empregos, sendo o maior entre os nove lotes.  

Também com prazo de 66 meses, o lote 5 envolve Minas Gerais e mais dois estados vizinhos: Bahia e Espírito Santo. Os aportes são de cerca de R$ 2,667 bilhões que devem gerar 4.849 postos de trabalho.

O lote 7 passa pelo território mineiro e pelo vizinho Rio de Janeiro e tem inversões de R$ 2,3 bilhões num intervalo de 66 meses e com criação de 4.182 empregos diretos.

Nordeste

Além das inversões na divisa da Bahia com Minas, a região Nordeste do País está contemplada nos lote 6 (Sergipe e Bahia) e 8 (Pernambuco), sendo o último com a função de aumentar a confiabilidade no atendimento à região metropolitana de Recife. Para o lote 6, está previsto R$ 1,203 bilhão em investimento e para o 8, R$ 259,462 milhões.

O último lote tem como objetivo a ampliação no sistema da região noroeste do Estado de São Paulo para escoamento de excedentes de geração fotovoltaica e de biomassa, que devem necessitar de  R$ 94,176 milhões num prazo de 36 meses, o menor dos nove lotes.

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